<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369</id><updated>2012-02-16T21:40:57.530-02:00</updated><category term='Textos'/><category term='Notícia'/><category term='Música'/><category term='Texto/Poema'/><category term='Conto A lua espatifada'/><category term='Desabafo/Poemas'/><category term='Conto A lua espatifada II'/><category term='Informação/Conto A lua espatifada'/><category term='Desabafo/Poemas/Conto A lua espatifada'/><category term='Poemas'/><category term='Pessoal'/><category term='Relato'/><category term='Texto/Música'/><category term='Opinião'/><category term='Notícia/Relato'/><category term='Desenhos'/><category term='Sem Poema'/><category term='Conto A van e o Poeta'/><category term='Desabafo'/><title type='text'>poor art /poemas e desenhos</title><subtitle type='html'>poemas, desenhos e comentários gerais a respeito de assuntos pertinentes ao modo de viver e deixar viver.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>142</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3317052484634317440</id><published>2011-04-22T17:59:00.002-03:00</published><updated>2011-07-25T18:01:12.918-03:00</updated><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-d8x_4rzT6WI/S-oIV0VCr_I/AAAAAAAAAkU/5qSi2dhwSyI/s1600/imagem17.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 207px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 334px;"&gt;&lt;img border="0" height="206" i8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-d8x_4rzT6WI/S-oIV0VCr_I/AAAAAAAAAkU/5qSi2dhwSyI/s320/imagem17.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cêre Zumanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXXI- A obscura razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Afastavam-se do abraço trocado, quando Tuneca disse:&lt;br /&gt;-Isto é, se não for te atrapalhar, é claro.&lt;br /&gt;- Que atrapalhar que nada. Vai ser uma honra.&lt;br /&gt;- Uma honra? So voce mesmo. Uma honrrarra, aí já se engasgando com a torrente de lágrimas e solavancos que o choro convulsivo provocava. Mas continuou, ainda chorando muito.&lt;br /&gt;- Que honra? Se voce taí cheio de buraco de bala, de tiro que meu irmão mandou pra cima de mim, porra padre,meu irmão mandando bala pra cima de mim, meu irmão padre, e chorava, e chorava de dar dó. Por quê padre, por quê.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tiquinho o acolheu então e trazendo sua cabeça ao peito, disse-lhe , ao ouvido:&lt;br /&gt;- Calma, calma Tuneca. Não chore assim. Vamos fazer o seguinte; eu te contarei o que penso pode ajudar a compreender a atitude do Pedro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E Tiquinho contou toda a história, de como voltara ao morro com a incumbência de achar um antigo coroinha da igreja, da forma que o antigo padre encontrara para apaziguar a consciencia&amp;nbsp;pelo pecado cometido na sacristia quando beijara o menino, a tal carta, a doação do imóvel, e principalmente como, por isso, resolvera contar ao Pedro sua história da infância com o Juninho, que foi a maneira que ele entendeu de poder entrar no assunto dele com o padre, quer dizer, colocando-se também como alguem que já beijara outro homem, e de como ele&amp;nbsp;estava achando que o Pedro tava tirando ele como viado e&amp;nbsp;que provavelmente tambem tava achando que eles estavam tendo um caso, já que Pedro testemunhara a cena do choro de Tuneca quando pensou que&amp;nbsp; Tiquinho tinha morrido naquele dia.&lt;br /&gt;- Tu falou daquele lance do polícia comigo, quando mulequinho e que tu chegou e me salvou do estupro?&lt;br /&gt;- Não! Isso não contei a ele não.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;- É então pode ser por ai mesmo. Então era esse envelope que eu&amp;nbsp;vi um dia na casa dele, quando também vi a foto em que ele aparecia com o Touro. Só que tem um lance que não tá batendo!&lt;br /&gt;- O quê?, perguntou Tiquinho.&lt;br /&gt;- Não foi o Pedro que o padre da igrejinha beijou não!&lt;br /&gt;- Não?!! Mas o Pedro não era o coroinha da igrejinha?&lt;br /&gt;- Era. Mas tinha outro guri que ajudava o padre. e que foi o que o padre beijou.&lt;br /&gt;- E cumé qui tu sabe disso?&lt;br /&gt;- Porque o garoto era meu&amp;nbsp; amigo, muito amigo mesmo.&lt;br /&gt;- E quem era?, perguntou Tiquinho, estupefato com a revelação de que falhara na missão prometida ao Padre lá em Marabá, e ter entregue à pessoa errada a encomenda que lhe fôra confiada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3317052484634317440?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3317052484634317440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3317052484634317440' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3317052484634317440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3317052484634317440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2011/04/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-d8x_4rzT6WI/S-oIV0VCr_I/AAAAAAAAAkU/5qSi2dhwSyI/s72-c/imagem17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6444831190563316705</id><published>2010-08-13T20:26:00.000-03:00</published><updated>2010-08-13T20:26:06.415-03:00</updated><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sgdkf58yj0I/AAAAAAAAACU/vLbTw2khPeQ/s1600/imagem.bmp3.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sgdkf58yj0I/AAAAAAAAACU/vLbTw2khPeQ/s320/imagem.bmp3.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXXI - Friends&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiquinho viu pela janela, naquela manhã fria e cinzenta, quando a ambulância estacionou de frente para a entrada principal da mansão. E, surpreso, assistiu retirarem de seu interior, a maca onde Tuneca, ligado a tubos e sondas, recebia cuidados de uma equipe médica. Assim que o viu, alegrou-se: não o via desde o momento em que foram baleados no alto do morro. Tuneca o avistou também, e abriu um sorriso,assim que principiaram a conduzi-lo para dentro da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não atinara com o que pretendiam, Gilda ou Juninho ( não sabia ainda o responsável pela hospedagem do garoto), e, ao se afastar da janela , pôde , então, notar a cama arrumada no lugar onde, até a noite anterior, havia uma cômoda. Seria ali, certamente, que o instalariam. E certo, também, é que dormira pesadamente, pois nem se dera conta de nenhuma movimentação , o que denotava a consideração e o cuidado que tiveram para não perturbar-lhe o sono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a porta do quarto, pois, e dirigiu-se ao banheiro para as práticas da higiene matinal. Como mantinha-se habitualmente barbeado, bastou-lhe poucos movimentos com o aparelho de lâminas descartáeis, para deixa-lo pronto para aplicar , com as mãos em concha, uma generos quantidade de lavanda indiana que Gilda lhe comprara dias atraz. Escovou os dentes, arrumou os cabelos com a mão mesmo, aplicou nas bochechas palmadas, que lhe trouxeram às faces uma leve vermelhidão, despertou um sorriso no rosto com uma sonora gargalhada, e preparou-se para descer à sala, onde contava encontrar a todos em volta da farta mesa de café, que Gilda fazia questão de dispor, já que comungava ela com os que tinham o café da manhã como a mais importante refeição, e imperdível ocasião para os seres humanos se fortalecerem emocional e amorosamente. Enganou-se... Assim que se dirigia para deixar o quarto, Tuneca nele se introduzia, agora numa cadeira de rodas, risonho e exclamante: - Porra meurmão, quando o Juninho sugeriu que eu me restabelecesse no mesmo quarto em que voce também estaria se recuperando, eu topei na hora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6444831190563316705?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6444831190563316705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6444831190563316705' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6444831190563316705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6444831190563316705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/08/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sgdkf58yj0I/AAAAAAAAACU/vLbTw2khPeQ/s72-c/imagem.bmp3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1201259141387803696</id><published>2010-05-06T17:49:00.006-03:00</published><updated>2010-05-10T07:24:26.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S-Mr8ckNzNI/AAAAAAAAAg0/ptM_VkKdZ0U/s1600/eyeontarget3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S-Mr8ckNzNI/AAAAAAAAAg0/ptM_VkKdZ0U/s320/eyeontarget3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468262690018151634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXIX - O céu pode esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilda era só carinho e zelo, desde que Juninho o trouxera para casa, avisado que fora pelos "soldados" de Tuneca.&lt;br /&gt;Estavam já no dia seguinte e ele ainda estava desacordado. Tivera a face atingida e atravessada de lado a lado, e disforme, ainda sim, para ela, continuava lindo. Seu marido a observava e juntando-se a ela, passou também a acariciar o rosto amado, buscando ver no amigo aquele com quem compartilhara os melhores dias de suas adolescencias. Luas se espatifaram naquela noite, ele lhe dissera quando tiveram sua primeira transa a três no motel. Ele lembrou então daquela lua enorme e branca, estampada naquele rostinho que vinha na sua direção, reconciliados daquela estúpida briga na pelada, e pôde ver então refletido naqueles olhinhos, tanta ternura e drama, que não se conteve, e o beijou. Na boca. Beijou na boca aquele garotinho, mais novo que ele dois ou tres anos. Não notou os pedaços de lua espalhados pelo caminho, quando retornou para casa. Nada notou, nem quiz notar. Tinha os olhos transtornados e tropeçava em poças enormes de lágrimas quentes que saíam de suas entranhas e o faziam deslizar entre risos de felicidade e gozo. Estava apaixonado&lt;br /&gt;e sua paixão era um planeta novo e longínquo. De brilho intenso. E nome singelo:Tiquinho&lt;br /&gt;- Ele é forte, amor. Fique tranquila.&lt;br /&gt;- É, eu sei. Não estou tão preocupada. Afinal o Doutor Fernandes não teria permitido que ele ficasse em casa se houvesse risco de complicações. Mas deve estar doendo, né, querido? Afinal o que foi que houve?&lt;br /&gt;- Ah, Gilda, é uma história complicada, e eu ainda nem tenho todos os detalhes.&lt;br /&gt;Bem, já que ele está bem e aos seus cuidados, vou lá pro jóquei ver os negócios.&lt;br /&gt;- Vai. Pode ir querido, despediu-se Gilda, retribuindo o beijo que Juninho depositava em seus lábios.&lt;br /&gt;Já no carro, rumo à saída da mansão, lembrou-se do que Zé Pedrada, o soldado de Tuneca que lhe avisara do ocorrido, lhe contara, e que misturava bravura, abnegação, camaradagem, e, para ele, uma grande prova de amor de um pelo outro. Primeiro Tuneca se colocando a frente do revolver do irmão para defende-lo, e ele, logo após, atirando Tuneca ao chão, para receber o restante da carga do trabuco em plena cara. Coragem? Sim. Uma coragem capaz de espatifar luas, e espalhar pelo céu o amor que a vida mandar. Uma coragem com gosto de beijo proibido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1201259141387803696?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1201259141387803696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1201259141387803696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1201259141387803696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1201259141387803696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/05/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S-Mr8ckNzNI/AAAAAAAAAg0/ptM_VkKdZ0U/s72-c/eyeontarget3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8065665286045689724</id><published>2010-04-27T21:40:00.010-03:00</published><updated>2010-05-09T17:09:05.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S9o4MHiTT2I/AAAAAAAAAgM/_L2pctNH9Og/s1600/Legs+Buhay++ay+Nakakasilaw.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S9o4MHiTT2I/AAAAAAAAAgM/_L2pctNH9Og/s320/Legs+Buhay++ay+Nakakasilaw.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465742878600023906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXVIII - Ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Era nuvem. Ele nunca tinha estado entre as nuvens, mas agora, ali, era capaz de afirmar com toda convicção que era nuvem! Era capaz de afirmar com convicção que era nuvem, mas não podia afirmar com convicção que era ele, que estava nas nuvens, e que era ele que estava nas nuvens. Mas era neve, ele (?) reconhecia.  E eram vozes também. Ao longe (?), e parecia ter a ver com ele:&lt;br /&gt;"Afastem-se!, " Está fibrilando...", " Vamos perder el...", " Adren...", e ele ja se voltava para aquelas vozes quando ela surgiu. Era Ela. Teve convicção disso também, logo que de dentro de um floco de nuvens ao longe, envolta por diáfanas colorações cintilantes de luzes e uma aura de perfumes de rosas, Ela surgiu. E estava nua! Como daquela vez que a viu recostada numa espreguiçadeira de praia, em sua casa, quando lá foi apanhar a bola que caíra no quintal dela. Como daquela vez não, que daquela vez ela estava recostada numa espreguiçadeira. Tudo bem que a vira por inteiro, sem ser percebido, aquele encontro de linhas, igual o triângulo de bolas de gudes que jogava na rua, aquele encontro de linha que nem triângulo de bola de gudes, e que agora cheirava a rosas, e estava de pé, e vinha em sua direção. Era ela tinha convicção. E tinha a pele morena e cabelos negros, e estava nua. Não não só estava nua. Ela era a própria nudez, e tal lady Godiva,  tudo se despia à sua passagem: as nuvens desfaziam-se de suas ligações moleculares e nuas tornavam-se azuis para melhor adornar sua beleza celestial. Os anjos nus, despiam-se de suas asas, e retiravam-se de modo a deixá-los sós: eleEla. Em sua direção. Vindo! Linhas, triângulo e mais próximo de si chegou, esferas, volumes, olhos e boca, boca carnuda como polpa nua de fruta selvagem. E chegou-se a ele, e ele estava convicto que era Ela, e foi se convencendo de que era ele e que estava nas nuvens, jogando bola de gude, triângulo, morena, boca, mexendo, mexendo, gozando gozando gozan...&lt;br /&gt;- Pelo amor de Deus minha senhora. O que que a senhora está fazendo!!!!&lt;br /&gt;      Ritinha ainda sobre Tuneca, nua, deixando à mostra sua bunda de outro mundo, saindo dele sem pressa nenhuma, só meio que voltou o rosto para a porta de onde o médico a flagrara, e disse:&lt;br /&gt;Ah, doutor, eu tava aqui aflita com a situação do meu guri, não sabendo se ele sairia dessa, depois desses tiros todo, e o lençol começou a subir e eu olhei pra ele e vi a carinha dele, com aquele ar de felicidade, e o lençol apontando pro teto, eu pensei, hospital é mesmo pra gente meter, afinal é aqui que a perpetuação da espécie corre mais risco. Ou não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8065665286045689724?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8065665286045689724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8065665286045689724' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8065665286045689724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8065665286045689724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/04/lua-espatifada-ii_27.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S9o4MHiTT2I/AAAAAAAAAgM/_L2pctNH9Og/s72-c/Legs+Buhay++ay+Nakakasilaw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5704954708892349248</id><published>2010-04-10T21:34:00.004-03:00</published><updated>2010-04-22T10:05:10.145-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S75VKr0FvQI/AAAAAAAAAdY/llfvkGmy8v8/s1600/img22_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S75VKr0FvQI/AAAAAAAAAdY/llfvkGmy8v8/s320/img22_small.jpg" width="268" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXVII - Os fogos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuneca não disfarçou a alegria de rever o amigo. Abriu os braços e um sorriso franco e largo, e exclamou:&lt;br /&gt;- Chegou quem faltava!&lt;br /&gt;Nem o semblante carregado que o amigo ostentava o fez sair da posição festiva que adotara.&lt;br /&gt;- Por favor amigo, chega mais, se achegue e vá dando as ordens.- disse ele, já mandando seus soldados se espalharem pela boca pra poder receber o amigo no particular.&lt;br /&gt;- Pô quem sou eu pra dar ordens. Nem em casa, meurmão.&lt;br /&gt;- Mas aqui tu pode mandar. Tu é nascido aqui e antiguidade é posto. E  além do mais tu é do meu contexto, morou?&lt;br /&gt;- Tá legal Tuneca. Fico honrado, e até meio sem jeito de entrar no assunto que me trouxe aqui hoje.&lt;br /&gt;- Não mete essa de sem jeito. Pra nós não vale. Mandaí, Quequitápegando?&lt;br /&gt;- Seguinte, cumpadi: parece que houve crocodilagem na morte do Maninho.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Parece que deram pro Touro a hora e o local onde ele estaria naquele dia.&lt;br /&gt;- E porque tu acha isso?&lt;br /&gt;- Bem camarada, no hospital antes de morrer, ele me falou que fôra traído, e eu fiquei encasquetado com isso na cabeça, porque ele não teve tempo pra me dizer nem de que traição estava falando, e nem quem era o traidor. Só sei que era um homem, poi ele conseguiu dizer " ele me traiu! ".&lt;br /&gt;- Tudo bem , mas porque voce esta me falando sobtre isso agora, se lá no hospital , naquele dia,  voce me disse que tinha prometido segredo a ele e que por esse motivo não me abriria nada?&lt;br /&gt;- Pô mano, seguinte, naquele dia eu pirei, e cheguei até a pensar que ele estivesse se referindo a voce.&lt;br /&gt;- Pô, pirou mesmo. E porque tu entrou nessa que era eu?&lt;br /&gt;- Porque na hora em que voce entrou no quarto, ele deu uma olhada pra voce, e logo a seguir, o último suspiro.&lt;br /&gt;- E o que mudou na tua cabeça em relação a minha culpa?&lt;br /&gt;- AH, irmãozinho, logo no momento seguinte quando caminhei até à Catedral para orar pela alma dele.Foi uma dúvida estúpida, de vida curtíssima, que só se instalou pelo estado deplorável que a morte dele provocou no meu esopírito. Até te peço perdão agora pelo vacilo.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Deixa pra lá. E em que pé está sua desconfiança agora pra voce vir aqui me trazer esse assunto?&lt;br /&gt;- Põ malandro, pintou uma novidade sinistra, que de certa forma te diz respeito.&lt;br /&gt;- E que novidade é essa?&lt;br /&gt;- Ouviram teu irmão numa conversa ao celular com o Touro!!&lt;br /&gt;- O quê?!&lt;br /&gt;- É isso mes?&lt;br /&gt;- Meurmão que porra é essa de voce vir aqui depois de não sei quantos anos e ficar dando uma de comadre fazendo fofoca com meu nome, falou Pedro que chegara abruptamente, saindo de um beco por traz dos dois, empunhando o trezoitão dele apontado para o " padre ".&lt;br /&gt;Tuneca, do alto da sua majestade de dono do morro, sabendo muito bem que ninguém que não fosse conhecido poderia chegar até ele, sem nem olhar para Pedro, ocupado que estava em pegar um palito no chão para pilar o baseado que apertara para o amigo, mandou:&lt;br /&gt;- Sentaí mano que conversando é que a gente se entende. E guarda essa merda, e eu vou até fazer de conta que voce não me fez esa puta afronta de ameaçar alguém que está aqui no morro sob a minha proteção.&lt;br /&gt;- Guarda nada que esse filha da puta já devia era ter morrido logo na primeira caroçada que ele levou naquele dia. E depois tem aquilo de voce se derreter em lágrimas que eu nem entendi porra nenhuma, que eu nem sabia que voces se conheciam, muito menos de que voce se lembraria dele depois de tanto tempo. Que é qui tá rolando entre voces, hein?&lt;br /&gt;- Pedro não fala mais nada, ou então atira logo caralho, falou Tuneca se levantando e se colocando a frente do " padre , se colocanbdo como alvo.&lt;br /&gt;Nesse momento começaram a espocar os fogos da contençao, avisando da chegada da polícia no pé do morro, e neguinho começou a vazar, buscando um lugar pra se entocar. Pedro apavorado, primeiro com a ira despertada em seu irmão, e depois com o barulho dos fogos, que ele confundiu com tiros, sentou o dedo no gatilho, uma, duas, tres, quatro, cinco, seis vezes. E caiu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5704954708892349248?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5704954708892349248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5704954708892349248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5704954708892349248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5704954708892349248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/04/lua-espatifada-ii_10.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S75VKr0FvQI/AAAAAAAAAdY/llfvkGmy8v8/s72-c/img22_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2178233875770931021</id><published>2010-04-07T20:41:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T07:31:48.163-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S70Wlg8X61I/AAAAAAAAAdQ/Qurfyw49xjM/s1600/R_Hamilton_Just.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;A&lt;img border="0" nt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S70Wlg8X61I/AAAAAAAAAdQ/Qurfyw49xjM/s320/R_Hamilton_Just.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXVI - Ser e não ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O dia se anunciava pelas frestras da persiana vertical, e um raio de luz caía em cheio sobre a explêndida figura de Gilda. De pé, encostado ao pórtico da porta do banheiro da suíte, ele a admirava. Haviam feito amor por uma boa parte da noite, e ele, tendo acordado para aliviar os rins, aproveitou para continuar desperto, de modo a sair para a rua antes que Juninho chegasse. Sendo ainda o segundo dia, a vida conjugal que partilhavam, poderia ter atrelada a si, no seu aspecto fantástico, maravilhoso, mágico, esse forte paradigma da novidade como agente principal da sensação de acerto pela decisão tomada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os três realmente se amavam, e, mesmo após a deliciosa celebração sexual que praticaram, todos os atos que se seguiram; a saída, abraçados do motel, onde Juninho deixou ordens e dinheiro para que lhes entregassem os seus carros em sua casa,&amp;nbsp; e desse forma caminharem quadras pelas ruas da Barra da Tijuca, até se decidirem por seguirem pela orla marítima,&amp;nbsp; desfrutarem o belo espetáculo do por do sol,&amp;nbsp;e se achegarem ao restaurante, fôra tudo perfeito e natural, como se praticassem sexo em trio há muito tempo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, ter Gilda em seus braços aquela noite, sem a presença de Juninho, o deixou estranho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não o perturbava uma provável culpa por estar se apoderando de algo que não lhe pertencesse, e sim ao amigo. Esse aspecto da relação estava mais do que pacificado. Não se via brigando com o amigo por causa disto. Nem o via brigando com Gilda por este motivo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O perturbava o se, o como e o quando se reencontrariam, eles dois na cama.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Na presença de Gilda? Na ausencia dela? Admitiria ela, na sua presença, que eles se entregassem explícitamente, já homens feitos, o que ela admitia pelo conhecimento do que houvera entre eles quando guris e resumido a um beijo na boca? Ou Juninho lhe teria contade daquela tarde em que se permitiram experimentar o prazer de seus corpos fundindo toda a emoção de um amor verdadeiro e arrebatador?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pensar nisso o ajudaria a dar os próximos passos dentro da relação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No motel pôde perceber o homem lindo que se tornara. Cuidara-se. Ao rosto belo de pele clara, nariz aquilino, boca encantadoramente sempre pronta a sorrir, e os cabelos lisos, levemente grisalhos, usados compridos até os ombros, acrescentou um corpo musculoso&amp;nbsp;e definido, sem exageros, e um porte adequado ao conjunto, que o fazia extremamente desejável. E num momento em que se ajeitavam para juntos se unirem a Gilda, notou&amp;nbsp; sobre si seus olhos com um brilho de aprovação, já que ele também conservara-se, sem outros grandes vício, um bonito homem também.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Desistiu de suas elocubrações, e pos-se &amp;nbsp;a se arrumar para sair. Era urgente investigar a relação entre Touro e Pedro, e o que isto pudesse estar relacionado com a morte do Dr. Maninho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2178233875770931021?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2178233875770931021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2178233875770931021' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2178233875770931021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2178233875770931021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/04/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S70Wlg8X61I/AAAAAAAAAdQ/Qurfyw49xjM/s72-c/R_Hamilton_Just.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5282492851986049522</id><published>2010-03-26T20:37:00.003-03:00</published><updated>2010-04-26T18:13:16.583-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S61Eg2t5W3I/AAAAAAAAAcY/FVPqAVVt8xU/s1600/one.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S61Eg2t5W3I/AAAAAAAAAcY/FVPqAVVt8xU/s320/one.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;XXV - A fotografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tuneca estava dando um rolê pelo morro e,&amp;nbsp; sentindo que os " homi " e os " alemão " não iam dar as caras,&amp;nbsp;até porque&amp;nbsp; estava fazendo uma tarde agradável , sem sol, mas clara e aberta, resolveu dar uma chegada na casa do irmão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lá chegando transpôs o portãozinho de madeira, que Pedro botara para impedir que o Foquinha fosse pra rua, e se dirigiu à porta de entrada. Brincou com o cãozinho que veio alegre até ele, se arrastando nas patinhas trazeiras, que o assemelhava mesmo a uma foca, levou a mão ao ar na intenção de bater na porta, mas vendo que esta estava só encostada, entrou sem se anunciar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A sala estava vazia, a cozinha também&amp;nbsp;, e também o banheiro com a porta aberta, dizia não estar ocupado.&amp;nbsp;Preparou-se então para sair, quando ouviu um ruído que vinha do quarto.&amp;nbsp;Deu um meio sorriso para si mesmo, rumou na direção da saída e lá teria chegado, não tivesse tropeçado em um envelope pardo, grande, que ele apanhou do chão para deixar sobre a mesinha de centro, e neste momento ter dado de cara com uma foto que saíra do envelope e se depositou sobre o chão com a imagem voltada para cima.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Reunidos na clássica formação de Goleiro e zagueiros de pé e meio de campo e atacantes agachados, a fotografia era do time do morro,&amp;nbsp; onde aparecia seu pai, na época diretor do club, e mais ao lado, meio que aparecendo por traz de outros adultos que se espalhavam pelo campo, seu irmão Pedro, ainda molecote, rindo, abraçado a outro gurizinho, que observado mais atentamente, fez com que Tuneca, tretrocedesse e lentamente se deixasse cair na poltrona, profunda e desagradavelmente surpreso.&amp;nbsp; Ainda que sem estardalhaço, o sentar-se provocou um ruído de poltrona se arrastando sobre o chão frio que trouxe do quarto a voz de Pedro:&lt;br /&gt;- Quem está aí!?&lt;br /&gt;- Sou eu Pedro, respondeu Tuneca , abatido, atordoado, mas ainda esperto a ponto de devolver a foto ao envelope e este à mesinha, segundos antes de seu irmão sair do quarto, ainda tentando se compor&amp;nbsp; enrolado numa toalha, trazido à sala, pelo tom soturno, quase gutural que Tuneca usara ao respondê-lo.&lt;br /&gt;- O que houve cara? Que voz é essa!? Que aconteceu?&lt;br /&gt;- Nada não, nada não. É que de repente me deu uma saudade do papai fihadaputa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5282492851986049522?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5282492851986049522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5282492851986049522' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5282492851986049522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5282492851986049522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/03/lua-espatifada-ii_26.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S61Eg2t5W3I/AAAAAAAAAcY/FVPqAVVt8xU/s72-c/one.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-279374599575671224</id><published>2010-03-14T19:05:00.011-03:00</published><updated>2010-04-07T19:25:15.632-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S51u3agGWOI/AAAAAAAAAcQ/Tdz1XndXjJc/s1600-h/img13_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S51u3agGWOI/AAAAAAAAAcQ/Tdz1XndXjJc/s320/img13_small.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXIV - A pedra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estavam felizes naquele barzinho agradável do Baixo Gávea, reduto boêmio, povoado por intelectuais, artistas plásticos, atores, atrizes, músicos, jornalistas e paparazzis.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sentiam-se em família. Haviam concordado em compartilhar a mesma casa dali&amp;nbsp; por diante, e deixaram o motel já casados, podia-se dizer assim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enquanto aguardavam os pratos de lagostas que haviam pedido, Juninho falou com ele;&lt;br /&gt;- Voce se tornou amigo do Tuneca, o dono do morrro?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele então lhe contou tudo que se relacionava com o Tuneca, desde o dia em que o retirou das garras de um&amp;nbsp;policial pedófilo, até o reencontro, dias atras, quando retornara ao morro para entregar uma encomenda, a pedido de um padre, justamente para o Pedro, irmão do Tuneca.&lt;br /&gt;- O tal dia em que o cana morreu na delegacia da central, e que quase voce morreu?&lt;br /&gt;- Isso. Ele foi quem me socorreu.&lt;br /&gt;- E que encomenda era essa que voce tinha que entregar pro irmão dele?&lt;br /&gt;- Era uns documentos. Acho que envolvia alguma doação ou qualquer coisa desse tipo. O padre tinha uma dívida moral com ele.&lt;br /&gt;-Como assim?&lt;br /&gt;- O padre o tivera como coroinha na Igrejinha do Cruzeiro e se envolveu demais com ele chegando a tascar-lhe uns beijos na boca.&lt;br /&gt;- Meu primo te disse alguma coisa antes de morrer?&lt;br /&gt;- É, me falou umas coisas sim. Inclusive tentou me dizer o nome de alguém que&amp;nbsp;o traíra.&lt;br /&gt;- Seguinte, brother. Há anos eu mantenho um empregado encarregado de saber notícias suas, por onde voce andaria e tal,&amp;nbsp;e o instruí a&amp;nbsp;ter alguém no morro como contato que o informasse caso voce desse as caras por lá. E o contato desse cara&amp;nbsp;era justamente esse Pedro.&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;- Daí que com o seu retorno eu dispensei os serviços desse empregado, e na prestação de contas anteontem, ele me disse que ao se despedir do Pedro lá no morro, deixou-o no beco, mas logo decidiu voltar para lhe falar mais alguma coisa, e que o Pedro não percebendo que ele voltava, dava curso a uma conversa no celular com o Touro.&lt;br /&gt;- O Touro?!&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;É meurmão com o Touro.&lt;br /&gt;- Só se ele estava tratando de algum cala a boca. Mas não. O Tuneca jamais autorizaria um pagamento de propina ao Touro. Pô&amp;nbsp;aê Juninho, esse lance tá cabreiro.&lt;br /&gt;- Muito cabreiro. Até porque foi o Touro que matou meu primo, que estava ao lado desse&amp;nbsp;Pedro, e tratando de legalizações referentes aos documentos que voce trouxe lá do Pará.&lt;br /&gt;- Será que o Pedro traiu o Maninho. Mas porquê? Não tô entendendo nada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Gilda os alertou sobre a vinda do garçon trazendo os pedidos e eles se calaram. Retomaram as amenidades felizes de seu pacto matrimonial a três, deliciaram-se com a refeição, até que Juninho levantou-se para seguir para seus pontos de apostas nos cavalos, beijar Gilda, e despedir-se dele passando a mão em sua cabeça, desarrumando seus cabelos, dirigir-lhe um franco e belo sorriso, e na saída, deixar a advertência:&lt;br /&gt;- Levanta essa parada, e cuidado com esse Pedro.&lt;br /&gt;- Falou Juninho. Deixa comigo.&lt;br /&gt;- Então tá. Fui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-279374599575671224?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/279374599575671224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=279374599575671224' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/279374599575671224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/279374599575671224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/03/lua-espatifada-ii_14.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S51u3agGWOI/AAAAAAAAAcQ/Tdz1XndXjJc/s72-c/img13_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4574561528752306981</id><published>2010-03-14T11:00:00.003-03:00</published><updated>2010-04-07T19:12:09.211-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S5zqbn3yCZI/AAAAAAAAAcI/TrBOEOhKKo4/s1600-h/img1_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S5zqbn3yCZI/AAAAAAAAAcI/TrBOEOhKKo4/s320/img1_small.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXIII - Enfim sós, os três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O telefonema de Gilda&amp;nbsp; ao marido fora sucinto; pedia que ele se dirigisse a um motel, onde ela estava na companhia do amor comum de ambos. Passou o nome e o endereço, despediu-se , desligou o aparelho, olhou-o e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aí está. Conforme&amp;nbsp; a tua vontade.&lt;br /&gt;- Mas tem de ser asim, não te parece?&lt;br /&gt;- É, realmente se voce tivesse me seguido em meu desejo de nos atirar-mos nessa cama, logo que entramos nesse quarto, mesmo já tendo conversado com ele e decidido a te convidar&amp;nbsp; a compartilhar conosco esse amor que nos permeia, quando ele entrar por essa porta e nos olharmos, certamente eu estarei mais feliz, por não ter recebido outro homem além dele. Mesmo esse alguém sendo voce. Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outro beijo, longo e voluptuoso tornou a unir seus corpos até até que ele, delicadamente a conduziu até a ante sala da suíte, pediu licença para ir até o lavabo, e em lá chegando fechou a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A sós, respirou profundamente e exalou o ar pelas narinas, lentamente, de forma a readquirir o controle emocional, abaladíssimo pela investida de Gilda, que a custo conseguiu resistir. Que bom que conseguira. Dessa forma estariam os tres, quando reunidos, &amp;nbsp;preservados na mesma camaradagem de sempre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se deu conta, então , de que ele estava por chegar. Estariam, afinal, frente a frente, depois de tantos anos. Ele! Que correra em seu encalço por milhares de quilômetros, quando soube de sua partida para o Mato Grosso. Ele! Que lhe colocara de frente a duas luas espatifadas de dois céus que se partiram ao meio quando abusadamente, inaugurou um marco em sua boca, pré-juvenil. Ele! O primeiro amor de&amp;nbsp;sua vida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda lavava as mãos quando o telefone do quarto soou. Ouviu quando Gilda autorizou a subida dele, e apressou-se em lavar o rosto, dar um jeito nos cabelos, enxugar-se e sair.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pensou que fosse desmaiar quando o viu! Achou que fosse morrer quando ele saudou-o tão amistosamente&amp;nbsp;e de braços abertos recebeu-o,&amp;nbsp; estreitou-o calorosa e carinhosamente, e magníficamente íntimo&amp;nbsp;de sua verve, beijou-o absurdamente tal qual&amp;nbsp;na primeira vez;&amp;nbsp;a língua em seu ouvido, o zumbido, e imediatamente&amp;nbsp; após, a invasão bárbara boca a dentro, como se buscasse os tesouros que ali depositara, quando solo ainda virgem, e como virgem ainda fosse, dado o passeio cuidadoso em torno de seu interior,&amp;nbsp;num reconhecimento de línguas, que exultavam&amp;nbsp;por se reencontrarem ainda tão amantes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foram apartados por Gilda, já nua em pêlo, que se interpusera entre os dois de forma a desabotoar primeiro a camisa do marido, empurra-lo para a cama, desabotoar-lhe a braguilha, descalçar-lhe os sapatos, livra-lo das calças, e estando ele só de sunga. por-se a acariciar-lhe o membro, sentada a beira da cama, enquanto repetia a mesma operação no " padre ", que percebendo sua exitação e embaraço, desfez-se ele próprio da batina, dando se a apreciação de Gilda, que gulosa, abocanhou-lhe o generoso dote. Sugou-o por um instante, deixou-o,e subiu sobre Juninho, deitado ja completamente nu e ereto. Alojou-se sobre seu marido, e mantendo-se encaixada, curvou-se de forma a deixar claro que poderia receber também ao seu amor reencontrado, que&amp;nbsp;percebendo o convite,&amp;nbsp; colocou-se em posição, e encorajado pelos apelos da amada, iniciou a difícil penetração cuidadosamente, e só após ter colococado dentro a sua glande, e&amp;nbsp;vagarosamente ter penetrado mais, puseram-se os três em movimento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Gilda lembrando-os do ineditismo da experiência reclamou para si o comando da coordenação e do sincronismo. Quando descia para receber mais dentro de si de seu marido, chamava para dentro de si ao mesmo tempo, seu coleguinha amado, que enorme e obediente a levava a delírios de extase. A dupla penetração a surpreendia em todos os sentidos, e&amp;nbsp;desfazia tudo de negativo que ouvira falar sobre o tema. Primeiro, que estando agora do lado de dentro da transa, com o marido a amando pela frente, e o amado amigo a amando por traz, nada de imoral lhe parecia. No átimo de consciencia em que atentou para o fato, surpreendeu-se ao sentir-se convicta de que terminada a experiência ,&amp;nbsp;não se sentiria devassa, ordinária, nem depravada. Permaneceria moralmente sã..&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quanto a dor extrema, e os exageros que se colocavam, de rupturas e rasgamentos, tornaram-se plenamente suportáveis&amp;nbsp;pelo&amp;nbsp;intenso e assombroso&amp;nbsp;prazer alcançado, de ser tocada onde ainda não fora tocada, e ser tocada ao mesmo tempo, e pelos dois homens que eram exatamente os seus grandes e verdadeiros amores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E seguiram trotando grudados, ora Gilda descendo e engolindo em sua vagina, o penis longo e fino de Juninho, e ali parava uns segundos e pedia e recebia em seu&amp;nbsp;ânus o longo e grosso calibre do " padre ".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pararam muitos minutos depois, lançando pelo quarto seus gemidos de gozo, de prazer, de amor, amizade, diante de um céu que anoitecia fora da janela sob o poder de uma lua branca e gigantesca que ameaçava espatifar sobre a humanidade todos os presságios e vaticínios de um novo despertar para uma nova forma de viver a vida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Evoé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4574561528752306981?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4574561528752306981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4574561528752306981' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4574561528752306981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4574561528752306981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/03/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S5zqbn3yCZI/AAAAAAAAAcI/TrBOEOhKKo4/s72-c/img1_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-7585344884873735802</id><published>2010-02-28T15:19:00.007-03:00</published><updated>2010-03-07T09:19:04.939-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>Cêre&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S4qz-KWO4JI/AAAAAAAAAa0/LQT3Jv8sYcQ/s1600-h/gaspar+022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443360980141531282" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 287px; height: 320px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S4qz-KWO4JI/AAAAAAAAAa0/LQT3Jv8sYcQ/s320/gaspar+022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Zumanus&lt;br /&gt;XXII - O beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Gilda sentia-se especialmente radiante naquele dia. Acabara de se levantar da cama, e tendo seu marido  a  procurado   ao   chegar pela manhã, entregara-se com disposição  ao embate  proposto e quase hora depois,extenuados, adormeceram. Antes teve ele tempo de lhe dar a maravilhosa informação de que àquele a quem amaram não fizera-se padre. E fecharam entendimento de o convidarem para com eles morar, claro, se daquele tempo ressurgisse a chama do amor capaz de incandescer suas vidas. Entrou no banheiro, viu no espelho que já não era tão visível a barbeiragem que aquela bicha ressentida do salão fizera em seus maravilhosos cabelos, e decidiu que já era hora de aposentar as perucas. Banhou-se , vestiu-se, e saiu apressada, dando ordens, a caminho do carro, para as empregadas, no tocante ao serviço da casa; desejum e almoço do marido. Entrou no seu automóvel esportivo, dispensou motorista e seguranças ( que a desobedeceram, e sem que ela percebesse, saíram em seu encalço ), e decidida a ir ao morro, optou pelo Túnel Rebouças, que liga a Lagoa Rodrigo de Freitas ( bairro contíguo à Gávea ) à Praça da Bandeira , vizinho a Praça Onze, vizinho ao Morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intuição Feminina! Esse era o dom explêndido que a guiava desde que acordara e que a levara ali, onde estava agora, parada num sinal de trânsito, junto a uma das saídas da estação do metrô, quando misturado às dezenas de pessoas que atravessavam a avenida, defronte ao seu automóvel, surgiu aquele belo padre, andando com elegância, num passo cadenciado, indo na direção da favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o coração aos pulos, nem percebeu que gritara:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma carona, seu padre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Num minuto, bilhões de momentos encapsulados pelo tempo, explodiram no céu sobre a Central do Brasil e ameaçaram enterrar asfalto abaixo, um ser humano transfigurado pela surpresa de um encontro consigo mesmo, um acerto de contas com seu coração bobo. A força daquele nome de mulher, ao ser pronunciado com incredulidade( Gilda!!??!!?? ) e a forma feminina que o vestia, e o fitava por traz do volante daquele belo esportivo de luxo, trouxeram-no de volta ,e, ato seguinte levou-o para dentro do automóvel, onde imediatamente após sentar-se , Gilda enlaçou-o pela nuca, fitou-o no fundo de seus olhos por um segundo, e rindo e chorando ao mesmo tempo, atirou-se de boca ao seu encontro, e ali ficaram, ambos, longa e demoradamente beijando-se, enquanto as buzinas de todos os outros carros , interrompidos em seu fluxo que o sinal verde autorizava, estilhaçavam o asfalto, o concreto dos edifícios, as grades do Campo de Santana e a torre do relógio da Central.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-7585344884873735802?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/7585344884873735802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=7585344884873735802' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7585344884873735802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7585344884873735802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/02/lua-espatifada-ii_28.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S4qz-KWO4JI/AAAAAAAAAa0/LQT3Jv8sYcQ/s72-c/gaspar+022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4874378057939307202</id><published>2010-02-18T11:53:00.007-02:00</published><updated>2010-03-07T09:17:32.152-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S31JiKrHQWI/AAAAAAAAAZo/8CVCWztgkek/s1600-h/imagemqqqq.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439584776262992226" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px; height: 205px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S31JiKrHQWI/AAAAAAAAAZo/8CVCWztgkek/s320/imagemqqqq.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;XXI - O papo torto&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tomaí malandro mais essa grana. Quer dizer que teu irmão acertou o cana, porque viu pela mira do fuzil que ele ia atirar no cara que tava conversando contigo, e que era o tal que tava fora do morro há anos? E que virou padre?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Foi isso. Mas não, ele não virou padre. Mas se veste de batina por conta de uma, sei lá, promessa ou esquisitice qualquer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem. Então com o reaparecimento dele morre aqui o serviço que voce vinha prestando. Vou lá na Gávea agora dar a notícia ao meu patrão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Gávea? Por acaso teu patrão é o Juninho? Que morou aqui no morro?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É ele mesmo. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Por nada. Falou. Valeu. Qualquer coisa tamos aí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Valeu malandro. Até mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Separaram-se, e, enquanto se afastava, Pedro exultava com a informação de que Juninho era o outro guri da historinha de beijo na boca sob luas que se espatifaram na subida do morro numa dia de festa pra São Jorge. Ainda conjecturava sobre o quanto poderia extorquir do magnata dos cavalinhos, com o segredo de infância, quando o celular tocou. Reconhecido o número que o chamava, atendeu:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não posso falar agora. Vou procurar um lugar tranquilo e retorno a ligação. É vapt-vupt!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- .\\\...\\..\.\.///./././././!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pôrra Touro, já disse que te retorno a ligação. Quer me sujar porra?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desligou o aparelho, colocou no bolso enquanto olhava à volta para ver se alguém poderia ter ouvido, deu-se por satisfeito e rumou pra casa , de onde poderia continuar a conversa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4874378057939307202?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4874378057939307202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4874378057939307202' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4874378057939307202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4874378057939307202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/02/lua-espatifada-ii_18.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S31JiKrHQWI/AAAAAAAAAZo/8CVCWztgkek/s72-c/imagemqqqq.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5176005193069099429</id><published>2010-02-17T12:01:00.006-02:00</published><updated>2010-03-07T09:19:27.095-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Voce</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S3v3gslD6vI/AAAAAAAAAZg/8_E4vMT0xG4/s1600-h/es.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439213116074486514" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px; height: 214px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S3v3gslD6vI/AAAAAAAAAZg/8_E4vMT0xG4/s320/es.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã de todo meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cedo entardeceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem a vida eu sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei mas eu serei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo bom de mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada tarde vã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virá sorrindo de manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo bom de luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz de céus azuis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um riso bom de amor em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tristeza que eu criei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei voce pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem mais pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Norma Bengell e Dick Farney&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Não diga " pena que tudo mudou " e sim&lt;br /&gt;                " pena que tudo mudei ".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5176005193069099429?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5176005193069099429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5176005193069099429' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5176005193069099429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5176005193069099429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/02/voce.html' title='Voce'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S3v3gslD6vI/AAAAAAAAAZg/8_E4vMT0xG4/s72-c/es.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5773876137085309852</id><published>2010-02-03T14:30:00.006-02:00</published><updated>2010-02-13T10:30:53.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>Cêre&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S2mllLgvNCI/AAAAAAAAAZY/pyaNxe-YEOs/s1600-h/DSC00390afaca.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434056483563058210" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S2mllLgvNCI/AAAAAAAAAZY/pyaNxe-YEOs/s320/DSC00390afaca.JPG" style="cursor: hand; float: left; height: 240px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt; Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XX -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu da Igeja convencido de que não fora o Tuneca quem mandara atirar no Doutor Maninho. Mas quem teria sido?Ele quem? ?!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira bomba lhe atingiu o peito de forma tão doída que a custo conseguiu conter o pranto convulsivo. Os olhos cheios de lágrimas testemunharam o que lhe fora dito:" ... Juninho, ao saber de sua partida para o seminário em Mato Grosso, partiu em seu encalço, e não tendo o alcançado e dele se perdido, tornou-se um outsider, perambulando pelas estradas, e de carona em carona, fez todo o percurso hippye de então; Goiânia, primeiro, depois se mandara pra Arembepe, dali pra Belém -Brasilia, Manaus, São Luis, e só se soube dele dois anos depois, quando retornou ao morro, um grupo que fôra ao Festival de Inverno de Ouro Preto, e trouxeram a notícia de que lá o encontraram, e de que ele logo estaria de volta, por conta de ter se apaixonado por uma jovem do grupo....Gilda!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa segunda bomba nem doeu tanto, mas a terceira, de que Gilda, segundo o entrecortado relato de Maninho, de que, quando criança, escondido no quarto da noiva, ouviu dela a confissão ao noivo, antes do casamento, de que um arrependimento carregava; o de ter-se negado a namorar a quem ela mais amara na vida, e que por medo das convenções, por ter ela 3, 4 anos de idade de diferença para o tal garoto, negara-se ao namoro, e, desde então, alimentara a esperança de vir a sentir por outro alguém tamanha paixão quanto aquela. E estava ali naquele dia prestes a realizar seu maior sonho: casar-se com quem viera a amar com a mesma intensidade com que amara pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juninho, disse Maninho, a princípio chateado pelo fato de ter sido precedido no coração de sua noiva, caiu em si de que tal confissão, horas antes do enlace, significava uma grande prova de amor, e diante de tal grandeza, animou-se ali a fazer também sua opção por um início de relação partindo da supremacia da honestidade, e disse a Gilda do que se passara consigo desde aquele 23 de abril, quando beijara na boca um colega seu, por quem se apaixonara, e ainda que soubesse da amizade de Gilda com todos os seus conhecidos, jamais poderia imaginar que ao pronunciar o nome do colega a quem se referia, estaria pronunciando o nome a quem ela se referira. Sim falavam da mesma pessoa, do mesmo menino , do mesmo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olharam-se, então, de onde se encontravam; aproximaram-se, e ao mesmo tempo disseram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então? Casamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, gargalhando desbragadamente, se enlaçaram num apaixonadíssimo abraço, saíram a rodopiar pelo quarto, lábios colados num longo e demorado beijo, nem se percebendo da presença de Maninho, que ainda parou à porta, admirando aquela cena, antes de escafeder-se pelo corredor da casa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5773876137085309852?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5773876137085309852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5773876137085309852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5773876137085309852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5773876137085309852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/02/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S2mllLgvNCI/AAAAAAAAAZY/pyaNxe-YEOs/s72-c/DSC00390afaca.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2570912951140363299</id><published>2010-02-02T09:36:00.000-02:00</published><updated>2010-02-02T09:36:41.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S2IKOmsAPEI/AAAAAAAAAZM/tC6aDJ2oHgc/s1600-h/Kandinsky+(11).jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431915346581797954" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S2IKOmsAPEI/AAAAAAAAAZM/tC6aDJ2oHgc/s320/Kandinsky+(11).jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 241px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIX - As bombas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cinco bombas atômicas em cima do meu cérebro/quando eu era pequeno/saudades eletrônicas/cinco bombas atômicas de manhã muito cedo". A imagem de Jorge Mautner , sem camisa e descalço, empunhando seu bandolim elétrico, veio à sua mente, e aqueles bons momentos no Teatro do MAM, e aqueles bons tempos, aqueles bons anos 60, eram como refrigério, para o bombardeio que acabara de sofrer naquele quarto de hospital, onde um jovem bom e decente, vitimado por um tiro de pistola, deixara esse mundo de desolação e dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco bombas atômicas ainda foi capaz de lançar pelos seus olhos, pela sua voz e pela pungente exasperação de suas mãos desconexas, trêmulas, errantes e cheias de indignação, que explodiram em cheio no cérebro e na alma daquele pobre ser que decidira visitar seu inconsciente, preparado para atravessar um campo minado por emoções traumáticas, mas ignorante das radiações que as atitudes de personagens insuspeitos pudessem lhe atingir. E lhe atingiram . E o lançaram ao chão frio daquele quarto de hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuneca insistira em saber o que houvera, o que acontecera, o que Doutor Maninho teria dito, e se fora pelo que dissera que ele desabara quase desfalecido. Sim, fora pelo que ouvira que quase caíra, e mais não poderia lhe dizer, porque, mentiu, teria sido dito em confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas voce não é padre! disse Tuneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, e eu disse isso a ele, mas ainda assim me pediu segredo, e, embora a consideração que tenho por voce, devo atender ao pedido dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. Tá certo. Eu vou me juntar aos parentes dele para as providencias para o enterro. E o senhor? Vem comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Vou aproveitar a proximidade e fazer orações a Deus, na Igreja da Candelária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai no morro depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Vou dar uma subida lá depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falou então! Me procura lá, valeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá legal. Eu te procuro, respondeu, já descendo a escada da Santa Casa, e da Rua Santa Luzia, seguiu na direção da Cinelândia, dobrou à direita na Presidente Antonio Carlos, que ganhava o nome de Rua Primeiro de Março ao cruzar o antigo e ainda preservado Paço Imperial, atual Praça XV de Novembro, e mais a frente, chegou ao Largo da Candelária, onde está a imponente e tristemente famosa Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos milionários enlaces matrimoniais ali celebrados, quem se interessasse em saber, teria que recorrer aos arquivos de jornais da Biblioteca Nacional. Nenhum registro havia ali.&lt;br /&gt;Já, a vil e covarde ação de policiais bandidos durante uma noite de já alguns anos atraz, quando chegaram atirando pra matar, e mataram, diversos meninos e meninas, que dormiam na calçada, ainda podia ser relembrada pelas cruzes fincadas por uma artista plástica, que sem nenhum estardalhaço, tornara-se amiga do grupo, e dessa forma lhes rendia homenagem.&lt;br /&gt;E ele, ao passar pela instalação artística, reviu a si, também menino, naquele mesmo local, em embates com a cavalaria da polícia militar encarregada de impedir o acesso dos estudantes para a missa de sétimo dia do estudante Edson Luiz, morto no restaurante do Calabouço, e que gerou numa onda de protesto estudantis pela cidade, em 68.&lt;br /&gt;E agora, riu-se ele tristemente, após bombas de gás lacrimogêneno, cinc0 bombas atômicas. Quatro detonadas e uma por detonar.&lt;br /&gt;- Cuidado com ele, disse em extertor, cuidado com ele. Acho que foi ele que mandou atirar em mim.&lt;br /&gt;- Ele quem?!!!!Ele quem?!!!&lt;br /&gt;O Tuneca entrou nessa hora, Maninho calou-se para sempre, e ele despencou ao chão, buscando a morte também. -" Não, não pode ser! Não pode ser!, disse para si mesmo, já nos braços que o livraram de esborrachar-se no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2570912951140363299?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2570912951140363299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2570912951140363299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2570912951140363299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2570912951140363299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/01/lua-espatifada-ii_28.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S2IKOmsAPEI/AAAAAAAAAZM/tC6aDJ2oHgc/s72-c/Kandinsky+(11).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5843436805865372111</id><published>2010-02-01T11:49:00.001-02:00</published><updated>2010-02-02T09:26:40.848-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S1BNk5TktVI/AAAAAAAAAZE/eQHU5G_pdZs/s1600-h/lapi1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426922847234995538" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S1BNk5TktVI/AAAAAAAAAZE/eQHU5G_pdZs/s320/lapi1.jpg" style="float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 201px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVIII - O grito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Preciso visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;urgente.&lt;br /&gt;Estar com ele.&lt;br /&gt;Sentar frente a frente...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema, lido recentemente na Internet, parecia falar a ele diretamente. Na busca por sua história familiar, esperava, é claro, se deparar com pistas que elucidassem a sua acidentada trajetória infanto-juvenil , a construção da sua personalidade conflituosa e o porque de suas escolhas. O porque das aceitações e das rejeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que aceitara a mão estendida que o tirara da sala, onde assistia( sem nada entender), uma partida de futebol pela televisão, para numa outra casa vazia, na cama de casal de seus tios, aprender com seu primo de mesma idade, aquela brincadeira nova, de ficar pelado e roçando o pinto na bunda do outro? E por que aceitara aquele amor, que lhe invadiu os ouvidos, e estalou na sua boca um beijo, não pedido, jamais esperado, que quando confrontado, tornou-se em outro beijo, também não pedido, mas este anunciado, e depois tantos outros, agora sim, pedidos um após outro e tão deliciosos foram, que vira e mexe o jogavam contra o espelho da sua existência de amores vãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso investigar seu passado. Soubera, recentemente, e nisso crera, que só uma vez se ama, e os amores que se seguem não passam de repetições do primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso destrinchar essa rede de motivações, impulsos, encontros, que o amedrontava, como se estivesse vivendo uma saga semelhante ao personagem de Coração Satânico, de Allan Parker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o chamado do Doutor Maninho, à beira da morte, para que o fosse visitar no hospital, poderia trazer uma contribuição valiosa, já que era primo daquele que ocupava, senão o primeiro, com certeza, o segundo elo dessa cadeia de amores tortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a tempo. Em volta do leito do jovem advogado, parentes e amigos, todos consternados, resignavam-se com a presença do padre a ministrar-lhe a extrema unção. Só aí deu-se conta de estar vestido também com batina, e, retirou-se antes que o padre o percebesse no recinto. Tuneca saiu-lhe ao encontro e no corredor lhe dera a entender de que Maninho não tinha muito tempo e concordou em fazer o padre retirar-se para que ele pudesse estar com o moribundo. Minutos depois voltou a adentrar no quarto e num derradeiro gesto de cabeça, fez todos entenderem que queria ficar a sós com aquele padre desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximou-se dele, tomou sua mão, e com um sorriso doce e melancólico no rosto, conseguiu falar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, criança, estou aqui. Querias ver-me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz saiu-lhe como um farfalhar de lencóis e fronhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, padre, quer dizer, ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, filho. Eu prefiro mesmo que me trates assim. Mas que não seja uma confissão, tá legal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabei de me confessar com o outro padre, disse, conseguindo esboçar um sorriso diante da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que é então que queres comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aproxima, por favor, o ouvido de minha boca, pediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curvou-se para ele, atendendo seu pedido para melhor ouví-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuneca, que entrara no quarto naquele instante, correu para amparar o corpo de seu ' anjo padre ", que desabava ao chão, sem que ele entendesse por qual motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscou resposta no rosto do seu amigo Doutor Maninho, que o encarava como um cão saudoso de seu dono e uma gota de tristeza, que escapava de seu olhos cerrados pela contundência de um último suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era tal o barulho daqueles olhos se fechando, daquela exalação mortífera, daquele corpo tombando sobre si, de seu coração se quebrando todo, que Tuneca , sempre tão comedido e quieto, deixou escapar o mais apavorante grito de dor que aquele hospital já ouvira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5843436805865372111?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5843436805865372111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5843436805865372111' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5843436805865372111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5843436805865372111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/01/lua-espatifada-ii_15.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S1BNk5TktVI/AAAAAAAAAZE/eQHU5G_pdZs/s72-c/lapi1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-7246056633305332977</id><published>2010-02-01T11:42:00.002-02:00</published><updated>2010-02-01T11:49:54.696-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sy_3NbVgIuI/AAAAAAAAAWc/-Zz1Mgmr9u0/s1600-h/klee5.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417820686798299874" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sy_3NbVgIuI/AAAAAAAAAWc/-Zz1Mgmr9u0/s320/klee5.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 310px;" /&gt;&lt;/a&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX -  Nas trincheiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou ao morro. Com a batina. Como o padre que insistia em ser.Por sorte não assistira a covarde pancadaria que Tuneca sofrera, pois certamente teria intervido, e as consequências lhe seriam danosas certamente .Mas chateou-se profundamente com a continuação dos aspectos mais perversos da Ditadura Militar a serviço dos democratas da Nova República, hoje ela, tão Redentora quanto a de 64.O rodízio de Generais na Presidência da República não permitia se caracterizar o regime como Ditadura, assim como o rodízio, hoje, de civis no Palácio da Alvorada, não caracteriza o Estado de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pau comendo solto em cima da população dos morros e favelas, a detenção para averiguação,( instrumento que a Constituição de 1988 retirou das polícias ao determinar a detenção somente em flagrante delito ou com ordem judicial ) de dezenas de moradores por suspeição de associação ao tráfico, os estupros de moradoras, a entrada intempestiva nas residências, com roubo consentido, o bombardeio por unidades do Exército,( sem autorização do Presidente), e o sequestro e morte de 3 jovens, no mesmo Morro da Providência, onde ele se encontrava agora, onde nascera e se criara, eram, junto com o entulho judiciário, as faces sombrias e soturnas de uma nação que abrigava um povo, que colocado a parte, aceitava o alheamento e tudo referendava com seu voto eletrocutado em urnas eletrônicas. Do bar do "Seu Américo" saía pelos ares, uma nova versão de um antigo samba que dizia: " Não deixe o samba morrer Não deixe o samba acabar..., e diante de tudo, e principalmente diante da omissão dos milionários sambistas, só o Funk era capaz de escrever uma nova e essencial poesia: " Não deixe o morro morrer, não deixe o morro acabar..."&lt;br /&gt;Ao passar pelo morrinho, pensou em ir na toca mandar um baseadinho, mas desistiu ao ver a galera que já lá estava, tudo garotada nova, ninguém das antigas. Foi em frente. A criançada o cercava à sua passagem , bença seu padre, e buscavam sua mão para beijar, ele os rechaçava com carinho, e continuava subindo a ladeira, quando foi enquadrado por dois soldados do movimento, de moto, fuzil às costas, que lhe passaram recado do Pedro para que fosse até ele, no alto do morro. Tinha informações que poderiam leva-lo de volta a um céu de luas que se espatifaram na sua cara, quando um beijo na boca o dividira ao meio. &lt;br /&gt;O coração bateu mais forte. Era uma ladeira íngreme a do auto conhecimento. E , depois desse encontro com o Pedro, provavelmente ele iniciaria a descida. Era preciso ter medo. Era preciso ter medo. Era preciso ter coragem. Era preciso ter coragem. Era preciso ter cuidado. Era preciso ter cuidado. E mais que tudo, era preciso ser preciso. Como um tiro com mira laser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-7246056633305332977?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/7246056633305332977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=7246056633305332977' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7246056633305332977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7246056633305332977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_21.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sy_3NbVgIuI/AAAAAAAAAWc/-Zz1Mgmr9u0/s72-c/klee5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6466253563960380571</id><published>2010-02-01T11:42:00.000-02:00</published><updated>2010-02-01T11:42:06.659-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyrmDhsaepI/AAAAAAAAAWM/0rRp9DP9wWk/s1600-h/Oedipus+Rex227maxernst.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416394450125093522" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyrmDhsaepI/AAAAAAAAAWM/0rRp9DP9wWk/s320/Oedipus+Rex227maxernst.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 291px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Cêre zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII - A lei é a Ordem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o telefone tocou, ele já sabia que era sobre o Tuneca. Nem precisava ter aquele toque personalizado com o hino do Flamengo, porque aquele celular era seu canal direto e exclusivo com o Antonio, e lhe fôra dado com as mesmas recomendações que se fazia a qualquer outro Advogado que se dispuzesse a trabalhar para a rapaziada de qualquer boca de fumo da cidade;&lt;br /&gt;- não pode ligar pra ninguém porque não pode dar ocupado quando o chefão quizer falar&lt;br /&gt;- não pode ser desligado, nem ficar na secretária. Tocou tem que atender.&lt;br /&gt;A diferença era que no caso dele, os R$ 50.000,00 que recebeu junto com o celular, não o obrigava a levar recado pra membro da quarilha no Presídio, não o obrigava a plantão de 24 hs sete dias por semana, muito menos levar droga, arma, ou o que quer que fosse pra dentro da cadeia. Não. O pagamento era referente única e exclusivamente para atendimento jurídico do Antonio em caso de prisão, detenção, ou qualquer outra ação que se fizesse necessária para defender seus direitos sempre que estes se encontrassem sob ameaça , seja do Estado ou qualquer outro ente. E aceitara ser Advogado dele em nome da velha amizade que os unia desde os tempos de criança, quando seus pais chegaram ao morro, de mudança, vindos da Bahia.&lt;br /&gt;- Alô..&lt;br /&gt;- Maninho?&lt;br /&gt;- Fala Tuneca.&lt;br /&gt;- Rodei.&lt;br /&gt;- Onde?&lt;br /&gt;- Dentro de casa.&lt;br /&gt;- Tinham Mandado do Juiz?&lt;br /&gt;- Meurmão, meteram o pé na porta!&lt;br /&gt;- Tá onde?&lt;br /&gt;- Na Mauá.&lt;br /&gt;- Passo aí mais tarde. Tchau.&lt;br /&gt;- Valeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à Delegacia, com a ordem de soltura de seu cliente, deparou-se logo na entrada, com o policial de vulgo Touro, que o interpelou com a truculência dos covardes, àqueles que se agigantam em prerrogativas, que a nobre função policial não os outorga, e que ao usurparem da constituição tais prerrogativas, diminuem-se frente a homens do Direito, como era o caso do Advogado Dr. Germano Castro General.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, Doutorzinho. Veio babar no ovo dos vagabundos que te sustentam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que que eu posso fazer? Se eu não sustentasse vagabundos como voce, que fazem da função de polícia essa indecência civil, eu não precisaria ter outros vagabundos para me sustentarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vê lá seu filhodaputa, que eu posso te dar uns tiros na cara aqui mesmo.&lt;br /&gt;- Sou tão filhodaputa como você, seu babaca. E sai da minha frente que tu não vai dar porra de tiro nenhum em mim que tu não é homem pra isso. No máximo tu é de pegar à traição, na tocaia. Então sai ô verme va´pra puta que te pariu que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E começou a porradaria, com o policial se jogando pra cima do  Maninho, que mesmo tendo metade do corpo de Touro, mas sendo cria do jiu-jitsu dos primeiros mestres em Copacabana, já o levara para o chão, e já ia detonando seu braço num warmloc , quando interveio o Delegado, Dr. Abrantes, tirando-o  de cima do policial, e já dando esporro geral, que pôrra é essa na minha Delegacia, que falta de respeito é essa, qualé seus pregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já tinha outros policiais segurando o Touro, e o bate boca era absurdo, com ameaças de ambos os lados, que eu vou te pegar lá fora, vai é o caralho, e que pá pá pá, e foi parando, os dois sendo apartados pela turma do deixa disso, o Touro indo pros fundos da Delegacia, o Maninho sendo levado pra sala do Delegado, que fechou a porta e mandou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puta que pariu, tu continua o mesmo maluco dos tempos de praia. Caralho! Que maravilha!, e riram para caralho, enquanto trocavam abraço caloroso, já que eram conhecidos de longa data, de praia, jiu-jitsu, e faculdade de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então. Qualé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é que esse babaca pegou um cliente meu dentro de casa, depois de arrombar a porta, a pontapé, daí que foi conseguir que o Dr. Juiz concedesse deferimento no pedido de habbeas corpus que fiz, e tu tem que me entregar o Tuneca. E tem o seguinte, se ele tiver um arranhãozinho que seja, vou cair em cima da Corregedoria, e aí vai ser o bicho, cumpadre.&lt;br /&gt;- Quer dizer que tu defende aquele bandido? Tu sabe que ele tem que prestar conta da morte de um colega nosso, morto dentro da delegacia da Central?&lt;br /&gt;- O que eu sei é que voce tem que acatar a decisão do Dr. Juiz e dar fim a essa ilegalidade que seus policiais bandidos cometeram. Quanto a outros e quaisquer esclarecimentos meu cliente esta a disposição e sempre disposto a colaborar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então fala pra ele confessar e se entregar- provocou o delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá legal. Vou levar ele na missa amanhã pra se confessar com um padre. E riram&lt;br /&gt;e se despediram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6466253563960380571?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6466253563960380571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6466253563960380571' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6466253563960380571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6466253563960380571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_16.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyrmDhsaepI/AAAAAAAAAWM/0rRp9DP9wWk/s72-c/Oedipus+Rex227maxernst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-9131936717308090420</id><published>2010-02-01T11:41:00.000-02:00</published><updated>2010-02-01T11:41:20.949-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyWBBtYoSuI/AAAAAAAAAV8/of6sBgxgMeo/s1600-h/Klee+-+Captive.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414875993345641186" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyWBBtYoSuI/AAAAAAAAAV8/of6sBgxgMeo/s320/Klee+-+Captive.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 285px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII -  A nua alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta aberta trouxe para dentro do quarto sua mulher em corpo e voz.&lt;br /&gt;- Que negócio é esse de voce se trancar...&lt;br /&gt;Nem teve como terminar o que estava a dizer. Subjugada por um beijo acachapante que a deixou incapaz de impedir que sua calcinha fosse arrancada de uma só vez, restou a ela apenas abrir-se e acolher o membro rijo do marido, que a penetrava mais viril que nunca , mais gostoso que nunca, acompanhando suas ondulações sobre o colchão, buscando-a cada vez em que se retorcia, como negaceando a investida, e a invadia plenamente, tocando em pontos, que loucura, ainda virgens entre eles. E, intumescido, aumentado em diâmetro, inchado, duro mas maleável, adentrando e recuando, a fazia quase que desfalecer de tanto prazer, que tendo se prolongado em gotas de suor abundante, a fez sentir-se num céu de diamantes, gozando na Lua. Então orgasmo era isso, só podia ser. E já nem se lembrava do que chegara falando, e Pedro então a levou ao delírio, falando ao seu ouvido: Ganhamos dois apartamentos na zona sul. Não se conteve, e gozou e urinou, ali, de pé na cama, defronte de seu marido, ainda com a pica dura. Só pararam horas mais tarde com as porradas na porta do barraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pedro! Pedro! Levaram o Antonio em cana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-9131936717308090420?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/9131936717308090420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=9131936717308090420' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/9131936717308090420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/9131936717308090420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_5829.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyWBBtYoSuI/AAAAAAAAAV8/of6sBgxgMeo/s72-c/Klee+-+Captive.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6050445283996691625</id><published>2010-01-13T22:35:00.001-02:00</published><updated>2010-02-01T11:48:30.953-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ztk2C4exI/AAAAAAAAAYU/1cnsnTH8dvU/s1600-h/PIC03813-queen.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425972868313283346" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ztk2C4exI/AAAAAAAAAYU/1cnsnTH8dvU/s320/PIC03813-queen.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 240px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ztk2C4exI/AAAAAAAAAYU/1cnsnTH8dvU/s1600-h/PIC03813-queen.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0zsjM8oQ-I/AAAAAAAAAYM/ub5SULtPpjE/s1600-h/imagemqqqq.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;XVII - Bater é bom. Matar é melhor ainda. Ser polícia então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O tiro pegou na nuca, era de dia, e o centro da cidade fervia de gente. A multidão, apavorada e atô&lt;br /&gt;&amp;nbsp;nita, buscava refúgio onde desse; desde embaixo dos automóveis estacionados junto às calçadas, até mes-&lt;br /&gt;mo o interior das lojas e bares. Onde desse. Onde fosse possivel buscar refúgio e segurança.&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Pedro assustou-se, mas ainda assim conseguiu amparar o amigo que caminhava ao seu lado, covardemente baleado pelas costas, e ainda que aturdido com a confusão estabelecida após o estampido, conseguiu perceber alguem que, ao contrário das outras pessoas, caminha vagarosamente, e acintosamente debochado, levava aos lábios um cigarro, que acendeu com um isqueiro em forma de... revolver. E mesmo que só o tenha visto de relance, mesmo que àquela distância, mesmo com toda adrenalina, e mesmo que estivesse cego, pelo mau cheiro o teria reconhecido: Touro, ex-torturador do Dops durante o regime imposto pelos militares golpistas, e atual membro destacado da Banda Podre da Polícia Civil. Fôra ele, que, na crocodilagem, fez tombar, aquele que dias antes lhe enfiara a porrada em plena delegacia; o Dr. Germano Mathias, o Doutor Maninho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ainda sob o efeito do baseadão que fumara, de um bagulho doido recem chegado da Holanda, (um tal de skunk ) Pedro desembestou pro meio da rua, e na marra, fez parar o caro que passava na hora, e falando em pagar uma quantia atraente, convenceu o motorista a levar seu amigo ao hospital da Santa Casa, duas quadras distante dali.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Doutor Maninho, deitado sobre o banco trazeiro do automóvel, tinha tão apavorante aparência, que Pedro ao olhar para ele, teve nítida, a consciência de que o sangue lhe fugia das faces, e sua voz, ao dirigir-se ao motorista, saiu gélida a ponto do cara quase errar o trajeto;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; - Olha aqui seu filho da puta, o dinheiro que eu vou te pagar vai ser suficiente pra voce trocar de carro. Então esquece a porra do banco que vai sujar de sangue, e trata de chegar a tempo de eu tentar salvar meu amigo, senão, ao invés de grana, tu vai levar é chumbo nos cornos. Morou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6050445283996691625?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6050445283996691625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6050445283996691625' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6050445283996691625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6050445283996691625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/01/lua-espatifada-ii_13.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ztk2C4exI/AAAAAAAAAYU/1cnsnTH8dvU/s72-c/PIC03813-queen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2900367308810472812</id><published>2010-01-11T19:45:00.003-02:00</published><updated>2010-02-01T11:47:17.288-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ucmFhMQ-I/AAAAAAAAAYE/cVFe2-oCXTA/s1600-h/miro4.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425602354228249570" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ucmFhMQ-I/AAAAAAAAAYE/cVFe2-oCXTA/s320/miro4.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 254px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cêre Zumanus&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;XVI -  Ela e a brisa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao recobrar a consciência, já em sua cama, pensou ser madrugada ; seu marido não estava a seu lado. Compartilhavam os dias e as tardes; a noite os cavalos, seu negócio, exigiam que ele a deixasse só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não, não era madrugada. A voz dele chegou logo após ela abrir os olhos, vinda de seu lado direito, onde mantinham um sofá, e onde certamente, ele velara seu ...sono? Não! Seu desmaio, ela lembrava agora. Desmaiara no restaurante. Mas por quê desmaiara? Caramba! E aquele padre?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Era ele?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- O segurança disse que voce desmaiou após cumprimentar um padre. Era ele, não era?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Era. Voce não me disse que ele se tornara padre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu soube há poucos dias. E ainda não estou bem certo disso. Estou aguardando uma confirmação. As informações que tenho ainda estão meio truncadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quase padre, Gilda. Quase padre., ele dissera. Seu marido podia estar certo. Mas por quê a batina?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Foi por isso que voce desmaiou?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pelo encontro súbito ou por ver que ele tornara-se padre?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- ???&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pode ser que sim. Esses dois fatores podem mesmo ter me derrubado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Certeza? Não seria o seu estado de saúde?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estado de saúde? Mais certo é dizer estado de doença. Mas não. Eu estava bem antes do encontro, estou bem agora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quer que chame sua enfermeira com seu remédio?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, não precisa. Vou levantar e tomar uma ducha e logo me junto a voce, lá embaixo. Que horas são?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quase tres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Dê então ordens na copa para prepararem sucos, pães, frios e bolos para o lanche à beira da piscina. O tempo ainda está firme?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Está, querida. Um céu de brigadeiro e uma brisa marinha refrescante vão nos fazer companhia neste lanche. Ótima idéia. Te aguardo lá, despediu-se ele, a beijando suve e ternamente os lábios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gilda saiu da cama, despindo-se enquanto seguia em direção ao quarto de banho, absurdamente melancólica após ter ele falado em brisa, por recordar-se de seu quase padre, menino, correndo em sua direção com a letra da canção que lhe pedira, escrita à mão, que dizia, ah! se a juventude que essa brisa canta, ficasse aqui comigo mais um pouco, eu poderia esquecer a dor de ser tão só pra ser um sonho...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fechou a porta atraz de si já em pranto convulsivo, o que a fez tirar a peruca que lhe cobria a cabeça, de um modo arrastado, exangue, remediado pelo providencial jorro de água tépida, no início, e fria durante o restante do banho demorado, que a devolveu, sã e salva e belíssima para aquela tarde maravilhosa de verão carioca. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim é Gilda. Assim são as tardes de sol no Rio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2900367308810472812?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2900367308810472812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2900367308810472812' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2900367308810472812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2900367308810472812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/01/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ucmFhMQ-I/AAAAAAAAAYE/cVFe2-oCXTA/s72-c/miro4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-7918611806153320321</id><published>2010-01-05T22:57:00.003-02:00</published><updated>2010-02-02T09:24:29.956-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423425331950484450" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0PgmtjDe-I/AAAAAAAAAX0/igEPwO7NX1U/s320/kEEp_tHE_fiRE_BuRNiG_by_Deslichen-rroll.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 231px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XV - Sexo é foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As paredes desabavam a sua volta enquanto por dentro, seu corpo, em iminente ruína, de repente começou a flutuar em meio a papéis de bala, pirulitos, e asas de um anjo verde colérico degladiando-se com um dragão tal qual São Jorge, mas sem cavalo, nem lua, só aura de justiça irradiando tons amarelos, azuis, e sons de canário belga, e a negridão de um corvo mal, que buscava alcançá-lo com estilingues e escopetas de balas traçantes, e no meio disso tudo ele já não flutuava, e sim, despencava num abismo profundo, e caía, caía, caía, e tudo era um só pavor, e o anjo mais pavoroso ainda, com toda bondade que ele não podia usufruir, inatingível sob as penas brancas e censuradas, penas brancas por fora, por dentro escarlates, miríades de azuis, tudo num anjo só, que voltara para ele depois de o corvo ter bicado o dragão de São Jorge, e ele caía, e caía e parecia que se espatifaria numa cratera lunar, quando ssim de chofre, acordou!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Puta que pariu, estou vivo!, exclamou, enquanto saía da cama, e se dirigia para o banheiro, de onde pela janela podia ver as horas no relógio da torre da igrejinha. Com os olhos ainda cerrados de sono, mais a buraqueira de tiros disparados pelo Exército a pretexto de recuperar alguns fuzis audaciosamente roubados de sentinelas de uma unidade próxima ao morro, numa investida recente, só conseguiu distinguir alguma coisa entre três e dez ou duas e quinze, assim como também mais errou que acertou o vaso sanitário, e mijou quase que a parede toda. Pensou em Sandrinha, mas pelo que já ia a madrugada avançada, assoviou para a direção da casa dela, em frente à sua, até achando que seria em vão, mas ela surgiu. Na janela, com os peitos apontando pro céu, esfregando feliz os olhos para espantar o sono, e saltar pela janela e logo em seguida, estar ali, colada a seu membro, ainda aceso e latejante. Seu corpo exalava fragrâncias enebriantes, que entraram pelas suas narinas, e o enlouqueceram levando-o a quase sugar-lhe o ser, tal a voluptuosidade do beijo molhado que depositou em seu pescoço, próximo à nuca, que seus cabelos lisos e curtinhos, estilo taradinha, deixavam à mostra. Os pelinhos oxigenados, despontando eriçados sobre aquela pele morena jambo, de treze aninhos, madura em todos os sentidos que seu corpinho mignonzinho deixara florescer por amor a Tuneca, Tuninho só pra ela, macho lindo, fodão, cheio de moral, dono do morro, o seu grande, primeiro e unico amor. Que ainda que com aquele instrumental bem dotado, grande e grosso, ainda que na sua primeira vez, não a machucou, não a feriu, antes, introduziu-se em suas entranhas apertadas, à medida que ela lhe dava passagem, e a cada palavra doce dita em voz quente em seu ouvido, sandrinha menina lindinha, dona do meu coração bandido, vamos pro paraizo minha putinha, cachorra, tchutchuquinha, vou te dar o céu e os oceanos e as estrelas, e ela se abrindo e ele a preenchendo, e quando parecia que ia doer, ele parava, dizia-lhe mais bonitezas, boneca, sereia, fêmea mulher melhor que mulher fêmea, que ela não entendeu na hora, mas como que a abriu de vez em coragem e prazer para alojar tudo que ele tinha pra guardar em si, e guardou na sua vagina, sua piroca grande, grossa e quente, e querida e amada, e como uma honra e agradecimento por aquela linguinha doce percorrendo sua lingua, sua boca por inteiro, e já tínham gozado há séculos, e ainda se beijavam, como agora, ali, naquela madrugada de verão, com sua mão lhe arrancando a calcinha, sem pressa, sua boca sugando lenta e demoradamente cada seio seu, e quando já a calcinha no chão,a erguer nos braços de frente pra si e a penetrar, ela enlaçada em sua cintura, e assim,fudendo, engatados, encostou-a na parede, e suave e ritimadamente investia dentro de sua bucetinha, e a cada investida, descobria um sentido novo de prazer, que a fazia soltar gemidinhos surdos e prolongados, e constantes, e logo sua costas deixavam a parede e ele a depositou no chão, e ao lhe puxar as duas pernas para o alto, ela já entendera, e se deixou possuir, ali, onde ele a buscou, onde não ousava sequer pensar que o permitia ir visitá-la, mas permitia, e misturado a uma dor que a confundia, um tão grande prazer, e sua cara linda , ainda por cima, ali em cima dela, beijando sua boca, lhe dizendo aquelas coisas, era bom até morrer, ela chegava a pensar.Era bom demais gozar com ele. Era bom demais fazer ele gozar nela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-7918611806153320321?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/7918611806153320321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=7918611806153320321' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7918611806153320321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7918611806153320321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2010/01/lua-espatifada.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0PgmtjDe-I/AAAAAAAAAX0/igEPwO7NX1U/s72-c/kEEp_tHE_fiRE_BuRNiG_by_Deslichen-rroll.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5948189535567819091</id><published>2009-12-31T14:31:00.010-02:00</published><updated>2010-02-01T11:46:29.807-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A Lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422335449503029714" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ABXNCi2dI/AAAAAAAAAXs/deNf5tByrUg/s320/imagemqqqq.bmp" style="float: left; height: 205px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIV - Infâmia infantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar na direção dele, após a valiosa dica do seu primo, exigia de si muita coragem, pelo que de amedrontador poderia acontecer quando e se acontecesse esse reencontro após quase 40 anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que realmente esperava? O que o estava motivando a tomar essa atitude?&lt;br /&gt;Seria a crucial necessidade de afirmar sua definição heterosexual? E o encontrando e confirmando nos seus olhos, a vastidão vazia de um amor pueril de infância, inconsequente e despreocupado, que conformado às alterações de rota, ( a Tijuca era tão perto ) uma mudança de bairro, deixara-os afastados como que para sempre, e agora prestes a um quase ajuste de contas, pudesse sair desse encontro, enfim, livre para amar verdadeiramente uma mulher, além do prazer sexual, que com elas vinha partilhando até então? Tal como verdadeiramente o amara em criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa condição, com o peito oprimido, corajoso mas apreensivo, que dobrou a esquina que o levaria a praça do Jóquei, já decidido a desistir da procura, que avistou Gilda, e quase pôs-se a chorar, ali, na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilda aparecera em sua vida à mesma época que ele. E, guardadas as circunstâncias, teve também sobre ele o mesmo impacto. O amor de Gilda por ele, a consideração, o cuidado, o zelo, o despudorado modo de gostar dele, de estar com ele, fazia dele, criança, criança não, vamos dizer, rapazinho de doze, treze anos, o mais invejado de quantos a rodeavam. Os outros, da faixa de idade dela, dezessete, dezoito anos, a cobiçavam pra namoro, e a disputavam acirrada e acintosamente. E ela tudo contava pra ele; que fulano chorou quando ouviu um não como resposta; que beltrano prometeu lhe dar jóia de ouro, que aquele outro lhe daria até uma lambreta(!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele até usou sua influência para que ela namorasse um dos seus colegas, que confessou estar gamado por ela. Para fazer o gosto dele, namorou o tal cara, apesar da restrição que fazia a maconha, ( o Nando dava um dois com a rapaziada dele) e o máximo que ela se permitia era amizade, até porque eram dali mesmo, já o Nando era primo da Deise, e surgira há pouco ali no pedaço. Mas namorou ele a seu pedido. Por um baile apenas, mas namorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ia tudo indo assim maravilhosamente bem, quando alterado pelas luas que se espatifaram na sua cara, amando furiosa e clandestinamente, não entendendo chondas do que estava se passando consigo, que ele foi capaz da maior vilania, da mais torpe e covarde atitude que alguém pode cometer: para não lhe responder a verdade, quando ela preocupada com sua tristeza e preocupação, numa festinha de fim de semana, lhe perguntara o que estava havendo, ele respondeu, levianamente, que estava apaixonado por ela e que a queria como sua namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma cortina de lágrimas nos olhos dela, ao encarar doloridamente incrédula, aquele garotinho de quem ela gostava tanto lhe pedindo a única coisa que não podia lhe dar, e uma lágrima corria pelo seu rosto, bem barbeado, quando a amparou de ir ao chão, ao desmaiar após ouvir seu nome pronunciado por aquele quase padre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5948189535567819091?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5948189535567819091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5948189535567819091' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5948189535567819091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5948189535567819091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_31.html' title='A Lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/S0ABXNCi2dI/AAAAAAAAAXs/deNf5tByrUg/s72-c/imagemqqqq.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1763023763525320759</id><published>2009-12-30T20:14:00.006-02:00</published><updated>2010-05-12T07:50:03.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzvRJVlEUPI/AAAAAAAAAXc/4sI6ZKjFSXg/s1600-h/100_4656flores.jpg"&gt;&lt;img alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421156534812168434" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzvRJVlEUPI/AAAAAAAAAXc/4sI6ZKjFSXg/s320/100_4656flores.jpg" style="float: left; height: 240px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Reli zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os céus que já vi&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os céus que me seguem são assim:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fechados&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ribemboam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;batem com as estrelas na minha cara&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me jogam em buracos negros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em auroras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;perdidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entre pingos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de chuvas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que se perdem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nem chegam ao solo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nem molham a terra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;são assim como que céus de cinzas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;longínquos assomos de luz e alento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que vez por outra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;desabam sobre a minha cabeça&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e achatam por dentro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;minha alma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de cristal e trincas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os céus que me seguem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fizeram-me assim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meio voador&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meio desiquilibrado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;num desajeitado bater de asas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e uma esquisitice de fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tremer os beiços&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fantasmagoriam-me os céus que me seguem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as ilusões e as fantasias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e os folguedos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e tudo de martírio e amor perdido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entre o caminho do peito e a mente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entre a ponte e o porto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entre o fundo do mar e de mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;assim são os céus que me seguem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;os céus que me seguem são assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;************************************&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um som bonito veio de dentro da máquina enquanto meus dedos tentavam exaustos adquirir formatos de Alvn Lee, heróicamente erguendo do palco a melancia doce da Paz. A pomba branca já se livrara das mãos sujas das convenções e voara para dentro da máquina que me falava de um som bonito que me chegava ao coração como um solo de George Harrison, give me love, give me love, e logo surgiu também sua voz, só audível por meu coração vagabundo, e logo após, teu vulto feliz de mulher me falava, meu bem, do lugar no mundo que não houve pra quem tomou decisões na vida sem pensar. E daí que um caudaloso Capiberibe me inundou a alma carioca. Com um belíssimo sotaque, silenciou completamente as dolorosas cantigas da minha existência. Era preciso prestar atenção, no início, e reverência depois de confirmada a esperança de que havia uma música nova no ar. Dançarei sozinho, mas já não estou sozinho. Cantarei sozinho, mas já não estou sozinho. Nada a temer. Meu coração está quente. Happiness is a warm gun. Vivo agora assim: dia a dia. Gracias a la vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1763023763525320759?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1763023763525320759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1763023763525320759' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1763023763525320759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1763023763525320759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/poemas-maconheiros.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzvRJVlEUPI/AAAAAAAAAXc/4sI6ZKjFSXg/s72-c/100_4656flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3337353040490412033</id><published>2009-12-30T18:38:00.007-02:00</published><updated>2010-02-01T11:45:28.479-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szu7Csi1cbI/AAAAAAAAAXU/akjXKn4kG0s/s1600-h/-fei%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es+alteradas.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421132231461925298" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szu7Csi1cbI/AAAAAAAAAXU/akjXKn4kG0s/s320/-fei%C3%A7%C3%B5es+alteradas.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt; Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII - O bom encontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Pedro me pediu licença para ter um particular com seu irmão, eu fui caminhando até a mureta que circundava a pracinha, afim de esperar pelo Tuneca, e ao mesmo tempo desfrutar da paisagem que se descortinava: a Baia de Guanabara, aos pés do morro, com a Ponte Rio- Niterói se mostrando por completa, desde o início no Cais do Porto, até o final dos seus 16 Km de impressionante obra de engenharia; a Igreja da Penha, e sua escadaria; a Avenida Brasil e seu movimento intenso; o Castelinho mouro do renomado Instituto de Manguinhos e Fiocruz, e Niterói e outras cidades, circundadas pela Serra da Mantiqueira, a Montanha Dedo de Deus, em Teresópolis, enfim uma abrangente visão da parte suburbana da cidade e da saída de seus limites urbanos.&lt;br /&gt;Foi em meio a essa contemplação, até um certo ponto nostálgica, (pois desde que me mudara do morro poucas vezes tivera a oportunidade que estava tendo agora de debruçar-me sobre aquelas queridas imagens), que o chamado de Tuneca me trouxe de volta a razão de minha estada ali naquele momento.&lt;br /&gt;- Diz aí, Tuneca. Qualé?&lt;br /&gt;- Quero te apresentar um antigo morador do morro, do tempo que a gente era guri. O tal que te falei daquela parada com o  cana que levou uma caroçada na testa, quando estava na janela da delegacia, anteontem.&lt;br /&gt;- Ah, claro. Muito prazer, padre. Germano Mathias, advogado.-, apresentei-me, passando pra ele meu cartão de visitas.&lt;br /&gt;-Acho que lembro de voce, bem menino, na casa de Dona Ermínia. Acho que te chamavam de Maninho. Estou certo?&lt;br /&gt;-É. É isso mesmo. Tia Ermínia.&lt;br /&gt;-Era sua Tia? E como estão eles? Depois que eles se mudaram daqui nunca mais soube deles.&lt;br /&gt;-Estão morando na Tijuca. Meu tio já é falecido. Meu primo Jean morreu aqui ainda, o que até provocou a mudança deles.&lt;br /&gt;-Eu me lembro. Eu conheci o Jean. Meu primeiro baseado fumei com ele, lá no Caminho do Sal.&lt;br /&gt;-E foi lá mesmo que le morreu.&lt;br /&gt;-É... foi uma pena. Ele era muito novo ainda. Mas e tua prima, e parece que tinha um outro garoto , mais novo...&lt;br /&gt;-Minha prima ainda mora com a mãe. E o Juninho tá muito bem. Ta no negócio de corridas de cavalos no Jóquei. Tá morando na Zona Sul e tem muito tempo que não vejo ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda trocamos umas figurinhas e tal, e logo depois o Pedro me chamou e o deixei com o Tuneca, e me afastei com a estranha sensação de que seus olhos ainda me acompanhavam e traziam junto, um certo sorriso de satisfação, que percebi nos seus olhos, quando fomos apresentados. Porque será que ele gostou tanto de me reencontrar? O Tuneca havia me contado o lance de quando quase foi estuprado pelo cana, e como e por quem fôra salvo. Tinha sentido toda empolgação com o reencontro, mas comigo? E perguntando por minha Tia? E minha prima? Será que rolou algum lance dele com elas?&lt;br /&gt;- Porra, Doutor, tá dormindo? Tô falando um tempão contigo, e tu nem aí. Tá viajando?&lt;br /&gt;- Não. Nada não. É que esse padre me perguntou pela minha tia e acabei me lembrando do Juninho.&lt;br /&gt;- O tal estribado da Zona Sul. Do Jóquei?&lt;br /&gt;- É. Ele mesmo. Tu não conheceu ele não?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele ficava mais era com aquela rapaziada lá de baixo.&lt;br /&gt;- E se mudou pra Tijuca?&lt;br /&gt;- Foi.&lt;br /&gt;- Ahn...&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Nada não. Nada não.&lt;br /&gt;- Mas diz aí, quequituqué comigo?&lt;br /&gt;- Preciso tomar posse de uns imóveis de uma herança, que tá meio enrolada.&lt;br /&gt;- Caraca. É mesmo? Mas aí é melhor lá embaixo, no meu escritório.&lt;br /&gt;- E quando tu vai estar lá?&lt;br /&gt;- Marca pelo celular do teu irmão.&lt;br /&gt;- Já é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3337353040490412033?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3337353040490412033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3337353040490412033' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3337353040490412033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3337353040490412033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_30.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szu7Csi1cbI/AAAAAAAAAXU/akjXKn4kG0s/s72-c/-fei%C3%A7%C3%B5es+alteradas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3483510315410080137</id><published>2009-12-28T21:27:00.003-02:00</published><updated>2010-02-01T11:45:06.635-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szk_PI1NCcI/AAAAAAAAAXM/lKg_47_ghLU/s1600-h/1161719984_f-afrorayban.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420433155818326466" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szk_PI1NCcI/AAAAAAAAAXM/lKg_47_ghLU/s320/1161719984_f-afrorayban.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 282px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII - Ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era linda.&lt;br /&gt;Continuava muito bela, mas quando linda, não tinha esse quê de tristeza nos fundos dos olhos que desdizia toda exuberância que ostentava agora nas jóias e finas peças de alta costura, que a vestiam com bom gosto e equilíbrio.&lt;br /&gt;Era linda e talvez tivesse plena consciencia disso naqueles tempos, daí que esparramava alegria quando surgia no portão, e logo três ou quatro a cercavam e começava então um papo agradabilíssimo,e alguém logo trazia um violão,e as músicas pareciam escritas, todas, para sua voz , eu sem voce não tenho porque porque sem voce não sei nem chorar, sou chama sem luz, jardim sem luar, luar sem amor amor sem se dar, ah Gilda, Gilda, que tristeza é essa, que ele avistou em ti, que quase o pos a chorar lágrimas de fogo, ali mesmo, de onde a viu, logo ao atingir a praça do Jóquei, emoldurada por aquela janela de um fino restaurante, que mesmo sabendo ele, estar aquém de suas posses, ajeitou-se numa das primeiras mesas, pediu uma água mineral e um café, e a ficou admirando, admirado ainda, por tão improvável encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, quando se moveu para ir a seu encontro e ter com ela, já de pé, teve de aguardar, posto que um homem finamente trajado a abordou em sua mesa, disse-lhe algo, e em seguida pos-se por traz de si, e, cavalheiro, recuou a cadeira para que ela seguisse caminho a frente, com ele indo logo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segurança, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda estava de pé, e completamente esquecido de si, estremeceu da cabeça aos pés quando ela, ao passar por sua mesa, a ele dirigiu-se, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua bênção, seu padre.- E buscou sua mão, inclinada, a fim de a beijar reverentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então a recompôs, enquanto respondia, num tom de voz que só ela ouvisse:&lt;br /&gt;-Quase padre, Gilda. Quase padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3483510315410080137?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3483510315410080137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3483510315410080137' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3483510315410080137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3483510315410080137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_28.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szk_PI1NCcI/AAAAAAAAAXM/lKg_47_ghLU/s72-c/1161719984_f-afrorayban.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-7694651581309124092</id><published>2009-12-27T11:50:00.006-02:00</published><updated>2010-02-01T11:44:34.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szdn56BCDPI/AAAAAAAAAXE/938hMRdgiCI/s1600-h/994P.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="400" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419914921087470834" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szdn56BCDPI/AAAAAAAAAXE/938hMRdgiCI/s400/994P.jpg" style="float: left; height: 150px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 108px;" width="288" /&gt;&lt;/a&gt; Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI - Ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os arredores do Hipódromo, no bairro da Gávea, normalmente fervem à noite, com seus bares bombando de gente, artistas televisivos, músicos, malucos de todas as tribos, e , muitos viciados em corridas de cavalos, é claro.Ele gostava de apostar em cavalos. Desde adolescente. Entendia disso, já naquele tempo. Lia os programas, retrospectos; sabia de jóqueis, treinadores, buscava informações de cocheira, barbadas, enfim, todo o universo das corridas o continha também. Se as corridas faziam parte de sua vida, poda-se dizer que sua vida também fazia parte delas. A começar por ter logo se tornado um booke maker, um anotador de apostas. Além disso fôra ele o responsável pela instalação de uma televisão para transmissão direta dos páreos para os que não se dispusessem a pagar o acesso ao hipódromo, o que carreava para seu ponto as apostas que lá seriam feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornara-se um bonito homem; tinha altura, porte, envergadura, e um sorriso cativante e permanente na boca bem delineada, de dentes alvos e alinhados. Um barriguinha preguiçosa, que a camisa social de mangas compridas, arregaçadas até os cotovelos, tentavam disfarçar, denunciava uma certa prosperidade, assim como o explêndido relógio de ouro que trazia no pulso direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma leve palidez se instalou em seu semblante, quando curvado, aproximou os ouvidos da boca daquele funcionário que adentrara no bar à sua procura. Dispensou-o, recado ouvido, com um tapinha nas costas, parou por segundos, olhar perdido, inalou profundamente o ar , o reteve por segundos, e o liberou entre lábios, vagarosamente. Dessa forma recomposto, mas sem o sorriso característico, caminhou na direção da praça em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximou-se pelas costas de um homem, que ocupava sòzinho o banco mais distante da entrada da praça, e perguntou: &lt;br /&gt;- Quer dizer, então, que voce o encontrou? &lt;br /&gt;- Sim! Ele voltou ao morro.&lt;br /&gt;- E como ele está? Tá morando lá de novo?&lt;br /&gt;- Calma. Eu ainda não estive com ele. Recebi ontem a notícia, através de um dos contatos que deixei lá, de prontidão, esses anos todos.&lt;br /&gt;- Porra, e tu vem aqui me incomodar com essa meia notícia, merda. Se manda e volta aqui só com a história toda; onde tá morando, se casou, se tem filhos, se vai ficar no Rio, onde esteve, tudo, tudo, tudo, morou?&lt;br /&gt;- Tá legal. Só que o seguinte: como eu disse tenho mantido esses contatos antenados esses anos todos, e a gora chegou tua hora de dizer que valeu a pena os meus esforços.&lt;br /&gt;Ele aí, trouxe do bolso da calça a carteira, puxou dela um paco de notas, e entregou ao informante, que satisfeito, com os assim por alto, hum mil e quinhentos dólares, falou:&lt;br /&gt;- Por pouco não o encontramos morto!&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Não leu jornal ontem não?&lt;br /&gt;- Li!&lt;br /&gt;- Viu o sururu no morro?&lt;br /&gt;- Ah, a morte daquele cana pedófilo?&lt;br /&gt;- É. Mas ele acertou o teu amigo antes.&lt;br /&gt;- O padre? Ele virou padre?&lt;br /&gt;- Amanhã eu volto com toda a história, e por favor, me traga mais um paco dessas notas, porque vão valer a pena, com certeza.&lt;br /&gt;- Então vai ô muquirana, disse ele já espalhando pra cima do cara,( que  foi logo vazando fora) pra não se deixar flagrar branco como cera,  lívido, com a simples insinuação de que seu melhor amigo de infância pudesse estar morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-7694651581309124092?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/7694651581309124092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=7694651581309124092' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7694651581309124092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7694651581309124092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_27.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Szdn56BCDPI/AAAAAAAAAXE/938hMRdgiCI/s72-c/994P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-876772255576737327</id><published>2009-12-26T04:30:00.007-02:00</published><updated>2010-02-01T11:43:42.856-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419592363133476578" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzZCij_9nuI/AAAAAAAAAW8/etdbnk7WdKs/s320/3554G.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 238px;" /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X - Reencontrando pistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tuneca dançou, né?&lt;br /&gt;- Dançou! Os homi pegaram ele em casa ainda agora, mas o advogado já está avisado da prisão e deve trazer ele pra casa logo.&lt;br /&gt;- É? Não teve flagrante? Armas, drogas?&lt;br /&gt;- Não. Ele sempre fez questão de deixar a casa limpa. Lá ele não guarda nem o dinheiro, não tem cofre secreto, nem porão, nem nada. É uma casa como a de qualquer outro morador honesto e trabalhador aqui do morro.&lt;br /&gt;- Perfeito. Então daqui a pouco ele deve estar de volta.&lt;br /&gt;- Com certeza!&lt;br /&gt;- E a encomenda que te entreguei? Era pra voce mesmo?&lt;br /&gt;Pedro respondeu, como se para si mesmo, com uma voz ao longe, falhada, acanhada:&lt;br /&gt;- Sim, era pra mim. &lt;br /&gt;Houve um silêncio entre os dois.&lt;br /&gt;- Como voce encontrou Padre Justino?, perguntou já com a voz normal.&lt;br /&gt;- Eu estava em Belém quando nos econtramos, quer dizer, quando ele me reconheceu, do seminário do Mato Grosso, que ele dirigia, quando eu fui prá lá. Mas é uma história longa e comprida que noutra hora te conto.&lt;br /&gt;- Tá certo. Eu te vi daqui de cima e mandei os caras de moto te dar o recado porque eu encontrei o Dito, lá no Cais, e ele quer muito te ver. E como ele era da mesma rapaziada que voce se juntou, eu achei que ele podia te dar notícia do cara que voce quer encontrar.&lt;br /&gt;- Voce falou com ele da nossa conversa?&lt;br /&gt;- Do que de mais íntimo voce me contou, não! Fica guardado comigo. Não vou abrir pra ninguém. Fica tranquilo.&lt;br /&gt;- Falou! Valeu!&lt;br /&gt;- Mas porque que voce se abriu daquele jeito comigo?&lt;br /&gt;Pra não revelar o que soubera sobre ele e o Padre, através do Tesoura, mentiu:&lt;br /&gt;- Acho que foi a onda do beise, ou a emoção de estar aqui no morro depois de tanto tempo, sei lá. Mas se não é nada do que me orgulhe, também não é nada do que me envergonhe. Não se sinta preso a nenhum compromisso de nada revelar a ninguém sobre isso.&lt;br /&gt;- Da minha parte ninguém vai ficar sabendo de nada. Até porque saindo de mim, seria só fofoca. E, além do mais, eu compreendo o que se passou contigo.&lt;br /&gt;- É mesmo?&lt;br /&gt;- Bem, quer dizer, imagino, disse ele saindo em direção a pracinha, onde acabara de estacionar um luxuoso automóvel, de onde desceu o Tuneca, logo cercado pelos moradores, todos lhe oferecendo apoio, devido a seu estado debilitado, e de onde desceu logo a seguir o motorista, seu advogado, o Doutor Maninho, cujas feições aos poucos foram causando uma visível transformação no ex-morador, vestido de padre, que estivera conversando com o Pedro. &lt;br /&gt;Fixo, seu olhar sobre o jovem advogado, o fazia entreabrir um sorriso de satisfação, pois reconhecera nele nada mais nada menos, que um parente do seu infante amigo e primeiro amor.&lt;br /&gt;- Terei notícias dele, enfim- Disse pra si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-876772255576737327?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/876772255576737327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=876772255576737327' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/876772255576737327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/876772255576737327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_26.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzZCij_9nuI/AAAAAAAAAW8/etdbnk7WdKs/s72-c/3554G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2680266466049442127</id><published>2009-12-25T09:55:00.008-02:00</published><updated>2010-02-01T11:43:12.669-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>FELIZ NATAL PRA VOCE MEU AMOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzSrySzCapI/AAAAAAAAAWk/r40KguuYKJ0/s1600-h/imagemobeeijo.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419145132161264274" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzSrySzCapI/AAAAAAAAAWk/r40KguuYKJ0/s320/imagemobeeijo.bmp" style="cursor: hand; float: left; height: 201px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;NO FUNDO DOS TEUS OLHOS&lt;br /&gt;TEM MAIS CORES&lt;br /&gt;QUE TODO ARCOÍRIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;POSSA DAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;( EU SEI )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;NA SOMBRA DO TEU CORPO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;TEM MAIS LUZES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DO QUE AS LUZES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DO UNIVERSO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A BAILAR PRA MIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;SEI POR ONDE ANDAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E DÓI-ME O PEITO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;SEI COM QUEM ME ENGANAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E ME MAGOAS DEMAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;MAS SEI QUE QUANTO MAIS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DE MIM CAÇOAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;QUANTO MAIS FERES MINH'ALMA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;MAIS ME SINTO PRESO A TI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;MY AMOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E O AMOR À MINHA AMADA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DOIDIVANA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;NÃO É ASSIM TÃO FÁCIL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DE CALAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(EU SEI)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;MAS DÓI SABER AMADA &lt;strong&gt;TROPICANA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;SOMENTE EU &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;NÃO ESTOU A FIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DE TE EXPLORAR&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;doidivana/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;luiz gonzaga jr&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2680266466049442127?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2680266466049442127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2680266466049442127' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2680266466049442127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2680266466049442127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/feliz-natal-pra-voce-meu-amor.html' title='FELIZ NATAL PRA VOCE MEU AMOR'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SzSrySzCapI/AAAAAAAAAWk/r40KguuYKJ0/s72-c/imagemobeeijo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6181304455296338354</id><published>2009-12-15T20:00:00.005-02:00</published><updated>2010-02-01T11:41:43.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SygHZLTbeQI/AAAAAAAAAWE/v8DdEUVkYfc/s1600-h/maxernst.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415586681025427714" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SygHZLTbeQI/AAAAAAAAAWE/v8DdEUVkYfc/s320/maxernst.jpg" style="float: left; height: 243px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI -&amp;nbsp; A reparação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marabá, 19 de agosto de 1989&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Pedrinho,&lt;br /&gt;claro, se voce estiver lendo, já estará com mais de 50 anos, mas ainda assim, me permiti chamá-lo da forma que lhe chamava quando tinha seu auxílio na preparação das missas na Igrejinha do Cruzeiro, onde fui colocado à prova por Deus, ao experimentar um sentimento...&lt;br /&gt;E a carta seguia descrevendo cada parte de emoção que permeava a sua relação com o padre, e que fazia ele ansiar pelas manhãs de Domingo, ocasião em que se encontrava com ele, sempre tão fraterno e amoroso, ao ponto até de aguardar sua chegada, para juntos sentarem à mesa, onde o padre fazia questão que ele desfrutasse de tudo que lhe agradasse comer; bolos, frutas, biscoitos, café com leite, suco de laranja, queijos, presuntos, um banquete, um maná dos céus , para aquela criança de morro, acostumada a um pedaço de pão com manteiga e café preto no desejum. O padre nunca fazia a refeição junto com ele, pois colocava-se em jejum até que terminasse a misa das 09:00. &lt;br /&gt;A grande afeição que sentia pelo padre o perturbava, pois ja se pegara achando seu rosto bonito, adornado por cabelos louros e olhos azuis, e uma pele tão clara, tão diferente de todo mundo que conhecia, e muito parecido com os lindos anjos, que circulavam pelo teto da igreja. Teto que despencou sobre sua vida, naquele dia, que embora não mencionado pelo padre na carta, era sem dúvida a razão dela. Por que outro motivo,( senão aquele dia, aquele fato) estaria o padre lhe enviando os documentos onde fazia a transferência da propriedade de dois imóveis na cidade para o seu nome?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6181304455296338354?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6181304455296338354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6181304455296338354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6181304455296338354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6181304455296338354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_15.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SygHZLTbeQI/AAAAAAAAAWE/v8DdEUVkYfc/s72-c/maxernst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2618433683157778887</id><published>2009-12-13T14:19:00.005-02:00</published><updated>2010-02-01T11:41:00.657-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyUUkf12fRI/AAAAAAAAAVs/CY4F8EHCg38/s1600-h/Max%2BErnst%5B2%5D.%2BL%27Ange%2Bdu%2Bfoyer%2Bou%2BLe%2BTriomphe%2Bdu%2Bsurr%C3%A9alisme.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414756744238103826" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyUUkf12fRI/AAAAAAAAAVs/CY4F8EHCg38/s320/Max%2BErnst%5B2%5D.%2BL%27Ange%2Bdu%2Bfoyer%2Bou%2BLe%2BTriomphe%2Bdu%2Bsurr%C3%A9alisme.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 246px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - 96 Tears&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imposível conter as lágrimas, o tremor das mãos, a tristeza na alma. Padre Justiniano fôra, na sua vida, melhor diria ele, no início da sua vida, quem mais lhe dedicou tempo, atenção e carinho. Quem mais lhe fez rir, e agora, mais uma vez, lhe fez chorar convulsivamente. Nunca lhe batera. Lhe beijara. E fora como uma bofetada. Não pela  coisa em si, pois um beijo é sempre um beijo, e uma bofetada é uma bofetada. Mas, não consentido, repentino, de surpresa, e partindo do padre, foi mesmo como uma bofetada que lhe incendiasse as faces. E, sob a abóboda da capela, soou como um tabefe. Splash.&lt;br /&gt;Mal teve tempo para se recompor quando Dona Mariquinha, mãe do Tesoura, entrou no salão inesperadamente, e solicitando a atenção do padre, ' .. é um minutinho só, padre, a sós, por favor. ", deu a entender claramente que flagrara a cena, não gostara e que daria encaminhamento desfavorável ao pároco.&lt;br /&gt;Mal teve tempo agora, de secar as lágrimas, para que sua mulher que repentinamente acabara de chegar da rua, lhe flagrasse em pleno confronto com seu passado secreto. Não teve tempo para o envelope aberto em suas mãos, e limitou-se a dizer que acabara de receber, e que iria ler no quarto, pois se tratava de carta de um padre de quem fôra coroinha quando garoto, de quem há muitos anos não tinha notícia.&lt;br /&gt;-Padre, é?, perguntou ela.&lt;br /&gt;E teve como resposta a porta do quarto se fechando às costas de seu marido.&lt;br /&gt;-Grosso!, restou a ela dizer.&lt;br /&gt;Dentro do quarto, Pedro Augusto Martins, dava início, enfim à leitura da correspondência recebida. Estava escrito:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2618433683157778887?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2618433683157778887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2618433683157778887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2618433683157778887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2618433683157778887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_13.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyUUkf12fRI/AAAAAAAAAVs/CY4F8EHCg38/s72-c/Max%2BErnst%5B2%5D.%2BL%27Ange%2Bdu%2Bfoyer%2Bou%2BLe%2BTriomphe%2Bdu%2Bsurr%C3%A9alisme.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4655128677069629213</id><published>2009-12-12T20:46:00.004-02:00</published><updated>2010-02-01T11:40:33.602-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyQduSttokI/AAAAAAAAAVM/zbD07lT_sKY/s1600-h/1126P.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414485333140939330" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyQduSttokI/AAAAAAAAAVM/zbD07lT_sKY/s320/1126P.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 120px; margin: 0 10px 10px 0; width: 170px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - A vida oficial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida oficial&lt;br /&gt;é esta&lt;br /&gt;É uma vida triste&lt;br /&gt;mas dentro dela&lt;br /&gt;sou eu quem resiste&lt;br /&gt;E eu não vivo de festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos recem criados ainda se acomodavam pelas linhas do caderno aberto a sua frente, quando a porta do barraco foi sùbitamente posta ao chão, e um batalhão de botas e quepes e fuzis e granadas e o caralho a quatro, lhe deram voz de prisão.&lt;br /&gt;- As armas. Cadê as armas? E o bagulho? Fala filhodaputa.&lt;br /&gt;Ele permaneceu calado. Não havia armas. Não havia drogas. Ali era seu cafofo&lt;br /&gt;privado. Seu. Antonio Augusto Martins, brasileiro, cidadão. Ali, cidadão tal qual qualquer outro de qualquer parte do País. Todos os impostos do imóvel pagos. Imóvel herdado legalmente de seu pai, morto durante o financiamento, e quitado pela seguradora, segundo cláusula contratual. Proprietário legítimo, ele, de tudo o que havia ali dentro, móveis e utensílios, tudo com nota fiscal do comércio legalmente estabelecido na cidade. Ali, cidadão tal qual qalquer outro de qualquer parte do País. Não merecia a porta abaixo. A voz de prisão sim. Era bandido. Era o Rei do Morro. Mas, sabia ele, tão bandido quanto a maioria dos policiais com quem se defrontara na disputa pelos lucros da boca, que nenhum deles ia até ali para interromper tráfico, salvar as famílias do flagelo das drogas, porra nenhuma. Iam ali atraz de grana. E grana pra polícia ele não dava mesmo. Se quizessem que o matassem, mas grana, nananinaninha.&lt;br /&gt;Permaneceu calado ainda após a primeira coronhada no queixo com a culatra do fuzil, desferida pelo mais bonzinho da turma, o Touro, segundo se sabia pelas bocas, cheio de mortes nas costas quentes pelos bons serviços prestados à Ditaura Militar, ns anos 70. &lt;br /&gt;Calado continuou, mesmo depois de ter sua  cintura enlaçada por uma corda, quando a princípio achou que fosse ser enforcado ali mesmo, mas para alívio(!!!) seu &lt;br /&gt;um puxão que quase o partiu ao meio, o levou para o meio do morro, onde após espancamentos vários, rasgado, ensanguentado, rumou, morro abaixo, amarrado à corda, ora caindo, ora levantando, ao sol de uma tarde de fogo, com todos os moradores admirados e orgulhosos por aquele filho da terra, corajoso e justo, que nem uma queixa, um impropério dirigia a seus algozes. Antes, o que se podia perceber por baixo daquela máscara vermelha de sangue, era um sorrisinho vitorioso, de quem se sabia imbatível pela sua mansuetude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4655128677069629213?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4655128677069629213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4655128677069629213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4655128677069629213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4655128677069629213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_6551.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyQduSttokI/AAAAAAAAAVM/zbD07lT_sKY/s72-c/1126P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3915883772474586103</id><published>2009-12-12T06:26:00.004-02:00</published><updated>2010-02-01T11:40:13.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyNUOWnb3VI/AAAAAAAAAVE/kHQjEWC-mHI/s1600-h/imagemcirc.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414263782595353938" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyNUOWnb3VI/AAAAAAAAAVE/kHQjEWC-mHI/s320/imagemcirc.bmp" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 205px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua espatifada II pretende continuar narrando a saga de seu personagem, um homem que acredita ter tido uma iniciação amorosa única, devido às circunstâncias em que aconteceu, como aconteceu, e, principalmente, com quem aconteceu.&lt;br /&gt;Ele viveu sua vida, superada essa fase pré adolescente, até que quarenta anos depois, num encontro inusitado com um padre, recebe deste a incumbência de fazer chegar às mãos de um amigo em comum, uma encomenda.&lt;br /&gt;Voltando a seu local de nascimento, afim de cumprir com a tarefa prometida ao padre, ve descortinar-se a seus olhos, todas as imagens de sua iniciação amorosa e sexual, perturba-se com as alegorias de um destino que o coloca frente a frente com alguém que passara por situação semelhante a sua.&lt;br /&gt;Deflagrada então esta catarse, lança-se na busca de pacificar seus desejos heteros, sempre perturbados por essa primeira experiência. &lt;br /&gt;Estaria ele inclinado a promover o retorno do reprimido? Ou afirmar a vitória da sublimação? Afinal, mantivera-se vivo, embora desconfiava agora que havia muita vida ainda em si para ser vivida. Que vida seria essa ele não sabia ainda. Mas estava disposto a descobrir, e principalmente, vivê-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3915883772474586103?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3915883772474586103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3915883772474586103' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3915883772474586103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3915883772474586103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_12.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyNUOWnb3VI/AAAAAAAAAVE/kHQjEWC-mHI/s72-c/imagemcirc.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2942811713606946371</id><published>2009-12-11T12:34:00.006-02:00</published><updated>2010-02-01T11:39:44.476-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyJY6RmmRbI/AAAAAAAAAU8/fhH3piOt2rE/s1600-h/768G.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413987460233708978" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyJY6RmmRbI/AAAAAAAAAU8/fhH3piOt2rE/s320/768G.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 266px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - O lado escuro da lua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como com o passar dos anos as situações vão se esclarecendo, independente do rumo que se tenha dado às elocubrações mentais da adolescência.    &lt;br /&gt;Relendo agora o poema escrito há tantos anos, percebera que não aprisionara o monstro, ficara ele sim, aprisionado a um monstro, um monstro chamado convenção social, convenientemente resguardada por uma cultura hospedeira de aberrações preconceituosas, golpistas e ditatoriais militaristas.&lt;br /&gt;Que se foda, pensava agora ele. De que lhe serviam essas digressões, nesse momento crucial que estava vivendo. Buscar a história de sua família, ao mesmo tempo que serviria, para ajudá-lo a reconhecer-se em cada atitude que tivesse tomado frente aos eventos cruciais que vivera, serviria também para retomar contato com o cenário principal de sua existência, e, esperava ele, fornecer-lhe pistas que o levassem a reencontrar àquele que o catapultara aos píncaros do limbo, do lado negro da lua.&lt;br /&gt;O lado negro da lua, o lado feio, o lado de fora, aquele que só permite a apreensão do desenrolar da vida com os olhos. E, aos olhos de quem só vê, mesmo as mais belas representações teatrais ou cinematográficas, servidas pelos mais belos atores e atrizes, ao representarem as intimidades sexuais de seus personagens, se o fizerem explícitamente, sem os filtros estético-morais, será o horror e a repugnância, muito longe e fora do alcance da beleza contida no cerne do sentimento que circula pelo espectro dos que estão no centro da ação.&lt;br /&gt;Estava resolvido! O monstro abriria suas asas e revelaria sua condição de anjo. &lt;br /&gt;Retornaria ao céu azul sem nuvens de sua infância, e refaria sua caminhada. Tinha agora um coração novo. Tinha agora um coração de novo.&lt;br /&gt;E queria um futuro novo. Vida nova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2942811713606946371?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2942811713606946371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2942811713606946371' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2942811713606946371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2942811713606946371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii_11.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SyJY6RmmRbI/AAAAAAAAAU8/fhH3piOt2rE/s72-c/768G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1335634341227856904</id><published>2009-12-09T13:07:00.005-02:00</published><updated>2010-02-01T11:38:56.611-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sx--Ji9dXCI/AAAAAAAAAU0/au2rHt9D4fI/s1600-h/3507G.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sx--Ji9dXCI/AAAAAAAAAU0/au2rHt9D4fI/s320/3507G.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413254348335307810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - Quae sera tamen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Ter passado pelas trevas dos últimos dias e sobrevivido, o fizeram ver mais claramente, que inteirar-se da visão de antigos vizinhos e amigos a respeito de seus familiares, e de si, era um projeto de vida capaz de preeencher o que lhe restasse pela frente de dias. E poderia lhe trazer a resposta para a pergunta que se fazia, do por quê, numa noite de Abril (mês de nascimento de seu pai!?), teve sua trajetória tão profundamente alterada, tão determinantemente responsável pela metamorfose psíquica que lhe ocorreu a partir de seu primeiro beijo na boca, e seu primeiro amor. Por que fora alvo de tal iniciativa? O que teria movido o outro a tal comportamento? E ele? O amara porque o beijara ou já o amava antes disso, e daí ter-se deixado beijar?Seria uma atitude normal para o outro? Teria  ele já praticado o mesmo com outros colegas? Perguntas que lhe acompanhavam durante toda sua vida e que agora pareciam ao alcance de respostas que poderiam advir da sua disposição de lançar-se em busca de sua identidade primária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distante de mim&lt;br /&gt;e do tempo&lt;br /&gt;me ausento e choro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê monstro&lt;br /&gt; não fugiste antes do cativeiro&lt;br /&gt; e porque não fui de mim mesmo&lt;br /&gt; pioneiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E agora&lt;br /&gt; só me resta&lt;br /&gt; seguir as pegadas&lt;br /&gt; no solo&lt;br /&gt; e atavessar pela vida&lt;br /&gt; com meus pés&lt;br /&gt; me levando&lt;br /&gt; no colo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1335634341227856904?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1335634341227856904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1335634341227856904' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1335634341227856904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1335634341227856904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/lua-espatifada-ii.html' title='A lua espatifada II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sx--Ji9dXCI/AAAAAAAAAU0/au2rHt9D4fI/s72-c/3507G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3419897925759574157</id><published>2009-12-08T11:19:00.005-02:00</published><updated>2010-02-01T11:38:35.015-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada II'/><title type='text'>A lua espatifada Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sx5Ska6vzSI/AAAAAAAAAUs/6TOZNGx6PLo/s1600-h/1430G.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sx5Ska6vzSI/AAAAAAAAAUs/6TOZNGx6PLo/s320/1430G.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412854587800407330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - Pro nobis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ao abrir os olhos, certificou-se que o mundo não acabara. Não o mundo físico com toda sua parafernália de sons e imagens. Esse continuava existindo. Mas o seu mundo, íntimo e privado, abrira-se ao meio ao desvendar o interior daquele envelope, que lhe chegara às mãos de modo tão assustadoramente catártico. Temia que a metade de fora do envelope, que lhe sustentava as pernas trêmulas, que o trouxera até ali por quarenta anos, essa metade que novamente manuseava o tal envelope, poderia não mais ter significado após ele se inteirar do conteúdo da encomenda que o destino lhe fazia chegar às mãos.&lt;br /&gt;   Como seu mensageiro não lhe quiz adiantar nada sobre do que se tratava, limitando-se a identificar o remetente( um padre que fora responsável pela igrejinha e que dissera ter conhecido seus pais), não teve coragem de ir além de uma olhadela, na qual vislumbrara uns papéis, e, segundo se lembrava, foram suficientes para o fazer desabar no chão, como se luas tivessem se espatifado sobre si, da mesma forma que seu amigo lhe descrevera horas antes. " Haviam estrelas na minha boca.", seu amigo dissera, e, agora, sob os frêmitos de uma carga emocional, retida durante todos esses anos, podia ele dizer pra si mesmo: " Havia estrelas no meus olhos". Estrelas pintadas na abóboda da igreja onde ele coroinha, menino ainda, vira passar em redemoinho, quando agarrado súbito pela cintura, após ter passado por Don Justiniano, e se ver em seus braços, tendo perdido o equilíbrio, e daí, presa fácil,&lt;br /&gt;ver sumir de seus olhos as tais estrelas do teto, dando lugar aquele rosto imenso que se sobrepunha ao seu e lhe espocava na boca um beijo. Um beijo não consentido, um beijo não desejado, do tamanho do pecado do mundo, que após a vinda do filho de Deus na Terra, não deveria nunca mais ser praticado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3419897925759574157?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3419897925759574157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3419897925759574157' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3419897925759574157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3419897925759574157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/12/os-circulos-da-vida-bandida.html' title='A lua espatifada Parte II'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sx5Ska6vzSI/AAAAAAAAAUs/6TOZNGx6PLo/s72-c/1430G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1882244373934950786</id><published>2009-11-29T17:57:00.006-02:00</published><updated>2010-02-01T11:38:01.646-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SxLS3hEaNSI/AAAAAAAAAUk/O1IpFlsUl58/s1600/tymag.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SxLS3hEaNSI/AAAAAAAAAUk/O1IpFlsUl58/s320/tymag.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409617953636889890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tivesse&lt;br /&gt;tentado 400 vezes&lt;br /&gt;o suicídio&lt;br /&gt;e em todas&lt;br /&gt;tendo sido&lt;br /&gt;bem sucedido&lt;br /&gt;assim vou rumo aos 60&lt;br /&gt;com a sensação de nunca&lt;br /&gt;ter existido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se a vida&lt;br /&gt;e seus caminhos&lt;br /&gt;posto assim&lt;br /&gt;diante de mim&lt;br /&gt;sem as placas&lt;br /&gt;sem as máscaras&lt;br /&gt;fossem mesmo&lt;br /&gt;pra me matar de medo&lt;br /&gt;logo nas primeiras&lt;br /&gt;longas horas&lt;br /&gt;do existir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se o parto&lt;br /&gt;não fosse para mim&lt;br /&gt;o ato&lt;br /&gt;amoroso&lt;br /&gt;de chegar&lt;br /&gt;e sim&lt;br /&gt;de partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de romper&lt;br /&gt;as manhãs&lt;br /&gt;enrolado&lt;br /&gt;aos lençóis&lt;br /&gt;do sanatório&lt;br /&gt;geral da nação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de transgredir&lt;br /&gt;e súplice&lt;br /&gt;trasmudar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trêfego&lt;br /&gt;traste&lt;br /&gt;trôpego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se a&lt;br /&gt;palmada&lt;br /&gt;fosse pra&lt;br /&gt;me fazer calar&lt;br /&gt;não sorrir&lt;br /&gt;não dar sinal&lt;br /&gt;nenhum&lt;br /&gt;de que tivesse&lt;br /&gt;percebido&lt;br /&gt;pelo canto&lt;br /&gt;do olhos&lt;br /&gt;outros olhos&lt;br /&gt;que berravam&lt;br /&gt;sob uma&lt;br /&gt;luz fria&lt;br /&gt;meu nome&lt;br /&gt;aos quatro&lt;br /&gt;cantos&lt;br /&gt;do chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se andar&lt;br /&gt;fosse impróprio&lt;br /&gt;e se arrastar fosse&lt;br /&gt;sábio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como sábio fosse&lt;br /&gt;sofrer sem espanto&lt;br /&gt;ser quietinho&lt;br /&gt;buscando&lt;br /&gt;o equilíbrio&lt;br /&gt;dentro da cabeçorra&lt;br /&gt;que não me deixava&lt;br /&gt;esconder minha&lt;br /&gt;boa sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brilhando pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;piscando pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no alto de uma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e impossível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;torre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;marfim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1882244373934950786?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1882244373934950786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1882244373934950786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1882244373934950786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1882244373934950786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/poemas-maconheiros_29.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SxLS3hEaNSI/AAAAAAAAAUk/O1IpFlsUl58/s72-c/tymag.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5899832940327722928</id><published>2009-11-28T13:10:00.006-02:00</published><updated>2010-02-01T11:37:27.166-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Política</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SxE-I6EnYFI/AAAAAAAAAUc/lrVyRdxa29s/s1600/Alma+ama+amazonia+001.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SxE-I6EnYFI/AAAAAAAAAUc/lrVyRdxa29s/s320/Alma+ama+amazonia+001.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409172950197166162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maconheuiafalando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratu Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Já se disse que o Rio de Janeiro é uma província. Se observado pelo parâmetro de encontros casuais que já ocorreram comigo, eu diria que é uma aldeia. Sumido no meio de hum milhão de pessoas, que acorreram à Candelária para o Comício das Diretas Já, enquanto procurava um lugar, costurando no meio da multidão, encontrei meu irmão, que já não via há um tempo. Na geral do Maracanã, mesmo nos jogos mais cheios,  é certo que vc vai encontrar algum conhecido. E foi assim que eu encontrei, subindo a escadaria do ´prédio da Receita Federal, no Centro da cidade, um advogado que vira na Marcha da Maconha, este, aliás um dos responsáveis pela organização do Ato. Comentei com ele sobre o fato de não estar conseguindo entrar no forun do site, combinamos de trocar uns e-mails , trocamos telefones, ficamos de nos ligar, mas confirmando nossa carioquice, não liguei pra ele, e ele não ligou pra mim. Talvez, porque estamos certos de q voltaremos a nos encontrar de repente, numa praia, num bar, num bloco, sei lá.&lt;br /&gt;    Mas o papo q eu t^querendo levar é que recentemente num programa popular de uma rede de Tv, houve um debate sobre a Erva Maldita, reunindo um Coronel aposentado da PM, que fatura atualmente com clínica de recuperação de viciados, uma senhora que fatura com a posição do contra que ela adota, dando palestras não sei aonde, não sei pra quem, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Do lado do a favor, o Organizador da Marcha e uma ex da tv, que comentava sobre rock e que assumiu em determinado momento que fazia uso da diamba, e daí pra cá já concorreu a deputado em sampa, acho, e se apresentou atualmente como sub-prefeita de uma região de lá. Tá indo bem a moça. Já o encaminhamento da legalização vai mal, na minha opinião. Entre outros tópicos que não estão sendo considerados nessa movimentação toda, um em particular, muito presente, me desagrada pelo que tem de injusto, e que embora tenha lançado ao ar durante a passeata ( e, claro, só percebido por dois ou tres que estavam mais próximos de mim) venho aqui deixar para reflexão.&lt;br /&gt;     Seguinte: na Marcha, houve um momento que se reclamava a liberdade para fumar e vender, e se agradecia fulanos e beltranos pela permissão da marcha, e de outros que lutaram para trazer o tema ao debate público, e se agradecia a todo mundo, aí eu lembrei de agradecer aos vaposeiros dos morros que durante esses anos todos foram os únicos fornecedores dessa maravilha verde e emberlotada. Os dois ou tres que estavam ao meu lado sorriram tal e passou. Aí no tal programinha, a tal maconheirinha, afim de tranquilizar o coronel e a dona, a tal das palestra,( que mandou internar sem consentimento, a própria filha, )veio com uma de que a descriminalização era para permitir a venda em charutarias, e quetais, e que não no morro não.&lt;br /&gt;     Porra! O morro vem heroicamente há quarenta anos fazendo circular uma parada, pixadona, reprimida a base de tiro e porrada, e quando for legal vender, o morro não pode? Quem fuma maconha e saca a verdade que a maconha encerra em termos de sociabilidade, percepção extra sensorial, e enriquecedora de funções nobres do cérebro, execra essa postura mauriçola e patricínica de ver o lance. Ô mina vai fumar bagulho na Holanda e leva tua tchurma, ô meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5899832940327722928?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5899832940327722928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5899832940327722928' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5899832940327722928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5899832940327722928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/politica.html' title='Política'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SxE-I6EnYFI/AAAAAAAAAUc/lrVyRdxa29s/s72-c/Alma+ama+amazonia+001.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8357315814368433710</id><published>2009-11-22T19:09:00.004-02:00</published><updated>2009-11-28T08:28:52.552-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SwmpDstl-8I/AAAAAAAAATk/bF2ZqGbeFSQ/s1600/g002_pllck2_she_wolfpolock.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SwmpDstl-8I/AAAAAAAAATk/bF2ZqGbeFSQ/s320/g002_pllck2_she_wolfpolock.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407038708642085826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um cãozinho&lt;br /&gt;como a um filhinho doce&lt;br /&gt;Tossiu tres dias, tadinho&lt;br /&gt;( e eu sem grana )&lt;br /&gt;E Fofinho foi-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram indo todos &lt;br /&gt;colinha baixa&lt;br /&gt;antes dos dez&lt;br /&gt;perto de um&lt;br /&gt;poucas semanas depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu ficando&lt;br /&gt;e ficando&lt;br /&gt;ficando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo todo indo&lt;br /&gt;azul acima&lt;br /&gt;nuvens despedaçando&lt;br /&gt;indios&lt;br /&gt;astros desintegrando&lt;br /&gt;anjos&lt;br /&gt;galaxias tragando&lt;br /&gt;homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e meus cãeszinhos&lt;br /&gt;indo embora&lt;br /&gt;sem que&lt;br /&gt;lhes pudesse reter&lt;br /&gt;sem receitas&lt;br /&gt;para lhes prover&lt;br /&gt;outros dias de cães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem mãos&lt;br /&gt;que lhes afagassem&lt;br /&gt;e que lhes salvassem &lt;br /&gt;da minha condição&lt;br /&gt;pequena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da minha&lt;br /&gt;conformação&lt;br /&gt;de vira-latas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da minha estatura&lt;br /&gt;ôca&lt;br /&gt;da minha existência&lt;br /&gt;pouca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive cãeszinhos&lt;br /&gt;como se filhos fossem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tossiram, caíram,&lt;br /&gt;ficaram magrinhos&lt;br /&gt;(E eu sem grana)&lt;br /&gt;E o que sempre foi doce&lt;br /&gt;Acabou-se&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8357315814368433710?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8357315814368433710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8357315814368433710' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8357315814368433710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8357315814368433710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/poemas-maconheiros_22.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SwmpDstl-8I/AAAAAAAAATk/bF2ZqGbeFSQ/s72-c/g002_pllck2_she_wolfpolock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3947951863721559172</id><published>2009-11-21T21:57:00.006-02:00</published><updated>2009-11-28T08:26:21.208-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Swh_Jei2CRI/AAAAAAAAATA/OxBYMxh0x9U/s1600/imagemc%C3%A9uvermelho.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 201px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Swh_Jei2CRI/AAAAAAAAATA/OxBYMxh0x9U/s320/imagemc%C3%A9uvermelho.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406711153453041938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei escrever de joelhos.&lt;br /&gt;Só de pé.&lt;br /&gt;De pé nos peitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim dessa forma.&lt;br /&gt;Do jeito&lt;br /&gt;que o mundo me pariu.&lt;br /&gt;Filho de Juracy e Cordovil&lt;br /&gt;Morro da Providencia&lt;br /&gt;Guanabara&lt;br /&gt;Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí &lt;br /&gt;que não sei&lt;br /&gt;escrever de lado.&lt;br /&gt;Só de frente.&lt;br /&gt;De frente pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nu da cabeça aos pés&lt;br /&gt;Revirado por dentro&lt;br /&gt;e por fora&lt;br /&gt;Entregue à má sorte&lt;br /&gt;e à injúria dos pajés&lt;br /&gt;Arrastado a Cruz e à Mandrágora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei escrever em Paz.&lt;br /&gt;Só em guerra.&lt;br /&gt;Em guerra de nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do tiroteio e&lt;br /&gt;das explosões&lt;br /&gt;Sem atadura&lt;br /&gt;Sem comando&lt;br /&gt;Sem socorro&lt;br /&gt;Pertinho do céu&lt;br /&gt;de zinco dos barracões&lt;br /&gt;Além da lua que paira&lt;br /&gt;abaixo do Morro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3947951863721559172?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3947951863721559172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3947951863721559172' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3947951863721559172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3947951863721559172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/poemas-maconheiros_21.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Swh_Jei2CRI/AAAAAAAAATA/OxBYMxh0x9U/s72-c/imagemc%C3%A9uvermelho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3142344323655198002</id><published>2009-11-15T18:23:00.006-02:00</published><updated>2009-11-17T19:59:41.168-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SwFRZxtx0fI/AAAAAAAAARw/oQwbKs5joMQ/s1600/3185cavaleiroemfuga.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SwFRZxtx0fI/AAAAAAAAARw/oQwbKs5joMQ/s320/3185cavaleiroemfuga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404690531105231346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olho na tua mão&lt;br /&gt;e vejo&lt;br /&gt;Estamos a um passo&lt;br /&gt;do beijo&lt;br /&gt;na esquina da solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente sós&lt;br /&gt;Eu, voce e tuas mãos&lt;br /&gt;e esse desejo por dentro&lt;br /&gt;feito um vulcão &lt;br /&gt;a fazer arruaça em nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então&lt;br /&gt;olho na tua mão&lt;br /&gt;e me calo&lt;br /&gt;E viajamos. Pura emoção!&lt;br /&gt;A galopar um cavalo&lt;br /&gt;Cruzando o céu em disparada&lt;br /&gt;feito sol desvirginando a escuridão&lt;br /&gt;numa quente e eterna madrugada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que olhe na tua mão&lt;br /&gt;e veja &lt;br /&gt;tua boca que me beija&lt;br /&gt;nessa esquina&lt;br /&gt;perdida&lt;br /&gt;e escondida&lt;br /&gt;no meu coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3142344323655198002?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3142344323655198002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3142344323655198002' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3142344323655198002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3142344323655198002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/poemas-maconheiros_15.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SwFRZxtx0fI/AAAAAAAAARw/oQwbKs5joMQ/s72-c/3185cavaleiroemfuga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6954163924012937730</id><published>2009-11-13T20:32:00.003-02:00</published><updated>2009-11-17T20:01:01.709-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sv3fVRbK26I/AAAAAAAAARg/lefiZRel5Xc/s1600-h/Neo+Surrealismus.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 193px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sv3fVRbK26I/AAAAAAAAARg/lefiZRel5Xc/s320/Neo+Surrealismus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403720684462070690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;alguma coisa&lt;br /&gt;pra poder morrer&lt;br /&gt;em Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de uma guerra&lt;br /&gt;de mentira&lt;br /&gt;onde só morrem&lt;br /&gt;os que já nem vivem&lt;br /&gt;só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;surdo&lt;br /&gt;so preciso aprender a ser&lt;br /&gt;cego&lt;br /&gt;só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;tudo isso&lt;br /&gt;que preciso ser&lt;br /&gt;pra poder morrer em Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;sem memória&lt;br /&gt;poder dormir sem sentir seu calor&lt;br /&gt;só eu sozinho e esse nó no peito&lt;br /&gt;desfeito em doses &lt;br /&gt;de prelú anorê e&lt;br /&gt;coca do santa marta&lt;br /&gt;Pra poder morrer em Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;imbecil&lt;br /&gt;seguir em marcha &lt;br /&gt;os refrões dos contentes&lt;br /&gt;auto falantes dos shoppings&lt;br /&gt;e comprar uma nova&lt;br /&gt;máscara civil&lt;br /&gt;Pra poder morrer em Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só preciso aprender a ser&lt;br /&gt;assim&lt;br /&gt;pacato e morto&lt;br /&gt;indo lindo na direção&lt;br /&gt;do Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6954163924012937730?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6954163924012937730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6954163924012937730' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6954163924012937730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6954163924012937730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/poemas-maconheiros.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sv3fVRbK26I/AAAAAAAAARg/lefiZRel5Xc/s72-c/Neo+Surrealismus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1829840995620214059</id><published>2009-11-13T06:24:00.003-02:00</published><updated>2009-11-17T20:01:53.965-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenhos'/><title type='text'>Desenhos em gratidão à fumaça</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sv0YMIp0kHI/AAAAAAAAARY/-8oDGY2a7ek/s1600-h/day_and_nightescher.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 184px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sv0YMIp0kHI/AAAAAAAAARY/-8oDGY2a7ek/s320/day_and_nightescher.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403501724674855026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhar é a manifestação de expressão que me acompanha há mais tempo, que surgiu nos primeiros anos de vida, e que é tremendamente favorecida pelo efeito da cannabys. Melhor explicando: quando aos dezoito, muito doido, diante de uma folha de papel de pauta, que é um papel meio ordinário, meio marron, comecei a fazer contornos com o lápis, segurando-o quase que inteiramente deitado sobre o papel, de forma que o tocava não com a ponta mas com quase todo grafite. E dessa forma passeei pelo papel e gostei do registro que surgia desse passeio, quase que uma linha dupla, falhada, escuro-claro, e assim fui indo até ocupar inteiramente o papel. Depois, olhando atentamente para aquele emaranhado de linhas, comecei a perceber formas que quase que pediam para ganhar vida. Eram formas anatomicas, sob diversos ângulos, que surgiam tão intensas, que antes de serem contornadas, aí sim, pela lonta do lápis, lá permaneciam, e toda vez que as buscava com o olhar, elas lá estavam, e me convenciam de que eram os desenhos que deveriam vir à tona. O primeiro a sair desse método foi um corpo masculino, visto como que olhado de baixo para cima, o que era uma forma impossível de eu conseguir conscientemente, por não ter eu habilidades treinadas em cursos de desenho. E por esse método, e sempre estimulado por um beise, de careta eu não via a profusão de formas que percebia quando ligado, e mesmo as formas que eu trazia à tona. se de careta, não davam bom resultado, não me agradavam, e pareciam falsas, ou seja como se eu contornasse formas que houvessem enganado meu olhar, ou como se eu tivesse me apressado, o que não acontecia quando ligado, em que desenhos aconteceram de ficar prontos em 3, 4 meses, ( claro, em que eu retornava a eles 6, 8 vezes nesse período), e outros em que até hoje falta serem concluídos, o que é muito doido mesmo, pois não se trata de desenhos de uma casa, por exemplo, que estivesse faltando fazer o teto, mas desenhos, sobre um fundo emamranhado de linhas, de formas humanas em diversos ângulos e posições, figuras de animais, de vegetais, de aves, minúsculos, outras vezes enormes, e tal.&lt;br /&gt;Com o paint, que aprendi recentemente, não necessito primordialmente do baseado, consigo me satisfazer com o resultado, não sei se favorecido pelas cores, o que nos desenhos não existem. São feitos a grafite. E só.&lt;br /&gt;A ilustração desse post é de Escher, acho que uma unanimidade em se tratando de desenhos, tiradas de um album do Picasa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1829840995620214059?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1829840995620214059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1829840995620214059' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1829840995620214059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1829840995620214059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/desenhos-em-gratidao-fumaca.html' title='Desenhos em gratidão à fumaça'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sv0YMIp0kHI/AAAAAAAAARY/-8oDGY2a7ek/s72-c/day_and_nightescher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-77222423352761264</id><published>2009-11-09T19:19:00.004-02:00</published><updated>2009-11-17T20:03:08.584-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Das coisas que não falei</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SviIFZgfM6I/AAAAAAAAARA/AnbYoiTx3_k/s1600-h/imagemblack.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SviIFZgfM6I/AAAAAAAAARA/AnbYoiTx3_k/s320/imagemblack.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402217379358782370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poor art esta prestes a completar 1 ano de existência, e, tentando ficar de pé, para poder caminhar, faz neste post, um reparo moral sobre o que realmente era necessário ter sido dito, e que até agora estivera esquecido.&lt;br /&gt;Publicar os poemas que vieram a mim, era sim uma das razões de colocar no ar essa página, mas outras, e tão importantes razões, se impunham. Uma delas era a idéia de fazer justiça a Homens e Mulheres notáveis, que tiveram sua importância sub-avaliadas pelo stablishment e manifestar o meu respeito e gratidão a esses seres de iluminada significância.&lt;br /&gt;Felizmente de muitos deles não precisei falar pois os encontrei em Gomorra, em MirteSmile, em Day by day, no blog do cara que tem um blog, e na burka fotopoema da rua 9.&lt;br /&gt;Mas de um, particularmente, eu quero falar. Que são vários, e que pela não planejada iniciativa de falar agora, serão mencionados sem seus nomes.&lt;br /&gt;Eu esperei que se falasse deles, que os honrassem alguém com microfones e holofotes sobre si, mas nem mesmo quem teria a obrigação de faze-lo não o fez, pelo contrário, desprezou a oportunidade histórica de lhes fazer reverência, preferindo falar sobre seleção de futebol, ainda por cima revelando-se um trwemendo pé frio. &lt;br /&gt;Estou me referindo àquele coisa, que ao custo de 20 milhões de dólares nossos, foi fazer um turismo galático, a bordo de uma nave espacial da NASA.&lt;br /&gt;E que não soube honrar a memória de todos os que deram a vida pelo desenvolvimento estupendo da engenharia aero-espacial genuínamente brasileira. &lt;br /&gt;Aos parentes e amigos de todos os que explodiram junto com a base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão, a minha gratidão pelo orgulho que me fizeram sentir de pertencer a um povo capaz de atingir o ápice da Inteligência Humana, sob tão adversas condições, e sem governo que os reconheça e os defenda, mesmo depois de mortos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-77222423352761264?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/77222423352761264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=77222423352761264' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/77222423352761264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/77222423352761264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/11/das-coisas-que-nao-falei.html' title='Das coisas que não falei'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SviIFZgfM6I/AAAAAAAAARA/AnbYoiTx3_k/s72-c/imagemblack.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1050981984209379161</id><published>2009-10-31T20:44:00.002-02:00</published><updated>2009-11-08T08:42:01.189-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Suy_KNDTGEI/AAAAAAAAAPE/stPRoQXEjPc/s1600-h/Robots+and+Souls.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Suy_KNDTGEI/AAAAAAAAAPE/stPRoQXEjPc/s320/Robots+and+Souls.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398900235333474370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta pátria que pariu!&lt;br /&gt;Tanta farda&lt;br /&gt;Tanta bota&lt;br /&gt;Tanto quépe&lt;br /&gt;Tanto fuzil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta pátria&lt;br /&gt;Que gerou tanto medo&lt;br /&gt;Tanta força&lt;br /&gt;E tantos filhos deserdou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que pariu!&lt;br /&gt;Tanta pátria&lt;br /&gt;Pra tão poucos&lt;br /&gt;Por tão pouco&lt;br /&gt;Quase nada&lt;br /&gt;( um sotaque americano&lt;br /&gt;e uuns dollars no bolso )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta pátria que pariu&lt;br /&gt;Tantas putas e assassinos&lt;br /&gt;Ao abrigo do mesmo manto&lt;br /&gt;Nas estrofes do mesmo hino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que pariu&lt;br /&gt;Pátria amada&lt;br /&gt;Mãe de todos&lt;br /&gt;os brasileiros&lt;br /&gt;Sobrepõe-te&lt;br /&gt;A esse exército&lt;br /&gt;De apátridas&lt;br /&gt;A te vender&lt;br /&gt;Pelas esquinas&lt;br /&gt;Do mundo&lt;br /&gt;O tempo todo&lt;br /&gt;O tempo inteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-nos tua bença&lt;br /&gt;Pátria mãe&lt;br /&gt;Faz de nós&lt;br /&gt;Os capazes&lt;br /&gt;De te defender&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1050981984209379161?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1050981984209379161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1050981984209379161' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1050981984209379161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1050981984209379161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/10/poemas-maconheiros_31.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Suy_KNDTGEI/AAAAAAAAAPE/stPRoQXEjPc/s72-c/Robots+and+Souls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8830159167149734106</id><published>2009-10-20T22:55:00.001-02:00</published><updated>2009-11-08T08:41:37.631-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SuMMQxCI6tI/AAAAAAAAAO0/ujlD5Andet0/s1600-h/hausmann_art_critic.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SuMMQxCI6tI/AAAAAAAAAO0/ujlD5Andet0/s320/hausmann_art_critic.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396170260699736786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mau&lt;br /&gt;é mais que dar tiro&lt;br /&gt;é mais que saber qual pistola&lt;br /&gt;tal faz tal buraco&lt;br /&gt;qual fuzil faz tal barulho&lt;br /&gt;e qual traçante é a mais verde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser mau&lt;br /&gt;é não ser homem,&lt;br /&gt;nem animal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é ser alguma coisa entre &lt;br /&gt;ser covarde &lt;br /&gt;e medíocre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser mau &lt;br /&gt;é não ser bandido &lt;br /&gt;nem policial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é ser mais ou menos&lt;br /&gt;uma porcaria qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser mau&lt;br /&gt;é ser aquilo &lt;br /&gt;que não se quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é não honrar pai e mãe&lt;br /&gt;é ser um merda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser mau&lt;br /&gt;não se compra &lt;br /&gt;nem se herda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai se achando por aí&lt;br /&gt;misturado ao entulho&lt;br /&gt;e ao escremento social&lt;br /&gt;estampado em redes de tv&lt;br /&gt;espantado no retrato do jornal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil ser mau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair matando adoidado é fácil&lt;br /&gt;Sair matando criança,&lt;br /&gt;velho, bicho e mulher é mole&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil ser mau&lt;br /&gt;mais difícil ainda &lt;br /&gt;é não ser frouxo,&lt;br /&gt;é não ficar emudecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser mau&lt;br /&gt;não é se esconder&lt;br /&gt;dentro&lt;br /&gt;de uma farda&lt;br /&gt;de policial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem debaixo da &lt;br /&gt;pele de um otário&lt;br /&gt;que se diz &lt;br /&gt;ser bandido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mau é ser homem. E só.&lt;br /&gt;É dizer não. &lt;br /&gt;E, por que não, &lt;br /&gt;às vezes dizer sim, também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é não precisar bater nem matar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tornar-se mau&lt;br /&gt;à própria custa&lt;br /&gt;não, à custa de alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8830159167149734106?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8830159167149734106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8830159167149734106' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8830159167149734106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8830159167149734106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/10/poemas-maconheiros_20.html' title='poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SuMMQxCI6tI/AAAAAAAAAO0/ujlD5Andet0/s72-c/hausmann_art_critic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-7336747795886001716</id><published>2009-10-09T17:54:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:40:30.121-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/StKD_vR72RI/AAAAAAAAAOs/6YPZj5DM8vE/s1600-h/dada_UpgradeUndergonedada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/StKD_vR72RI/AAAAAAAAAOs/6YPZj5DM8vE/s320/dada_UpgradeUndergonedada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391516834962594066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que ser poeta&lt;br /&gt;é não ser poeta&lt;br /&gt;é ter salvo conduto&lt;br /&gt;objetivo e meta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É não revestir-se&lt;br /&gt;de tolice e insignificância&lt;br /&gt;e com leveza atravessar as agruras&lt;br /&gt;e as doçuras da infância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora direis, &lt;br /&gt;ouvir estrelas,&lt;br /&gt;fodam-se as estrelas&lt;br /&gt;e eu te direi então,&lt;br /&gt;de que outra forma &lt;br /&gt;lá chegar&lt;br /&gt;quando devolver &lt;br /&gt;esse corpo ao chão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora direis,&lt;br /&gt;uivar para a lua&lt;br /&gt;fodam-se os minguantes&lt;br /&gt;e quarto crecentes&lt;br /&gt;e poderei então lhe mostrar&lt;br /&gt;de que  forma&lt;br /&gt;socorrerei minha alma &lt;br /&gt;quando náufraga e nua&lt;br /&gt;acoplar-se a meteoros cintilantes&lt;br /&gt;e corpos celestes reluzentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que ser poeta é não ser poeta&lt;br /&gt;E ser poeta é ruim pra caceta&lt;br /&gt;É fazer versos e rimas.Ser esteta&lt;br /&gt;Boneco de cera. Escultura. Estatueta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caminhar entre fantasmas&lt;br /&gt;É habitar um mundo além&lt;br /&gt;É entender o silêncio&lt;br /&gt;Como um murmúrio &lt;br /&gt;Entre os ferros das rodas&lt;br /&gt;e os dormentes dos trilhos do trem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser genio sendo idiota&lt;br /&gt;Capaz de entender uma curva&lt;br /&gt;Como uma reta a corrigir&lt;br /&gt;constantemente&lt;br /&gt;a sua rota&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-7336747795886001716?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/7336747795886001716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=7336747795886001716' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7336747795886001716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7336747795886001716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/10/poemas-maconheiros_09.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/StKD_vR72RI/AAAAAAAAAOs/6YPZj5DM8vE/s72-c/dada_UpgradeUndergonedada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8345379038333311621</id><published>2009-10-09T07:42:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:40:01.657-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sem Poema'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8345379038333311621?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8345379038333311621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8345379038333311621' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8345379038333311621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8345379038333311621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2205320707022445823</id><published>2009-10-07T19:09:00.002-03:00</published><updated>2009-11-08T08:39:16.374-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Ss0SRMzizJI/AAAAAAAAAOk/cMywGCN7NB8/s1600-h/Jardim-psicodelico.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Ss0SRMzizJI/AAAAAAAAAOk/cMywGCN7NB8/s320/Jardim-psicodelico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389984415736843410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais longe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra se chegar ao coração de um pai&lt;br /&gt;É preciso que se lhe arranque a cabeça&lt;br /&gt;Se lhe coloque em sepulturas rasas&lt;br /&gt;E se lhe o ataque a dedos em riste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se chegar ao coração de um pai&lt;br /&gt;É preciso não ser-lhe filho&lt;br /&gt;É preciso não conhece-lo&lt;br /&gt;É espantar-se com o amor&lt;br /&gt;Que a cada dia cresce&lt;br /&gt;Junto com nossos pelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É absolver-se da culpa&lt;br /&gt;Retida em nossos poros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso perder o medo&lt;br /&gt;E também perder os modos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errar cem vezes o caminho&lt;br /&gt;Se atrapalhar todo&lt;br /&gt;E perguntar tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chorar. Chorar muito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorar a seco&lt;br /&gt;Inundar os olhos de terra&lt;br /&gt;E encher o peito de emplastros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar pra lá e pra cá&lt;br /&gt;Correr pra cima e pra baixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esconder. Se mostrar&lt;br /&gt;Se render, sem vergar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há de se chegar&lt;br /&gt;Há de se pedir sua bença&lt;br /&gt;Ao dormir, ao acordar&lt;br /&gt;Durante  o sono&lt;br /&gt;E nas horas&lt;br /&gt;Que de si dispensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se conhecer&lt;br /&gt;E experimentar&lt;br /&gt;Essa emoção maravilhosa&lt;br /&gt;Mesmo por um segundo&lt;br /&gt;De assistir um coração bater&lt;br /&gt;Até se arrebentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração amado&lt;br /&gt;Onde voce viveu, sempre,&lt;br /&gt;Livre como um vagabundo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2205320707022445823?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2205320707022445823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2205320707022445823' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2205320707022445823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2205320707022445823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/10/poemas-maconheiros_07.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Ss0SRMzizJI/AAAAAAAAAOk/cMywGCN7NB8/s72-c/Jardim-psicodelico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-897531758501160229</id><published>2009-10-01T12:07:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:38:10.783-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Ssd35HKX5cI/AAAAAAAAAOc/hha8NM93hKA/s1600-h/Kemmer_web6.balls.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Ssd35HKX5cI/AAAAAAAAAOc/hha8NM93hKA/s320/Kemmer_web6.balls.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388407302230894018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Medo?&lt;br /&gt;Só de fechar os olhos&lt;br /&gt;e não ver o dia nascer&lt;br /&gt;Medo de morrer logo mais&lt;br /&gt;Medo de nunca morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de ter que matar &lt;br /&gt;De ter que dizer a verdade&lt;br /&gt;De não ter mais a quem amar&lt;br /&gt;E de merecer piedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo?&lt;br /&gt;Só de não sentir medo de nada&lt;br /&gt;Que seja um medin à toa, de bobo&lt;br /&gt;De barata, galinha, passar debaixo de escada&lt;br /&gt;Da vovó, do caçador e do lobo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo da ignorancia&lt;br /&gt;Medo de ser sutil&lt;br /&gt;Medo da minha infância&lt;br /&gt;Medo de ser senil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ficar banguela, careca, curvado&lt;br /&gt;Medo de não andar  &lt;br /&gt;De incontinência urinária, andar todo cagado&lt;br /&gt;De sucumbir, cair. &lt;br /&gt;Se entregar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo?&lt;br /&gt;Só de abrir os olhos&lt;br /&gt;e ver que o tempo passou&lt;br /&gt;e bêbado atropelou minha coragem&lt;br /&gt;deu marcha-a-ré, me socorreu&lt;br /&gt;E não me salvou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-897531758501160229?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/897531758501160229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=897531758501160229' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/897531758501160229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/897531758501160229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/10/poemas-maconheiros.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Ssd35HKX5cI/AAAAAAAAAOc/hha8NM93hKA/s72-c/Kemmer_web6.balls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1027463883682256502</id><published>2009-09-26T16:31:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T09:01:25.797-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Maconheuiafalando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sr5ubEeDBRI/AAAAAAAAANc/ehXaEBXG8o4/s1600-h/Don%27t+Kill+Andy!.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sr5ubEeDBRI/AAAAAAAAANc/ehXaEBXG8o4/s320/Don%27t+Kill+Andy!.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385863615716984082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;O papo de maconha comigo é o seguinte: fui porque quiz.E fui sozinho. Aos dez anos,  estava com meus colegas  de pique e carniça,  reunidos em roda para mais uma brincadeira nas noites daquela infância, quando rolou um cochicho de que o que o cara sentado no muro da rua onde brincaríamos era um maconheiro e que estava fumando maconha. Deixei-os e rumei no rumo do cara e pedi para experimentar; ele então me passou o que estava fumando, e já estava no finalzinho, um pedacinho de nada, enfiado entre um palito de fósforo que fora cortado ao meio, formando uma forquilha, um ypsilone. Dei um trago, não senti nenhum efeito, mas de qualquer maneira me preparara para o encontro que se deu um ano mais tarde quando passei para o ginasial.&lt;br /&gt;    Também nunca apliquei ninguém, e quando aos dezoito, já cascudo na onda, numa rapeize em que tínhamos como mascote a companhia de um garoto de uns dez anos, nunca permiti que se aplicasse o guri, e mesmo, quando num impulso de curiosidade ele pediu para experimentar, não deixamos.&lt;br /&gt;    Então foi isso. A maconha estava lá na dela, quieta e eu fui chegando com meu cabeção sedento de por que não pode?, e fui podendo, e correndo, e fumando e ficando pixadão, mas sempre considerado e respeitado, em casa e na rua, por parentes e por vizinhos, e trabalhando e estudando, e me dispondo a experimentos para expansão dos meus sentidos, e dando um sentido à minha vida, alterada para sempre depois daquela manhã, em que eu garoto, acordei antes de todo mundo, e tinha gente pra cacete dormindo em tudo que era canto da casa, e naquele 1º de janeiro eu morri de medo ao perceber que nem tudo era vida, barulho, movimento, e que antes de eu viver, onde é que eu estaria?, e onde todos estariam?, e aí que naquela noite, com aquela forquilha na mão, dando um barrufo de nada naquela beatinha já quase morta, eu sabia que estava arrumando alguma coisa pra me acompanhar quando me encontrasse sòzinho no meio da multidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1027463883682256502?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1027463883682256502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1027463883682256502' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1027463883682256502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1027463883682256502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/09/maconheuiafalando.html' title='Maconheuiafalando'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sr5ubEeDBRI/AAAAAAAAANc/ehXaEBXG8o4/s72-c/Don%27t+Kill+Andy!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2562191551894378678</id><published>2009-09-20T09:07:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:37:34.599-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SsPjy0JrDPI/AAAAAAAAAOU/35bRpT2hlmE/s1600-h/17.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 255px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SsPjy0JrDPI/AAAAAAAAAOU/35bRpT2hlmE/s320/17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387400041397423346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;All righht&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo certo&lt;br /&gt;Após esses anos todos&lt;br /&gt;Mesmo tendo quebrado a cara&lt;br /&gt;Mantive meu coração por perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro&lt;br /&gt;Ardente e arfante&lt;br /&gt;A sair pela boca&lt;br /&gt;Criar asas e voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fora&lt;br /&gt;Pálido e dissonante&lt;br /&gt;A se esconder entre os olhos&lt;br /&gt;Cerrando o cenho&lt;br /&gt;Agravando o ser e o estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração &lt;br /&gt;é uma nave russa&lt;br /&gt;voando sobre terra americana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem complexidade atômica&lt;br /&gt;e fragilidade nuclear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameaça a Deus e o Mundo&lt;br /&gt;E a todo instante e segundo&lt;br /&gt;Ameaça explodir&lt;br /&gt;De tanto te amar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2562191551894378678?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2562191551894378678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2562191551894378678' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2562191551894378678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2562191551894378678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/09/poemas-maconheiros.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SsPjy0JrDPI/AAAAAAAAAOU/35bRpT2hlmE/s72-c/17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2579895904098400275</id><published>2009-09-07T12:31:00.003-03:00</published><updated>2009-11-08T09:41:35.428-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo/Poemas'/><title type='text'>Teologia e Libertação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SqUn-PwHZ8I/AAAAAAAAAMc/ik_J1gHWFm8/s1600-h/imagem5.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SqUn-PwHZ8I/AAAAAAAAAMc/ik_J1gHWFm8/s320/imagem5.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378749280297641922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OH! Cristo&lt;br /&gt;que és Cristo&lt;br /&gt;Só Cristo é Cristo&lt;br /&gt;( Tiradentes é Cristo? )&lt;br /&gt;OH! Cristo&lt;br /&gt;que és Cristo&lt;br /&gt;Só Cristo é Cristo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha a nós&lt;br /&gt;A existência efêmera&lt;br /&gt;O ababndono&lt;br /&gt;A solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que sigamos vós&lt;br /&gt;À vida plena&lt;br /&gt;Ao grande encontro&lt;br /&gt;À salvação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúdo, honrado, a companhia do Andre do Blog da Rua 9 e do Kleber, que eu já tivera o prazer de conhecer através de um post seu a respeito de um reveillon na praia, e de outro sobre usuários de drogas, e agora mais recentemente, abordando brilhantemente os  religiosos e seus orgulhosos Deuses. Já o da Rua 9, fui conhecer assim que o vi por aqui, e dar de cara com aquela maravilha de foto em preto e branco ( nela também presente um seguidor de Cristo ), belos poemas,e ontem, acho eu, um poeta falava Dele.&lt;br /&gt;A vcs de agora e a vcs de antes o meu obrigado por estarmos nessa, juntos e misturados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2579895904098400275?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2579895904098400275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2579895904098400275' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2579895904098400275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2579895904098400275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/09/teologia-e-libertacao.html' title='Teologia e Libertação'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SqUn-PwHZ8I/AAAAAAAAAMc/ik_J1gHWFm8/s72-c/imagem5.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2931717927127876741</id><published>2009-08-07T23:48:00.002-03:00</published><updated>2009-11-08T10:04:18.000-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Arte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnzoFrHI8PI/AAAAAAAAAMI/45Ta58-Ig6o/s1600-h/imagemtu.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnzoFrHI8PI/AAAAAAAAAMI/45Ta58-Ig6o/s320/imagemtu.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367420040088449266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...&lt;br /&gt;Arte&lt;br /&gt;O espanto da morte&lt;br /&gt;ao passar da inexistencia&lt;br /&gt;a ação&lt;br /&gt;no exato instante&lt;br /&gt;em que é&lt;br /&gt;fulminantemente forte&lt;br /&gt;em que há cegueira&lt;br /&gt;em busca&lt;br /&gt;da escuridão "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2931717927127876741?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2931717927127876741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2931717927127876741' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2931717927127876741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2931717927127876741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/08/arte.html' title='Arte'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnzoFrHI8PI/AAAAAAAAAMI/45Ta58-Ig6o/s72-c/imagemtu.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3935248071208719363</id><published>2009-07-28T07:27:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:35:30.112-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnIFusKDO-I/AAAAAAAAALw/TJalcICO7bc/s1600-h/imagemW.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnIFusKDO-I/AAAAAAAAALw/TJalcICO7bc/s320/imagemW.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364356405837118434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII - THE END&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Urgente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar com ele&lt;br /&gt;sentar&lt;br /&gt;frente a frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não dar a mim&lt;br /&gt;nem a ele&lt;br /&gt;tempo pra fugir&lt;br /&gt;e não ter&lt;br /&gt;nem eu nem ele&lt;br /&gt;do que &lt;br /&gt;se lamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Urgente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso rever&lt;br /&gt;e reaver&lt;br /&gt;o que de mim&lt;br /&gt;se fez ausente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se fez abandono&lt;br /&gt;má sorte, sei lá,&lt;br /&gt;se fez contundente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolher, lá,&lt;br /&gt;restos de socos&lt;br /&gt;de tapas&lt;br /&gt;fios desemcapados&lt;br /&gt;tanques de água fervente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconfessáveis &lt;br /&gt;formas de agonizar&lt;br /&gt;se arrepiar&lt;br /&gt;ficar doente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Urgente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capturar meu&lt;br /&gt;grito primal&lt;br /&gt;livrar-me da jaula&lt;br /&gt;dos grilhões&lt;br /&gt;lançar fora a corrente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aniquilar o ventre&lt;br /&gt;a raiz&lt;br /&gt;a semente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escapar da morte&lt;br /&gt;Viver!&lt;br /&gt;Ocaso, horizonte,&lt;br /&gt;Nascente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzar o céu da psique&lt;br /&gt;e estrelar com brilho&lt;br /&gt;minha mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com coragem&lt;br /&gt;mas, disfarçadamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Mas tem tempo&lt;br /&gt;Deixa quieto&lt;br /&gt;Não é nada&lt;br /&gt;Urgente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que poema horrível, amor. Quem está enterrado aí?&lt;br /&gt;- Aí? Aí está enterrada uma criança. Está sepultado um jovem. Um casal.&lt;br /&gt;Está sepultada a esperança, a inocência e a poesia dos primeiros dias.&lt;br /&gt;Viessem à beira deste túmulo, as crianças de rua, do mundo todo, com certeza jogariam aqui os seus cachimbos de crack, suas latas de cola, suas estopas de thinner.&lt;br /&gt;Pudessem vir aqui, as mulheres que traíram seus maridos, poderiam elas olharem para suas partes íntimas e lá encontrarem os olhos de quem as mereceram.&lt;br /&gt;Chegassem à beira deste túmulo, os maridos traídos, e aqui poderiam lançar suas metades destroçadas.&lt;br /&gt;Pudesse o país vir aqui, e gerações teriam sido poupadas da morte vã.&lt;br /&gt;- E por quê voce colocou sobre a cruz um ovo?&lt;br /&gt;- Porque um escritor alemão, pela boca de um personagem seu, me ensinou, que " o mundo é um ovo, e pra se nascer, é preciso destruir o mundo. E que, a ave voa para Deus, e Deus para ele é Abraxas. Para mim Deus é a Paz. E pra voce Madheleine, quem é Deus?&lt;br /&gt;- Deus é meu pai, que me amou da forma que eu mais gostei de ser amada, e a quem amei da forma que eu mais gostei de amar alguém.&lt;br /&gt;- Então prá voce, Deus está morto?&lt;br /&gt;- Quem sabe amar e sabe ser amado, nunca morre. Sempre vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na eternidade&lt;br /&gt;ao lado de Jesus&lt;br /&gt;Anseio logo estar&lt;br /&gt;E esse mundo deixar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero com os anjos&lt;br /&gt;formar um grande coro&lt;br /&gt;e cantar louvores&lt;br /&gt;de adoração ao Senhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coro dos anjos&lt;br /&gt;e as vozes dos arcanjos&lt;br /&gt;já louvam a Jesus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve os remidos&lt;br /&gt;na glória estarão&lt;br /&gt;e junto com os anjos e arcanjos&lt;br /&gt;vão para sempre louvar a Jesus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudai a Jesus!&lt;br /&gt;Ele é o Deus da Glória&lt;br /&gt;Que virá nos buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venha sobre mim a pretensão de ser original. Centos mil anos não me afastam tanto assim do primeiro ser humano. Estou certo de que, para qualquer caverna de tempo para onde meu coração me levar, encontrarei nano partículas da minha existencia nas gravações rupestres. Nas representações de caça, nas orações de graça, na emoção de uma palavra de carinho, que me chega de onde, talvez, nunca poderei estar um dia. De alguém com quem, talvez, nunca venha a estar um dia. E, me levando, meu coração, a cavernas de um tempo cibernéticamente anunciado, ali também encontrarei partículas infinitesimais de meus bons pensamentos, que ousei ter um dia, integrado a alguma coisa boa que tivermos deixado como contribuição para a evolução da Moral e dos Costumes. Para a perpetuação da Justa Sapiencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto aos escombros. Os dias atuais não me reconhecem; negam-me o trabalho; dedenham da minha disposição física  e mental. Arrastam -me para algum lugar que me dá medo. E isso é bom. Acho que tenho coragem suficiente para qual medo vier. Coragem até para pedir ajuda. Estou aceitando até esporro, mas palavras carinhosas de afago são muito bem vindas. E estou colocando a venda meus poemas e desenhos. Contato pelo e-mail silviocarreiro@hotmail.com ou pelo telefone ( DDD 21 - Tel. 26341351)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3935248071208719363?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3935248071208719363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3935248071208719363' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3935248071208719363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3935248071208719363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_28.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnIFusKDO-I/AAAAAAAAALw/TJalcICO7bc/s72-c/imagemW.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3727168726878247279</id><published>2009-07-27T23:59:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:35:03.775-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnAb1uryC7I/AAAAAAAAALo/yw8Hmmodkcs/s1600-h/imagemQ.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnAb1uryC7I/AAAAAAAAALo/yw8Hmmodkcs/s320/imagemQ.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363817766076943282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI - O Relatório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princípia Civil Estadual&lt;br /&gt;Secretaria da Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatório do que foi esclarecido sobre o evento&lt;br /&gt;Envolvendo uma van que voou 4,2 Km tendo em seu interior&lt;br /&gt;3 corpos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Sobre o corpo com os registros sinápticos mais significativos&lt;br /&gt;acerca dos ultimos momentos vividos dentro do veículo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conclusivo que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O poeta nunca nasceu. Percorreu o limbo, migrando pra lá e pra cá com uma tábua rasa de versos capengas, tendo alcançado refúgio e abrigo, após ter rasgado o peito e o coração, Day by day.&lt;br /&gt;Nunca nasceu, e por certo, não é este que aqui está, cabeça aberta ao meio, face colada ao chão.&lt;br /&gt;Embarcou na van disposto a morrer, e saltou para a vida, ainda a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O motorista, por ter sido alijado da direção quando a van alçou vôo, diz-nos, sem dúvidas, que já estava morto, e que ali estava para novamente morrer, vendo a morte que não vira antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sobre o que dormia, tranquilo, em posição fetal, pela condição esgarçada e rota do tecido do qual era composto o cordão, e pelos vestígios de borracha, do que muitos anos atraz fôra uma chupeta, certo é que já estava morto há tempos. E pela forma adulta, certo é , também, que viveu nova vida,e buscou acertar as pontas soltas entre um estágio anteriormente vivido e o estágio presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tal forma, não tendo esta tragédia urbana sido causada por nenhum dos que a ocupavam, afirmo que, apesar do que encontramos em seu interior, não há corpos a serem sepultados, e não tendo quem a reclame, seguirá a van para o Cemitério de Automóveis, onde sob pressão de toneladas de ar comprimido, deverá retornar à sua condição de lata. E quanto ao fato de ter voado 4,2 Km, reconhecido é atualmente, que há fatos e fenômenos para os quais não sabemos como e porque ocorrem, e sábio é aceitar que não existe mesmo explicações capazes de trazer para a luz do nosso incipiente saber, a verdade de tais fatos e fenômenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Princípeto, honradamente designado pelo Ministério Público do Novo Povo, Phd em Física Quântica; Doutor em Filosofia; Master Especialista em Paz Pública, com formação da Egrégia Universidade Superior Brasileira, Sebastião Silva das Couves, assino este Relatório, e é tudo verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3727168726878247279?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3727168726878247279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3727168726878247279' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3727168726878247279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3727168726878247279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_27.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SnAb1uryC7I/AAAAAAAAALo/yw8Hmmodkcs/s72-c/imagemQ.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5121276436239415554</id><published>2009-07-25T19:11:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:34:41.204-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmuRY7OmZ7I/AAAAAAAAALg/ry-uNw7NoRc/s1600-h/imagem13.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmuRY7OmZ7I/AAAAAAAAALg/ry-uNw7NoRc/s320/imagem13.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362539638716524466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X - A verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-o. Não conseguirás me imprensionar com essa falácia de honrar-me com a justiça desse acerto de contas com este poeta, porque era eu quem estava lá. E quando soube que virias aqui tratar desse assunto, vim eu, para impedir mais um engano teu. Como o que cometestes ao levar-me num atropelamento de nada, no começo da minha vida, e nem era ainda a minha hora.&lt;br /&gt;Por conta dessa tua burrice, ganhei ali mesmo, nova chance de viver em outro corpo, e só sinalizei com as marcas no pescoço, quando tentaram me salvar, para deixar claro que eu tinha um acerto a fazer com este que queres levar. Não estamos aqui para que o leves por conta de um descontrole de criança enciumada. Eu estava lá, e pude sentir que suas mãos em volta do meu pescoço não continham a força que a maldade confere aos insanos. Dele me lembro nos bons momentos de galope e brincadeiras.&lt;br /&gt;Então, por favor, coloque este corpo do qual se apoderaste para vir até aqui, deita-o na estrada, face colada ao chão, e suma-se daqui!&lt;br /&gt;Quanto a voce, poeta, eu só precisava mesmo te encontrar para livrá-lo dessa culpa que carregas sem motivo. Não quisestes e por isso não conseguistes me machucar.&lt;br /&gt;Alem do mais, nessa nova vida que ganhei, pude tomar conhecimento de como te afigias com a lembrança dessa passagem que tivemos.&lt;br /&gt;- Mas, e minha culpa com relação à tua mãe?&lt;br /&gt;- Fique tranquilo. Minha nova vida viví-a a seu lado, como filho de uma vizinha dela, e protegí-a, e dela cuidei, sempre dela ouvindo o quanto lhe lembrava o filho amado.&lt;br /&gt;E o mal que ela pudesse lhe fazer, sofrestes nas mãos de sua mulher.&lt;br /&gt;- É verdade. Eu sempre desconfiei que havia relação com esse nosso episódio passado o fato de ter-me casado com uma mulher com o mesmo nome de sua mãe, e ter suportado o tanto de mal que ela me faz , até hoje, apesar de saber o quanto ela me ama.&lt;br /&gt;- Aí está, eu te digo, como expiarás tua culpa em relação a mim e minha mãe: ama tua Madalena verdadeiramente, e fechado estará esse ciclo.&lt;br /&gt;E quanto ao que estamos vivendo esta noite; a morte está lá fora, impedida pela verdade dos fatos, de te levar. E deixa lá o mesmo corpo infeliz que a trouxe até aqui. O motorista cumpriu sua missão, que ele pensava ser a de trazer para te apresentar à morte e te guiar na passagem, quando na verdade quem a tinha de ver era ele, já que havia saído dessa vida dormindo. Foi trazido aqui para vê-la de frente, e em todo seu horror.&lt;br /&gt;Quanto a mim, voltarei ao meu banco, e por favor, antes de saires coloca sobre mim o cordão com a chupeta, para que minha mãe possa enfim compreender, no coração, o que se passou, e dessa forma, aliviar-se e reconciliar-se com a vida, que ela sempre julgou madrasta, pensando ter sido apartada de mim ainda tão cedo.&lt;br /&gt;- Posso colocar um poema sobre a cruz à beira da estrada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5121276436239415554?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5121276436239415554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5121276436239415554' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5121276436239415554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5121276436239415554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_25.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmuRY7OmZ7I/AAAAAAAAALg/ry-uNw7NoRc/s72-c/imagem13.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1446353632534173930</id><published>2009-07-22T19:14:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:34:07.171-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmezDPruBnI/AAAAAAAAALY/ZnSrMyiE4A0/s1600-h/imagem17.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmezDPruBnI/AAAAAAAAALY/ZnSrMyiE4A0/s320/imagem17.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361450749738747506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX - A morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca havia morrido antes, mas sempre achei que a morte era cega. E burra.&lt;br /&gt;Por isso quando ela surgiu, no meio da noite, naquela rua transversal, quase esfregando na minha cara, a chupeta do Zé Roberto, eu fiquei na minha.&lt;br /&gt;E quando, no momento seguinte, ela já estava dentro da van, me sacolejando e me rodopiando, e berrando nos meus ouvidos suas ventanias amedrontadoras, suas gargalhadas apavorantes, só obteve de mim os versos e as estrofes que me ocuparam a mente, pouco antes de ela se apresentar: " Preciso visitar &lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Estar com ele&lt;br /&gt;Sentar freente a frente "&lt;br /&gt;E ela, estúpida e equivocada, en sua exasperação hedionda, gritando para mim " Vem! Ajoelha-te aos pés da Santa Cruz &lt;br /&gt;Para que lhe parta ao meio a cabeça&lt;br /&gt;E apague de lá sua luz "&lt;br /&gt;E eu; " Preciso visitar meu inconsciente... E ela mais possessa:&lt;br /&gt;" Vem! Arrasta-te ao teu passado de moleque imundo e torpe ", e trazia aos meus olhos, as imagens estroboscópicas, devido à rotação acelerada do meu corpo, das brincadeiras de garupa com o menininho Zé Roberto, quando com raiva dele por atrair para si as atenções de meu colega, tão logo chegávamos da escola, e tudo tinha que esperar, o jogo de botão, o pique, as figurinhas, tudo tinha que esperar porque a primazia era do menininho, e cadê o tutuquinho do Tutuca, cadê o Zé Roberto do Tutuca, e ele lindo no seu sorriso de 2 ou 3 dentinhos, e eu ficava com ciúme, relegado a segundo plano, e eu ah! deixa eu levar ele na garupa, e galope, galope, e era só chegar a mureta que nos livrava dos olhos de sua mãe, e começava a apertar o pescocinho dele, e eu gritava, sacudido pela força atávica da conjuração de pavor e culpa, e eu " Não!Não é isso tudo, nem dessa forma que voce, coisa medonha, quer fazer parecer!" e eu, já aceitando e quase me entregando à sua sanha, quase desfigurado já, e até convencido do exagero do meu pecado e da justa pena, e eis que levanta-se do banco a frente, o passageiro que até então tranquilo dormia, e com autoridade falou, num tom brando e cortante feito faca amolada:&lt;br /&gt;" Deixa-o, morte estúpida e ignorante, porque eu estava lá, e posso falar do quão bom era andar naquela garupa."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1446353632534173930?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1446353632534173930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1446353632534173930' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1446353632534173930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1446353632534173930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_22.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmezDPruBnI/AAAAAAAAALY/ZnSrMyiE4A0/s72-c/imagem17.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6747466594645802408</id><published>2009-07-20T19:12:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:33:42.192-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmT8imdeS3I/AAAAAAAAALQ/SMLORuTXKEc/s1600-h/imagem50.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmT8imdeS3I/AAAAAAAAALQ/SMLORuTXKEc/s320/imagem50.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360687127847652210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve&lt;br /&gt;quem me fizesse&lt;br /&gt;diferente&lt;br /&gt;do que sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem coube a mim&lt;br /&gt;fazer-me&lt;br /&gt;do jeito&lt;br /&gt;que eu sempre&lt;br /&gt;quiz ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coube a voce&lt;br /&gt;não amar-me &lt;br /&gt;quando voce&lt;br /&gt;me amou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coube a mim&lt;br /&gt;Arrancar de voce&lt;br /&gt;o amor por voce&lt;br /&gt;que eu não soube ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houvéssemos &lt;br /&gt;falado &lt;br /&gt;o idioma&lt;br /&gt;da Paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houvéssemos&lt;br /&gt;ouvido&lt;br /&gt;o cristalino&lt;br /&gt;riso&lt;br /&gt;do Prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houvéssemos&lt;br /&gt;visto&lt;br /&gt;nossos rastros&lt;br /&gt;no colchão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seríamos&lt;br /&gt;pra nós&lt;br /&gt;aquilo que&lt;br /&gt;não quizemos ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve&lt;br /&gt;quem me fizesse&lt;br /&gt;diferente &lt;br /&gt;do que sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem houve&lt;br /&gt;quem visse &lt;br /&gt;em mim&lt;br /&gt;vestígios&lt;br /&gt;do que restou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventei outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei um jeans&lt;br /&gt;um livro&lt;br /&gt;um disco&lt;br /&gt;um beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-me aqui&lt;br /&gt;Aqui estou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6747466594645802408?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6747466594645802408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6747466594645802408' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6747466594645802408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6747466594645802408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/poemas-maconheiros_20.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmT8imdeS3I/AAAAAAAAALQ/SMLORuTXKEc/s72-c/imagem50.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4338718216110366059</id><published>2009-07-17T22:45:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:33:17.467-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmJdx-4_h5I/AAAAAAAAALI/QPgu-G5nvDk/s1600-h/imagemtres.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmJdx-4_h5I/AAAAAAAAALI/QPgu-G5nvDk/s320/imagemtres.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359949619801327506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poemas humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poemas&lt;br /&gt;a serem escritos&lt;br /&gt;especialmente&lt;br /&gt;para os aflitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para os que sofrem&lt;br /&gt;para os sensíveis&lt;br /&gt;e os esquisitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merecem poemas&lt;br /&gt;os que não &lt;br /&gt;suportam gritos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que têm os corações&lt;br /&gt;aos pulos&lt;br /&gt;sofrem tremores&lt;br /&gt;agitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecem poemas&lt;br /&gt;os que se escondem&lt;br /&gt;os que são mitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os que têm medos&lt;br /&gt;piripaques&lt;br /&gt;faniquitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merecem poemas&lt;br /&gt;todos os que&lt;br /&gt;distoam&lt;br /&gt;e os que seguem&lt;br /&gt;ritos&lt;br /&gt;também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os que fracassam&lt;br /&gt;os que amaldiçoam&lt;br /&gt;merecem poemas os &lt;br /&gt;que dizem amén&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merecem poemas&lt;br /&gt;os pai as mães&lt;br /&gt;os vidros &lt;br /&gt;de óvulos e&lt;br /&gt;sêmen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecem poemas&lt;br /&gt;os poetas&lt;br /&gt;esses seres&lt;br /&gt;do além&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecem poemas&lt;br /&gt;as almas penadas&lt;br /&gt;as iluminadas&lt;br /&gt;Merecem poemas &lt;br /&gt;o mal e o bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecem poemas&lt;br /&gt;o um e o dois&lt;br /&gt;o mil o nenhum&lt;br /&gt;o cinco e o cem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merecem poemas&lt;br /&gt;quem canta&lt;br /&gt;quem dança&lt;br /&gt;quem vai &lt;br /&gt;e quem &lt;br /&gt;vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merecem poemas os anjos&lt;br /&gt;os com asas&lt;br /&gt;os sem asas&lt;br /&gt;os que se elevam &lt;br /&gt;e os que caem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merecem poemas&lt;br /&gt;os que choram&lt;br /&gt;os que se engasgam&lt;br /&gt;os que riem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecem poemas&lt;br /&gt;o nosso&lt;br /&gt;passar&lt;br /&gt;dos anos&lt;br /&gt;quando percebemos&lt;br /&gt;que os necessitados&lt;br /&gt;são àqueles&lt;br /&gt;de quem &lt;br /&gt;necessitamos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4338718216110366059?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4338718216110366059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4338718216110366059' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4338718216110366059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4338718216110366059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/poermas-maconheiros.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmJdx-4_h5I/AAAAAAAAALI/QPgu-G5nvDk/s72-c/imagemtres.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1100187546616538592</id><published>2009-07-17T22:41:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:32:52.888-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmEozvU7khI/AAAAAAAAALA/yxP_YtYPuIo/s1600-h/imagemduas.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmEozvU7khI/AAAAAAAAALA/yxP_YtYPuIo/s320/imagemduas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359609900890296850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII - O Vôo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele embarcou na van, naquela noite, eu sabia que ele iria morrer.Eu estava lá por este motivo. Era a minha tarefa, acompanha-lo na sua passagem.&lt;br /&gt;Eu sabia que ele iria morrer, mas não sabia como. Por isso, quando aconteceu, não pude evitar o espanto nos olhos, que se arregalaram até quase saltarem das órbitas, nem a contrição dos músculos das faces, que me deixaram como uma carranca.&lt;br /&gt;Foi tudo muito rápido. Assustadoramente rápido!&lt;br /&gt;Num momento era a estrada, a noite, o silêncio; um passageiro que dormia, outro acordado, e de repente, o pavor de ventos uivando, saindo em redemoinho da boca do passageiro, feito um ciclone, que vinha num crescendo de palavras que se atropelavam, " inconsciente, meu , preciso" e não sei que mais, e os bancos da van começaram a querer se desprender, e uma barulheira da porra, e daí pra frente, nem volante, nem cabo de marchas, nem faróis, nada, nada me obedecia, alijado da direção, e ainda lutando, até defrontar-me com aquela coisa pavorosa  " O que é que é isso! Meu Deus! Nãooo!&lt;br /&gt;E sob o medo intenso, jamais experimentado, ainda percebi a van envolta em turbilhão de berros abissais, e gargalhares, e prantos dolorosos, alçar vôo sob esse tornado imemorial, sob essa manifestação aguda de nada com porra nenhuma, sem forma, só força de vingança e crueldade.&lt;br /&gt;O passageiro portador daquela transfiguração, dentro daquele redemoinho que dele próprio saia, o fazendo rodopiar descontroladamente, lançava lágrimas que se misturavam às suas exalações de espírito e voz gutural " Não! Eu não fiz isto! Eu não fiz assim! E tinha choro de criança, e grunhidos cavernosos, e personificações malignas, e foi o mundo de cabeça pra baixo, e foi um ranger de dentes, e e ondas caudalosas de fúria aniquiladora e malsã.E pronto, Acabou o mundo. Acabou. A van voou. O cara morreu. O passageiro que dormia continuou dormindo, e estranhamente, dormia tranquilo, sereno, em posição fetal.&lt;br /&gt;Aí eu fechei os olhos, e morri novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1100187546616538592?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1100187546616538592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1100187546616538592' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1100187546616538592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1100187546616538592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_17.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SmEozvU7khI/AAAAAAAAALA/yxP_YtYPuIo/s72-c/imagemduas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1674995467402640702</id><published>2009-07-16T19:17:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:32:26.885-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sl-o0h0WJTI/AAAAAAAAAK4/PNEXSo8uL9c/s1600-h/imagemuma.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sl-o0h0WJTI/AAAAAAAAAK4/PNEXSo8uL9c/s320/imagemuma.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359187701978768690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII - Madalena e Zé Roberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madalena, que ainda  morava num casebre das imediações, contou ter perdido o filho num atropelamento, e que durante as tentativas médicas de salvar o menino, ainda ali no local, surgiram, sem mais nem porque, marcas em volta do pescoço, como se o filho, em alguma época, tivesse sofrido esganadura, o que resultou para si numa cruel, pois injusta, suspeita. Contou ainda, que o atropelamento ocorrera pouco tempo depois de ali fixar residencia, vinda da cidade, onde trabalhara como doméstica para uma família que a acolheu logo de pois de ter dado à luz, e que nada sabia daqueles tempos, que pudesse ser trazido para o presente, como contribuição para elucidação do acidente com a van. Mas, que o morto poeta,ainda que não estivesse absolutamente  certa disso, poderia ser um menino, que na época estudava na mesma turma do filho de seus patrões. E que tal menino, embora demonstrasse gostar muito de seu filhinho, a deixava sempre com um aperto no coração, quando levava o Zé Roberto na garupa, brincando de cavalinho, e sumia de seu campo de visão ao passar por traz de uma mureta, para reaparecer minutos depois, para seu alívio, não sabia ela explicar o porque de tal cisma. Talvez, porque seu filho ainda não soubesse falar, ou por ela ter percebido, um dia, um ar de ciúme no menino, quando o filho de seus patrões pegou seu filhinho para brincar, e o deixara de lado, tendo transparecido em suas feições um ar de profunda contrariedade, mas que ela, na época, achou ser cisma sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1674995467402640702?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1674995467402640702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1674995467402640702' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1674995467402640702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1674995467402640702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_16.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sl-o0h0WJTI/AAAAAAAAAK4/PNEXSo8uL9c/s72-c/imagemuma.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-261286684383295650</id><published>2009-07-14T20:32:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:32:02.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sl1Bap4YZ0I/AAAAAAAAAKo/935r8lS70PI/s1600-h/imagem33.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sl1Bap4YZ0I/AAAAAAAAAKo/935r8lS70PI/s320/imagem33.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358511057815496514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI - O amor de Madalena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a frente, pois,&lt;br /&gt;Era certo, certíssimo, que tudo se dera no momento em que o morto poeta, avistando aquele homem surgido no meio daquela rua transversal, acenando, tentando fazer parar a van, não conseguiu...Não conseguiu avisar o motorista de que havia uma pessoa querendo embarcar, porque tinha na mente os versos que estava compondo? Mas a inibição da fala só manisfesta-se, quando pensa-se em algo, quando algo ocupa a mente, em pessoas com pouco desenvolvimento mental, o que não era o caso de alguém capaz de compor poemas. Então ele poderia ter avisado ao motorista. E por que não o fez?&lt;br /&gt;Vamos ao caco de vidro. Está lá registrado: um homem, no meio da rua, à noite, sob a fraca iluminação pública, acenando... mas porque considerar um aceno? E que aceno é esse que congela a fala de quem a ele é dirigido? E o que é que é isso que ele tem na palma da mão? É isso! Ele não estava acenando chamando a atenção para parar a van e  embarcar. Estava era mostrando o que tinha na palma da mão: uma chupeta, presa a uma fita, com os dizeres " Zé Roberto amor de Madalena ".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar &lt;br /&gt;o meu inconsciente&lt;br /&gt;Devagar&lt;br /&gt;Lentamente&lt;br /&gt;Não culpado&lt;br /&gt;Nem inocente&lt;br /&gt;Não casto&lt;br /&gt;Nem indecente&lt;br /&gt;Apenas ir lá&lt;br /&gt;beber na nascente&lt;br /&gt;o sumo da vida&lt;br /&gt;Só isso.&lt;br /&gt;Somente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este poema estava escrito nas paredes do cérebro daquele homem, ali morto, com a cabeça aberta ao meio.&lt;br /&gt;" Zé Roberto amor de Madalena " estava escrito na fita que envolvia a chupeta na palma da mão daquele homem, surgido no meio daquela rua transversal, que ficou gravado na retina do morto poeta , e refletido no caco de vidro da janela, que ficou encravado na sua mão direita, quando a van pousou, após capotar, ou, voar, voar, voar.&lt;br /&gt;A rua transversal, a 4,2 Km de onde a van parou, aparecia no mapa da cidade com o nome de Jose Roberto, em homenagem a um cantor, o mesmo nome que aparecia na fita que envolvia a chupeta que o homem mostrara ao morto poeta.&lt;br /&gt;À beira da estrada onde fôra encontrada a van, havia uma cruz de madeira dando conta da morte de uma criança, segundo os dizeres da placa:&lt;br /&gt;" Jose Roberto amor de Madalena, nascido em 1/1/1965, falecido em 1/1/11970 "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-261286684383295650?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/261286684383295650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=261286684383295650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/261286684383295650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/261286684383295650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_14.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sl1Bap4YZ0I/AAAAAAAAAKo/935r8lS70PI/s72-c/imagem33.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2647699610830995231</id><published>2009-07-11T18:51:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:31:37.937-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlkK_G3yvnI/AAAAAAAAAKg/W57P_5oXi8w/s1600-h/imagem21.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlkK_G3yvnI/AAAAAAAAAKg/W57P_5oXi8w/s320/imagem21.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357325311026577010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;antes que &lt;br /&gt;o carrasco nos&lt;br /&gt;alcance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até não&lt;br /&gt;aguentar mais&lt;br /&gt;tanta esperança&lt;br /&gt;tanto medo &lt;br /&gt;e solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes que &lt;br /&gt;no meio da noite&lt;br /&gt;encharcado com &lt;br /&gt;nosso suor&lt;br /&gt;nos apareça&lt;br /&gt;transmutado em gotas&lt;br /&gt;os pedidos de socorro&lt;br /&gt;que engarrafamos&lt;br /&gt;e lançamos ao mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que esvaziemos&lt;br /&gt;o cálice&lt;br /&gt;sobre o pano&lt;br /&gt;e vazios fiquemos&lt;br /&gt;também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se encravada em cristais&lt;br /&gt;se alojada em cavernas&lt;br /&gt;se ao alcance das mãos&lt;br /&gt;se ao balanço das pernas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se encontrar nessa busca&lt;br /&gt;e realizar c'alma&lt;br /&gt;as cruezas &lt;br /&gt;das coisas eternas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amar&lt;br /&gt;Amar até morrer&lt;br /&gt;Até morrer de amar&lt;br /&gt;Até morrer de amar alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que &lt;br /&gt;o carrasco nos alcance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos leve&lt;br /&gt;a vida&lt;br /&gt;num vislumbre&lt;br /&gt;num relance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar nossa chance&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2647699610830995231?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2647699610830995231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2647699610830995231' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2647699610830995231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2647699610830995231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/poemas-maconheiros.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlkK_G3yvnI/AAAAAAAAAKg/W57P_5oXi8w/s72-c/imagem21.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1456150144283641277</id><published>2009-07-11T13:20:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:31:13.677-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sli8cwfPpmI/AAAAAAAAAKQ/lCd-jhmSYbk/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sli8cwfPpmI/AAAAAAAAAKQ/lCd-jhmSYbk/s320/imagem.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357238958995514978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - O pouso da van&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Sentar com ele&lt;br /&gt;Estar frente a frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era por aqui que essa tragédia urbana havia de se elucidar, até porque este era o único passageiro acordado na hora em que a van capotou, ou voou, ainda não estava totalmente esclarecido, e embora não se dispusesse de conclusões científicas, que excluíssem os que se encontrassem dormindo de cometer, ou contribuir para as tragédias, o fato era que as investigações nos cérebros despertos até o último segundo de consciência, forneciam informações irrefutáveis sobre o ocorrido, registrados em frases no pensamento, e até em imagens retidas no sistema límbico.&lt;br /&gt;Os registros sinápticos encefálicos do motorista atestavam que ele estava acordado, e quando a van capotou, ou voou, reteve nos olhos uma imagem indefinível, mas terrivelmente assustadora, o quanto suas dilatadas pupilas e o esgar dos lábios constirpados sujeriam. Tinha ainda, escrito na sua parede neural: " Meu Deus! O que é que é isso! Nãooo!!!&lt;br /&gt;Referente aos movimentos de mãos e pés, o que estava registrado apontava para uma condução normal do veículo, o que favorecia a conclusão de que a van não capotou. Voou!&lt;br /&gt;Mas, e os amassados na carroceria? Como houve a deformação da lataria se não houve contato violento com o solo, como estava claro, pelo estado íntegro da área de 1 km de onde ela fôra encontrada, parada, com todos os ocupantes mortos?&lt;br /&gt;Capotou? Não. Voou. Voou!?!?Voou?!?!&lt;br /&gt;Caralhos que me fodam, diria um português em bom Português.&lt;br /&gt;Voou! Essa filha da puta dessa van voou. Mas como?&lt;br /&gt;A tal rua transversal, de onde surgiu aquele homem acenando, chamando a atençao para fazer parar a van e ambarcar, ficava a 4,2 km de onde se encontrava agora. &lt;br /&gt;Tudo bem. Ela poderia ter sido transportada até ali, na carroceria de outro veículo. Explicaria o até então inexplicável deslocamento. Mas, e as mortes? Como se deram? Não havia nem ferimento nem sangue em nenhum dos corpos. E o espanto retido nas pupilas exageradamente arregaladas e a carranca do motorista? Se ter a van voado fosse admissível, seriam plausíveis as mortes, pelos mesmos métodos excepcionais que a tivessem feito ir pelos ares até pousar, suavememnte onde fôra encontrada, sem marcas de pneus na pista, o motor funcionando em ponto morto, tudo absolutamente normal, nada absolutamente normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1456150144283641277?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1456150144283641277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1456150144283641277' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1456150144283641277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1456150144283641277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_11.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sli8cwfPpmI/AAAAAAAAAKQ/lCd-jhmSYbk/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-262350535288464069</id><published>2009-07-10T20:14:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:30:45.847-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlfPmy7fPLI/AAAAAAAAAKI/4JkSXf-HMns/s1600-h/imagem19.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlfPmy7fPLI/AAAAAAAAAKI/4JkSXf-HMns/s320/imagem19.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356978547193756850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - As Princípias   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse desencadear de riquezas que afloravam daquele corpinho inerte, decidira o povo, ali, e só mais adiante se saberia, caçar as formas reverentes de tratar funcionários públicos não importava em qual nível estivesse alojado. A nenhum deles, nem aos chefes dos poderes, deveria ser atribuido o tratamento de excelência. Àqueles, antes dignos de todo respeito e reverência, deram lugar a uma camarilha de funcionários em todos os escalões e em todos os níveis de poder, que só queria roubar e se locupletar. E roubaram e se locupletaram. Venderam-se. Tornaram-se excrescências.&lt;br /&gt;Estavam tão cansados todos, que nem se deram conta que, daquela milésima criança morta inocentemente, nascia uma sociedade de pessoas, embora plural e soberana na expressão da sua individualidade, unida solidamente na defesa dos Bens Públicos, na direção dos Negócios de Estado, na Gestão das Polícias, dos Governos, enfim, de tudo que lhes dizia respeito, que os anos de trevas de um pensamento único, imposto a botas, commodities e escopetas tinha mantido morta na vontade de cada cidadão de viver melhor e em comunhão com todos.&lt;br /&gt;E a primeira providência desse Novo Povo, desperto a tempo de reencontrar-se com seu destino, dono de uma terra próspera e rica, foi apoderar-se das polícias, desarmar o seu poder letal, impor-lhe como atribuição, da qual não poderia se afastar, garantir a Segurança Pública, De Fato, não através de tiroteios burros, espalhafatosos, destruidores de provas, eliminando criminosos sem deles retirar nenhuma contribuição para o aperfeiçoamento das Técnicas de Polícia, e livrando-os de pagar as penas da Lei, encarcerados. &lt;br /&gt;Renomeou-se as Polícias, então, para Princípias, e seus Agentes, para Princípetos. Renomeou-se, também, o Método Sináptico por Secção Craneana a Seco, para Método de Investigação de Tragédias a Partir de Registros Sinápticos, que consistia na interpretação das inscrições, sombras e imagens contidas na placa mãe do cérebro humano.&lt;br /&gt;Havia avançado o conceito de que nas tragédias, assim como nos crimes contra a vida, o patrimônio, e contra a pessoa humana, tinha origem no homem. Desde os mais imprevistos cataclismas até os trágicos acidentes de trânsito.&lt;br /&gt;Chegara ao Século XXI, confirmado, o dito Cuidado com o que desejas pois ele pode se realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso visitar &lt;br /&gt;o meu inconsciente&lt;br /&gt;Estar com ele&lt;br /&gt;Sentar&lt;br /&gt;Frente a frente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-262350535288464069?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/262350535288464069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=262350535288464069' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/262350535288464069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/262350535288464069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_10.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlfPmy7fPLI/AAAAAAAAAKI/4JkSXf-HMns/s72-c/imagem19.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4751323913532174659</id><published>2009-07-09T19:20:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:30:20.619-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlZu2-x3cmI/AAAAAAAAAKA/_rm7Uh_9lXk/s1600-h/asdefghj.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlZu2-x3cmI/AAAAAAAAAKA/_rm7Uh_9lXk/s320/asdefghj.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356590697647927906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III- Enfim Nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método mudou de nome quando toda a população cansada, sem nem saber, pela milésima morte de criança por bala perdida nas operações de confronto entre polícia e bandido, nas áreas pobres e miseráveis da cidade, resolveu, ao mesmo tempo e sem prévia combinação,tornar-se apática, indiferente, reagindo com um inédito e profundo desprezo e cansaço por aquilo tudo.&lt;br /&gt;Ninguém pôs fogo em ônibuis, e todos os motoristas que estavam nos ônibus, pararam e desceram, cansados, e foram, sem saber pra onde, andando, e atraz de si todos os passageiros.&lt;br /&gt;E foi assim nos trens, metrôs e nas barcas, e até nos próprios automóveis, com seus motoristas largando-os, desvencilhando-se dos cintos, e saindo andando, andando, andando.&lt;br /&gt;Um patife que se metera a saquear os autos, percebeu ao seu redor, de repente, uma porrada de gente, que ao passar por ele, o olharam com tal desprezo, que também ele olhou-se, cansado de si, e seguiu rumo incerto, no rumo do Brejo da Cruz.&lt;br /&gt;Os policiais sairam de suas viaturas desafivelando seus cinturões, deixando cair pelo chão, cartucheiras, revólveres, fuzis, algemas, e foram andando, calados, sorumbáticos, entediados.&lt;br /&gt;Nos morros, becos e escadarias, tinham atirados ao chão, armas de diversos calibres, binóculos, munição, granadas. E neguinho foi descendo o morro, todo mundo descendo, entristecidos e chateados, que milésima criança que nada, sabiam todos já passar de hum milhão.&lt;br /&gt;As autoridades, desautorizadas por tão devastadora manifestação de horror coletivo, despregaram-se de suas poltronas e gabinetes, sob o desprezo de todo o corpo de funcionários, e andaram até os caixas eletrônicos, onde fizeram saques desprezíveis, colhendo das máquinas as cédulas que lhes vinham às mãos, nem recolhendo a montoeira de dinheiro que ia parar no chão, não se importando também com ele, os moradores de rua, que lhe cuspiam em cima, nada querendo com aquele dinheiro sujo.&lt;br /&gt;Nos supremos tribunais, nos tribunaois de justiça, nos fóruns, todos quase que derretiam sob o profundo desprezo que nutriam uns pelos outros, todos pela Justiça, e o Povo por eles.&lt;br /&gt;E quando desse clima de cansaço, de esgotamento nacional, estampou-se nos céus o azul sem nuvens, o horizonte sem névoas, a Polícia alijou-se dos governos, e voltando ao seio do Povo, viu-se pela primeira vez e para sempre, incapaz de tirar a vida de uma criança, nem de uma senhora, de um jovem, de um velho, nem de ninguém. Achara suas balas perdidas, todas elas encrustradas nas vidas e nas mortes de milhões de inocentes.&lt;br /&gt;Por sua vez, os aviões, os vapos, os da contenção, os fogueteiros, os soldados, viram-se desprezíveis na sua desprezível forma de valentia, na sua desprezível forma de alinhamento, subjugados a falsos bandidos, que misturavam-se a falsos policiais, homens podres, fazendo negócios podres, às custas da sua disposição de transgredir, de praticar crimes, não essas covardias, essas lambanças de carne e sangue, a base de cocaína e crack, drogas muquiranas, que não deixam a gente dormir, nem fuder, nem Pensar, e, largados de suas muletas, andaram lentos, resolutos e corajosos, malandros e fazendo a Hora da Paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4751323913532174659?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4751323913532174659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4751323913532174659' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4751323913532174659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4751323913532174659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_09.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlZu2-x3cmI/AAAAAAAAAKA/_rm7Uh_9lXk/s72-c/asdefghj.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-311558230765415005</id><published>2009-07-08T18:52:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T08:29:54.695-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlUWsbbBILI/AAAAAAAAAJ4/a4jcQmdB3q8/s1600-h/imagem11.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlUWsbbBILI/AAAAAAAAAJ4/a4jcQmdB3q8/s320/imagem11.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356212284358205618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - The final cut&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E podia-se falar isso tudo a respeito do acidente a partir daquele homem com acabeça aberta ao meio, graças ao revolucionário método descoberto, acidentalmente, pelo Dr. Podrin, quando numa sessão de tortura, insatisfeito com a morte daquela&lt;br /&gt;terroristazinha subversiva, decidiu levar seus miolos para dar de comer aos seus cães.Brandiu então sua machadinha num golpe seco e calculado, abrindo-lhe ao meio o crâneo, de forma o suficiente que lhe permitisse entrar com as duas mãos em concha e colher da caixa craneana os miolos de massa cinzenta, e ao fazê-lo, num gesto brusco devido a um tropeção na base da maca, sentiu uma sensação de pontada no dedo, muito dolorida.&lt;br /&gt;Depositou, então, os miolos sobre a folha de jornal que separara para fazer o embrulho, e ao ter as mãos livres, buscou com os olhos o local no dedo anular onde sentira a dor, e lá estava: um micro vazamento de uns 2mm de extensão por 1 capilar de expessura, que saíra de um microscópico corte, uma quase ranhura na pele.&lt;br /&gt;Voltou aos miolos espalhados no jornal, de forma a ver de onde partira aquele golpe que penetrara seu dedo , e provocara-lhe aquela dorzinha chata e aquele micro vazamento sanguíneo, e o encontrou: era algo da estrutura do tecido que envolvia os miolos, quase uma pele, muito mais uma escama, ligeiramente descolado do tecido ao qual recobria, formando uma minúscula mas pontiagudíssima superfície, algo assim como um caco de vidro.&lt;br /&gt;Curioso, pôs-se a separar esta camada que já começava a desprender, e percebeu que o invólucro dos miolos cerebrais constituía-se de diversas camadas,qual quartzo, qual mesmo cristal em placas.&lt;br /&gt;Decidiu parar e buscar método mais seguro e preciso para fazer a separação, ao notar que o material que principiava a se desprender, estava impregnada de inscrições, sombras e imagens, sendo a mais recente, ou mais próxima do momento final, a de um paletó sobre as costas de uma cadeira de botequim, e as frases escritas:" O paletó! Ele deixou o paletó! Porque ele deix...", terminando assim, inconclusas, ou melhor, interrompidas pelo ato final do carrasco.&lt;br /&gt;Bom, a partir daí, descobriu-se que a massa cinzenta do cérebro se constituia e se desenvolvia, concomitantemente, a uma segunda estrutura, idêntica e simultânea à primeira, como uma cópia de segurança, e que guaradava em si, os registros de toda vida vivida. No caso do paletó, a imagem indicou a solução para um caso de sequestro de um embaixador americano.&lt;br /&gt;O delegado, junto ao seu legista de confiança, célebre por emitir laudos comprobatórios de sucídio sob quaisquer circunstâncias, especialmente aqueles em que o suicida já se encontrasse morto ao se suicidar, resolveram batisar o método como&lt;br /&gt;Investigação Sináptica Por Secção Craniana a Seco?The Final Cut.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-311558230765415005?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/311558230765415005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=311558230765415005' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/311558230765415005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/311558230765415005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta_08.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlUWsbbBILI/AAAAAAAAAJ4/a4jcQmdB3q8/s72-c/imagem11.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2334908898831604351</id><published>2009-07-07T20:33:00.002-03:00</published><updated>2009-11-08T08:29:09.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A van e o Poeta'/><title type='text'>A van e o poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlPeDDWq_sI/AAAAAAAAAJw/qqjKw7i6caE/s1600-h/inagen15da.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlPeDDWq_sI/AAAAAAAAAJw/qqjKw7i6caE/s320/inagen15da.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355868525895024322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I- O aceno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso&lt;br /&gt;visitar&lt;br /&gt;o meu &lt;br /&gt;inconsciente&lt;br /&gt;Estar&lt;br /&gt;com ele&lt;br /&gt;sentar frente&lt;br /&gt;a frente&lt;br /&gt;Preciso já&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Imediatamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes eram os versos encontrados estampados na sua cabeça encobertos parcialmente pela massa cinzenta espalhada na altura dos olhos, mas ainda assim perfeitamente legíveis. Ainda que meio desalinhados, com certeza era o que estava pensando quando a van capotou ou voou, ainda não se tinha a certeza do ocorrido, mas era o que estava pensando, daí pra frente não pensou nunca mais. Morreu, assim como todos os outros passageiros. Cada um a seu modo, mas todos ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Seriam estes versos a melhor pista para esclarecer o que houve? Seria este homem, que pensava versos, enquanto em trânsito, numa van de passageiros, o autor e executor dessa tragédia?&lt;br /&gt;O que se podia afirmar com certeza, era que estes versos, foram os derradeiros habitantes do mundo particular daquele homem, ali morto, com a cabeça aberta ao meio, onde ficaram gravadas as sinapses da sua atividade cerebral, escritas, embora meio encobertas, mas perfeitamente caracterizadas e categorizadas, para se afirmar até, que ao lhe ocupar a mente, o fez tão completamente, ao ponto de não lhe permitir falar ao motorista sobre aquele homem, surgido no meio daquela rua transversal, acenando e procurando chamar atenção para fazer parar a van, e embarcar. Não conseguiu falar sobre  que só ele vira.E era só falar ao motorista: " Ei pára aí. Um passageiro." E pronto. O cara embarcava, o motorista ficaria grato por mais um passageiro, o cara também, por não ter perdido o transporte, talvez o último daquela noite.&lt;br /&gt;Essa conjectura dos fatos acontecidos no momento em que a van capotou, ou voou, encontrava apoio consistente no vidro encravado na sua mão direita, que pertencera à janela de onde ele percebera aquele cara surgido no meio daquela rua transversal, que se quebrara e registrava agora, tal qual os versos na cabeça aberta ao meio, o aceno do cara que queria embarcar, e que ele por estar ocupado com versos de &lt;br /&gt;Preciso&lt;br /&gt;visitar&lt;br /&gt;meu inconsciente&lt;br /&gt;Urgente&lt;br /&gt;não conseguiu falar ao motorista sobre o infeliz que queria embarcar, agora feliz por não ter embarcado, visto que todos morreram.&lt;br /&gt;O aceno estava lá, registrado na retina do morto poeta, refletido pelo vidro da janela encravado na palma da sua mão direita repousada inerte e voltada para a direção da sua cabeça, face colada ao chão, com a retina projetando no vidro o adeus perenizado para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2334908898831604351?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2334908898831604351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2334908898831604351' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2334908898831604351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2334908898831604351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/van-e-o-poeta.html' title='A van e o poeta'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SlPeDDWq_sI/AAAAAAAAAJw/qqjKw7i6caE/s72-c/inagen15da.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3628640470349323356</id><published>2009-07-04T15:51:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:45:48.444-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>OOOOOMMMMMMM</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sk-lDDzMNII/AAAAAAAAAJo/GWL1EJKBeW0/s1600-h/oi.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sk-lDDzMNII/AAAAAAAAAJo/GWL1EJKBeW0/s320/oi.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354679953945015426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vida em mim&lt;br /&gt;Novamente&lt;br /&gt;Um caliente sol&lt;br /&gt;Me aqueceu&lt;br /&gt;Uma estrela me &lt;br /&gt;Sorriu&lt;br /&gt;A luz em voce&lt;br /&gt;Me acendeu&lt;br /&gt;Aí então dei por mim&lt;br /&gt;E voltei a ser gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente &lt;br /&gt;Com Amor maiúsculo&lt;br /&gt;Gente&lt;br /&gt;De dar gosto de ser&lt;br /&gt;De encher de sonhos &lt;br /&gt;Os medos&lt;br /&gt;Dormir e acordar com eles&lt;br /&gt;E os deixar de temer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vida em mim&lt;br /&gt;Novamente&lt;br /&gt;A vida em voce&lt;br /&gt;Me falou&lt;br /&gt;Que há vida pra Nós&lt;br /&gt;Na semente&lt;br /&gt;Dessa linda Amizade&lt;br /&gt;Que voce plantou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3628640470349323356?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3628640470349323356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3628640470349323356' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3628640470349323356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3628640470349323356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/07/ooooommmmmmm.html' title='OOOOOMMMMMMM'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sk-lDDzMNII/AAAAAAAAAJo/GWL1EJKBeW0/s72-c/oi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2397733653457272862</id><published>2009-06-22T19:35:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:44:15.466-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Poema'/><title type='text'>Poemas Maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SkAIT1KippI/AAAAAAAAAJY/cIyosK1vnfg/s1600-h/imagem10.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SkAIT1KippI/AAAAAAAAAJY/cIyosK1vnfg/s320/imagem10.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350285494097979026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus / Epitáfio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiram por mim meu axioma ( Não sei se continuo morto ou se morro novamente ). Morrerei novamente. Cortaram minha luz, cortaram minha água, cortarão meu telefone. Não cortaram meus pulsos. E veio tudo assim; trabalhei, fiz meu serviço, mas o cara entendeu de não me pagar. Sabedor do meu modo muito ignorante e violento de resolver essas paradas, entreguei a Deus. A bolsa extra do curso de petróleo e gás, anunciada com pompa e circunstancia, resultou num telefonema de sentimos muito mas a conjuntura atual nos forçou a cancelar, blablabla. Por fim a vaga para o emprego, pode ir, teu nome esta lá, e tal, foi ocupada por um melhor recomendado, com um QI ( Quem Indicou )maior. Mas tudo bem, eu andava mesmo afim de estampar esse epitáfio, feito há alguns anos.&lt;br /&gt;Adeus Mundo Cão&lt;br /&gt;Levo a certeza de que no fim&lt;br /&gt;Meus cachorrinhos hão de latir por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e este louvor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu louvor é fruto&lt;br /&gt;Do meu amor por ti, Jesus&lt;br /&gt;De lábios que confessam o teu nome&lt;br /&gt;É fruto de tua Graça&lt;br /&gt;E da Paz que encontro em Ti&lt;br /&gt;E do Teu Espírito&lt;br /&gt;Que habita em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que as trevas&lt;br /&gt;Venham me cercar&lt;br /&gt;Ainda que os montes&lt;br /&gt;Desabem sobre mim&lt;br /&gt;Meus lábios não se fecharão&lt;br /&gt;Pra sempre hei de Te louvar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que cadeias &lt;br /&gt;venham me prender&lt;br /&gt;Ainda que os homens&lt;br /&gt;se levantem contra mim&lt;br /&gt;Meus lábios não se fecharão&lt;br /&gt;Pra sempre hei de Te louvar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos &lt;br /&gt;em particular, e, especialmente grato,&lt;br /&gt;Wallace Tiso, Wesley PC, Mirtes Smile e Elaine Crespo, Elaine Crespo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até daqui a pouco.&lt;br /&gt;É só o tempo de remover os escombros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2397733653457272862?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2397733653457272862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2397733653457272862' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2397733653457272862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2397733653457272862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/poemas-maconheiros_22.html' title='Poemas Maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SkAIT1KippI/AAAAAAAAAJY/cIyosK1vnfg/s72-c/imagem10.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4418791898544057808</id><published>2009-06-19T07:07:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:43:22.695-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjtkBclX22I/AAAAAAAAAJQ/6LnqxLdm5eY/s1600-h/imagem9.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjtkBclX22I/AAAAAAAAAJQ/6LnqxLdm5eY/s320/imagem9.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348978958448188258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Dizem que letra de música não é poesia. Argumentam, críticos e ensaistas, que a confusão se dá por conta da imprecisão do termo ' poesia ', definidos pelos dois mais respeitados dicionários como sendo uma composição poética de pequena extensão, definição esta que abrangeria a letra de música. Tal definição, realmente, não se sustenta diante de Poemas de não sei quantos versos ( Homero, Camões, João Cabral, Drumond )e nem de letras extensas ( Construção, O que será, Se Oriente ), que é o caso da maioria dos letristas da MPB ( Vitor Martins, Fernando Brant, Bernardo Vilhena, Sergio Natureza). Felipe Fortuna,( grande poeta, crítico e ensaísta ), em artigo para o Idéias/JB, sustenta a distinção entre poesia e letra de música, diante da afirmação da professora Heloisa Buarque de Holanda, de que não se sustenta a distinção entre a poesia escrita, a poesia cantada e a poesia visual. Tem em sua companhia, Antonio Cícero e Arnaldo Antunes, e valem-se os três, a meu ver, de conceitos equivocados de que " ' o poema se realiza quando ele é lido; e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural ' e, a letra se realiza na canção, mas a canção só se realiza plenamente quando interpretada, isto é, quando cantada e escutada. " Penso eu, que, para essa definição ( do que é poema e letra de música ) deveria ser primordial, não a extensão da composição, ou número de versos, visto que Walmir Ayla define a cor vermelha num poema de um verso de tres palavras Rosa em botão, mas sim, o processo de criação, levando-se em conta, primordialmente, o agente da composição. Se ele, solitariamente, põe no papel seus versos, e se nesse momento, não perpassa na sua mente nenhuma melodia, aí temos, segundo penso, um poema, mesmo que depois, um amigo seu, músico, resolva interpretá-lo melodiosamente e criar para aquele poema uma canção. De modo próximo, não deixou de ser poema," E agora, José " depois de musicado por Paulo Diniz, nem o outro, também de Drumond, musicado por Milton Nascimento, presente no Clube da Esquina II ( Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que falem feito dois olhos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a permissão de Pragha Zumanas, um dos que compunham poemas enriquecidos por melodias, ou melodias enriquecidas por poemas. Beto sem Braço. Grande Poeta/Grande compositor de sambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu for falar de tristeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu for falr de tristeza&lt;br /&gt;o meu tempo não dá&lt;br /&gt;Tenho prazeres na vida&lt;br /&gt;para aproveitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o amor oferece tanta coisa boa&lt;br /&gt;que eu não vou me preocupar&lt;br /&gt;com uma coisinha à toa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a mulher foi embora&lt;br /&gt;é que o amor acabou&lt;br /&gt;Se eu perdi um amigo&lt;br /&gt;um outro ganhou&lt;br /&gt;Se hoje estou cheio de vida&lt;br /&gt;Amanhã também posso morrer&lt;br /&gt;Se hoje dou um beijo louco&lt;br /&gt;Amanhã também posso esquecer&lt;br /&gt;Se o passado foi ontem&lt;br /&gt;Amanhã o futuro virá&lt;br /&gt;Se eu for falar de tristeza&lt;br /&gt;o meu tempo não dá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi colocar esse poema/letra, quando triste por saber das falsas amizades que rondaram minha amiga Elaine. A amizade é verdadeira até entre colegas virtuais, assim como verdadeira a poesia, mesmo se acompanhada de uma bela canção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4418791898544057808?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4418791898544057808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4418791898544057808' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4418791898544057808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4418791898544057808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/poemas-maconheiros_19.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjtkBclX22I/AAAAAAAAAJQ/6LnqxLdm5eY/s72-c/imagem9.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2933235293550097262</id><published>2009-06-14T20:42:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:28:34.964-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Das disumanidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjWNX5vxoRI/AAAAAAAAAJI/1RE3NLxK8_s/s1600-h/imagem8.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjWNX5vxoRI/AAAAAAAAAJI/1RE3NLxK8_s/s320/imagem8.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347335574350045458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Di zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As disumanidades continuam arrasando com os homens civilizados, os tais de boa vontade, que continuam sofrendo absurdos na dizumana Lei do Mais Forte. E o mais forte é o dinheiro. O dinheiro não, porque ter dinheiro não deforma a condição humana de ninguém, mas o dinheiro desonesto, o enriquecimento ilícito. Esse é o mais forte e o que anda dando as cartas, tanto nas raias graúdas da contravenção, do imbatível jogo do bicho, das maquininhas caça níqueis, dos bingos,( todos proibidos e em plena atividade), quanto dos players, dos CEOs, e dos modernos e destemidos dandys, capazes de pelo esbulho das riquezas de uma nação, colocarem-se no limite da moral. Imorais e desumanos. Protagonistas de uma deterioração dos valores pelos quais já valeu a pena ganhar dinheiro honestamente; trabalhando. Disumanos conchavos que permitem desde a falsificação de remédios até a remessa de fuzis via correios, atestam a falência da humana capacidade de viver a esperança, de buscar realizar sonhos que façam caminhar a humanidade na direção do Bem, no fortalecimento dos princípios de decencia. Urgente é priorizar a proteção do acesso de todas as classes aos bens essenciais e naturais, estabelecendo uma faixa totalmente isenta de pagamento, para o fornecimento de água e luz. E só permitir o corte do fornecimento para as outras faixas, por falta de pagamento, via decisão judicial. Permitir às distribuidoras de água e luz, a interrupção do fornecimento, por atrazo de pagamento, é permitir a elas fazerem justiça com as próprias mãos. É a barbárie. Uma disumanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2933235293550097262?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2933235293550097262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2933235293550097262' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2933235293550097262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2933235293550097262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/das-disumanidades.html' title='Das disumanidades'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjWNX5vxoRI/AAAAAAAAAJI/1RE3NLxK8_s/s72-c/imagem8.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8759214073874908053</id><published>2009-06-13T20:42:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:27:07.264-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Política</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjQ6qVbBSfI/AAAAAAAAAIw/Hmyvh3nP5L0/s1600-h/imagem7.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjQ6qVbBSfI/AAAAAAAAAIw/Hmyvh3nP5L0/s320/imagem7.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346963156575013362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ratu Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O, provavelmente, ainda risível, PMBDP ( Partido Maconheiros Brasil Do Povo ), traz a tona seus primeiros princípios programáticos, resultado das deliberações da equipe PoorArt. A legalização da Maconha é a razão de existir do Partido, seu objetivo de atuação parlamentar, e, conseguida a revogação de todo arcabouço jurídico de sustentação incriminatória e a consequente extinção da responsabilidade do Estado sobre a penalização do plantio, uso, porte e comercialização da Maconha, acarretará automatica e irrevogavelmente, na extinção do Partido e consequente anulação do seu registro nos Tribunais Regionais Eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral. &lt;br /&gt;     Quer, desta forma, absolutamente nova no cenário político partidário, incentivar a criação de partidos com atuações específicas, voltados para a atualização da constituição, sem necessariamente, formar-se em congresso constituinte. Cada grande tema reuniria seus defensores em um único e específico partido político, cuja dissolução estivesse vinculada automaticamente à vitória de sua proposta fundamental, e destruir os grandes e corrompidos, sem excessão, partidos políticos em atuação no País. Abandonemos essa antiquada, carcomida, e apodrecida forma de agir politicamente. Claro, que no âmbito do PMBDP, até a conquista do seu objetivo primordial, caberá o apoio a outras medidas, principalmente àquelas que contribuam decisivamente para o avanço em direção a decencia e que estanque o carreirismo político pornográfico( tais como Re-eleição Não! Em nenhum nível! ; Cargos Públicos ocupados por aprovação em concurso público; Terceirização Não! Em nenhum nível da Administração Pública, inclusive retirando dos chefes dos executivos, municipais, estaduais e federais, a competência de preenchimento de cargos).&lt;br /&gt;     É isso. Na volta traremos, já pronto, um esboço do estatuto de fundação do PMBDP. Não sei quando, mas voltaremos. &lt;br /&gt;     Até lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8759214073874908053?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8759214073874908053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8759214073874908053' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8759214073874908053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8759214073874908053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/politica.html' title='Política'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjQ6qVbBSfI/AAAAAAAAAIw/Hmyvh3nP5L0/s72-c/imagem7.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6688510150736500433</id><published>2009-06-13T14:44:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:26:28.944-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjPmdGmbtXI/AAAAAAAAAIo/2uS_c7Cjrzo/s1600-h/imagem6.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjPmdGmbtXI/AAAAAAAAAIo/2uS_c7Cjrzo/s320/imagem6.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346870570281317746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Meu irmão sempre me disse que não fumava maconha para ser melhor que ninguém, e que também não se inferiorizava diante de ninguém por fumar maconha. Dizia, também, que fumar maconha não tornava ninguém mais esperto, nem mais otário, e que tinha amigos que não fumavam e eram muito doidos e amigos que fumavam que eram uns caretas. Ou seja, a visão de Mundo, avançada ou retrógrada, não cabia na seda de um baseado. Fumava, ele, para usufruir de introspecção e autocontrole, esenciais para estudar, praticar um esporte, e, fazer sexo. Que legal era se encontrar pra fumar um baseado, e não, fumar um baseado para se encontrar. E que em muitas músicas se identificou e se sentiu acompanhado no seu policiado e censurado inocente hábito, na sua consciente transgressão, mas que onde mais se sentiu bem e reconhecido como jovem , foi numa música que o chamava, e que segundo ele, chamava a nossos pais, vizinhos, e todos os brasileiros a realizarem uma verdadeira Revolução nos princípios fundamentais da cidadania e na autodeterminação do nosso ideal de Pátria, livre e soberana, lar de Homens e Mulheres bravos, solidários, e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prá Não Dizer Que Não Falei Das Flores&lt;br /&gt;                        Geraldo Vandré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a Canção &lt;br /&gt;Somos todos iguais&lt;br /&gt;Braços dados ou não&lt;br /&gt;Na escolas, nas ruas,&lt;br /&gt;Campos, Construções&lt;br /&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem vamos embora&lt;br /&gt;Que esperar não é Saber&lt;br /&gt;Quem Sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há soldados armados&lt;br /&gt;Amados ou não&lt;br /&gt;Quase todos perdidos&lt;br /&gt;Com armas na mão&lt;br /&gt;Nos quartéis lhes ensinam&lt;br /&gt;Antiga lição&lt;br /&gt;De morrer pela pátria &lt;br /&gt;E viver sem razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem vamos embora&lt;br /&gt;Que esperar não é Saber&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos campos a Fome&lt;br /&gt;Em grandes plantações&lt;br /&gt;Pelas ruas marchando&lt;br /&gt;Indecisos cordões&lt;br /&gt;Ainda fazem da Flor&lt;br /&gt;Seu mais forte refrão&lt;br /&gt;E acreditam nas Flores&lt;br /&gt;Vencendo canhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem vamos embora &lt;br /&gt;Que esperar não é Saber&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores na mente&lt;br /&gt;As Flores no chão&lt;br /&gt;A Certeza na frente&lt;br /&gt;A História na mão&lt;br /&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a Canção&lt;br /&gt;Aprendendo e Ensinando&lt;br /&gt;Uma Nova Lição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos a todos tchutchus e tchutchuzinhas, Prahgha amou ter voces até aqui e vai adorar encontrá-los quando voltar. É só uma questão de tempo. De não sei quanto tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6688510150736500433?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6688510150736500433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6688510150736500433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6688510150736500433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6688510150736500433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/musica-maconheira_13.html' title='Música maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjPmdGmbtXI/AAAAAAAAAIo/2uS_c7Cjrzo/s72-c/imagem6.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-7385046759112873572</id><published>2009-06-11T19:43:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:25:12.742-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjGJK8stqxI/AAAAAAAAAIg/vaD-UqYJ-Jo/s1600-h/imag5.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjGJK8stqxI/AAAAAAAAAIg/vaD-UqYJ-Jo/s320/imag5.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346205053850856210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXVI - A carta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Voltei ao morro. Por não ter conseguido pensar em nenhuma estratégia, fui, mesmo sem estratégia nenhuma, ao contrário de ontem, quando a estória do meu primeiro beijo na boca parecia perfeita. Cheguei a lamentar, em certo momento, ontem, não ter nas mãos o envelope, mas depois do que ocorreu, tive a certeza de que Deus estava a nos guiar a todos ( eu, meu amigo de infância, o 'cara', o X9, o padre ) nesse acerto de contas. Hoje eu o entregaria a quem de direito.&lt;br /&gt;    O curioso de tudo, é que quando encontrei o Tesoura, acidentalmente, no centro da cidade, já havia meses que eu havia regressado ao Rio, e já há anos estava com a ecomenda que o padre fizera chegar às minhas mãos, sem ainda ter iniciado a minha busca. Isso mesmo. A minha busca. O tal envelope do padre, que eu abri logo que me instalei, ao retornar, continha outro envelope, lacrado, um documento, e uma carta, endereçada a mim, nestes termos:&lt;br /&gt;    " Marabá, 18 de agosto de 1999 "&lt;br /&gt;                    Caro seminarista,&lt;br /&gt;                                     eu, este que lhe escreve estas mau traçadas linhas, fui, durante 40 anos, diretor do Seminário de Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, tendo deixado o cargo, um mes após a sua chegada lá.&lt;br /&gt;     Aceitei de pronto a indicação para a Diocese em que me encontro hoje, porque ao saber de que ponto do Rio de Janeiro voce estava chegando, temi pela minha situação, achando que voce trazia junto, um passado do qual eu julgava estar livre.&lt;br /&gt;     Porém, ao te ver passar, em frente ao consultório do meu médico, e não entendendo o fato de não ter sido comunicado da vinda de nenhum padre para esta paróquia, fiz contato com meus superiores, e descobri que nenhum padre havia sido destacado para cá. Buscando informação no seminário de Rio Brilhante, fiquei sabendo do seu desligamento, antes mesmo de completar um ano e confessar seus votos.&lt;br /&gt;     Quedei-me, então, aos desígnios de Deus, e resolvi não correr mais do meu pecado.&lt;br /&gt;     Levo-o comigo para o túmulo, que já me acena, mas deixo a ti a incumbencia de ajudar-me a fazer esse reparo.&lt;br /&gt;     Veja voce do que falo. Eu, este velho padre, fui, há 50 anos, o pároco de uma igrejinha, que voce conhece muito bem. Exatamente! Fui pároco da Igrejinha do Cruzeiro, no alto do morro em que voce nasceu e se criou.&lt;br /&gt;     Tive, como coroinha, um menininho, bom demais, filho de um casal da Bahia, estabelecidos no morro há muito tempo. Esse menino, na época, 1964, devia ter 10, 11 anos, se muito. Do pai não recordo o nome, mas da mãe me lembro que a chamavam Dona Mocinha.&lt;br /&gt;     Tua missão então é essa, meu filho. Fazer chegar às mãos desse menino, se vivo ele ainda for, esse envelope lacrado e esse documento onde manifesto minha vontade de nomeá-lo herdeiro de minhas modestas propriedades.&lt;br /&gt;     Caso não consigas, com esses dados que lhe passo, localizar o tal menino, destrua o envelope lacrado, pois ele é destinado ao menino, e somente ao menino é dirigido o seu conteúdo.&lt;br /&gt;     Que Deus lhe abençoe por esta caridade. "&lt;br /&gt;     Assim encerrava a carta, e até o encontro casual com o Tesoura, eu não me dispusera a sair em busca de alguém perdido, há 40 anos, num lugar, onde há 40 anos minha vida tinha sido tão definitivamente transformada.&lt;br /&gt;     Fui ao Atelier como combinara naquele rápido reencontro, no centro da cidade. Eu já conhecia o lugar. Era comum na minha época de rapaz, a gente mandar fazer as roupas que vestia. Calças boca-de-sino, camisas com babados, o que estivesse na moda no mundo, a gente corria e mandava fazer. E o Tesoura, já naquele tempo era um puta alfaiate.&lt;br /&gt;     Cheguei, " e aí, Tesoura, como está,? Tudo bem? " e tal e tal, e no meio da conversa, lá pelas tantas, perguntei se ele lembrava de algum coroinha, filho de um casal da Bahia, e ele falou:&lt;br /&gt;     - Sei quem é. É o tal guri que o padre tascou um beijo na boca, em plena sacristia. Eu sei porque minha mãe era a carola mais presente da igreja e foi a única testemunha do lance e veio a mim pra perguntar o que deveria fazer, e eu disse pra não fazer nada, mas ela fez! Deu uma dura no padre e ele foi parar lá no Mato Grosso. Voce sabe quem é o garoto. Ele jogava no Flamenguinho, e deve ter até estudado na mesma escola que tu.&lt;br /&gt;     - E ele? Continua no morro?&lt;br /&gt;     - Continua. Oh, guarda o que te falei, contigo padre. Como um segredo de confessionário.&lt;br /&gt;     -Tudo bem, falei, não me sentindo obrigado a falar pra ele do meu fracasso vocacional.&lt;br /&gt;     - E tem mais padre!&lt;br /&gt;     - O quê?&lt;br /&gt;     - O irmão mais novo dele é o atual chefe do tráfico no morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXVII - O encontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Saí daquele encontro transtornado. O que é que significava isso tudo? Eu, agarrado a um beijo na boca, dado por outro menino, errante pela vida, recebo, 40 anos depois, no Pará, de um padre que correra de mim no Mato Grosso, a missão de encontrar no meu passado, outro menino, também marcado de um beijo dado por outro homem. Talvez o seu, também, primeiro beijo.&lt;br /&gt;     Pela minha memória passaram os rostos dos colegas de Flameguinho, da escola pública,das brincadeiras de rua, e não consegui identificar neles, quem pudesse ter sido coroinha da igrejinha.&lt;br /&gt;     Dona Mocinha, ... o nome não me era estranho, mas ele estava comigo desde que lera a carta do padre, e não me levara a lugar nenhum na minha lembrança. Mas agora estava mole; o garoto continuava no morro, e era irmão do chefe do movimento.&lt;br /&gt;     Fui nessa, mas coisa incrível, até me encontrar com ele, perto do morrinho, para onde fomos para fumar um baseado, e onde se deu todo o resto, eu já tinha encontrado vários amigos daqueles tempos, e parei pra conversar com eles, e não perguntei nada, nem por ninguém, nem quem estava no comando do morro nem nada. Parei, conversei, oba, como tá, ah, é, padre, ve só como é a vida, e nem esse engano perdi tempo em desfazer, com pressa de descobrir quem era o alvo da minha missão.&lt;br /&gt;     Fui indo, subindo, e aí o vi, e, imediatamente, magnéticamente, telepaticamente, mediúnicamente, misteriosamente e assombrosamente o reconheci. É ele. O Tesoura estava certo; ele realmente estudara na mesma escola que eu e jogara no Flamenguinho . Só faltava saber se ele tinha sido coroinha e se era irmão do chefão, e nenhuma dessas confirmações eu poderia obter dele através de perguntas. Se perguntasse se ele tinha sido coroinha da igrejinha, o remeteria a um episódio, que certamente perturbaria o resto da conversa; se perguntasse se era irmão do chefão do tráfico, também não ia pegar bem pra mim tal curiosidade, ainda mais que nem passou pela minha lembrança que o seu irmão, era aquele tal gurizinho maneirinho de uma tarde atordoada e tal.&lt;br /&gt;      A batina. A batina que eu usava me ajudou a confirmar tratar-se de quem eu buscava, quando a certa altura do nosso papo ele deixou escapar alguma coisa tipo, quando garoto eu cheguei a pensar que viria a ser padre, ou mais ou menos isso.&lt;br /&gt;      Foi a partir daí, então, entre uns barrufos e uns catrancos, que eu lhe disse:&lt;br /&gt;      - Haviam estrelas. Haviam estrelas no céu da minha boca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                           Fim da Parte I&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-7385046759112873572?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/7385046759112873572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=7385046759112873572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7385046759112873572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/7385046759112873572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/alua-espatifada.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjGJK8stqxI/AAAAAAAAAIg/vaD-UqYJ-Jo/s72-c/imag5.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2571058030376441896</id><published>2009-06-11T15:38:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:24:38.635-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjFP-USv1PI/AAAAAAAAAIY/W5RQM1TLuQM/s1600-h/imagem5.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjFP-USv1PI/AAAAAAAAAIY/W5RQM1TLuQM/s320/imagem5.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346142164683314418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O dia amanhecera tão bonito que resolvi antecipar para a parte da manhã o meu retorno ao morro. Dei um confere na grana que o 'cara' me dera e não acreditei. Tinha o suficiente pra me manter uns 3 meses, mais a peruca nova.&lt;br /&gt;  Passei na costureira para encomendar outra batina, e ela aproveitou pra remendar a que eu estava usando, esgarçada pelas quedas do dia anterior. Suas mãos passeando sobre o meu corpo, à procura de algum ponto descosturado ou algum outro defeito, lembrou-me uma linda mulher, no Pará, que sob o pretexto de benzer uma criança de sua família, enferma por uma febre, levou-me para dentro de sua casa  numa hora em que seus pais não estavam. Estava eu tão inocente na parada que, ao deixarmos a criança dormindo após a oração que fiz à beira de sua cama, e, já estando na sala, ela, inteiramente despida da cintura para cima, trajando apenas uma calcinha azul piscina, olhando-me intensamente, com os braços abertos, se oferecendo para mim, levou-me a cair sentado, de chofre, no chão.&lt;br /&gt;  Que visão! Um corpo escultural, moreno, encimado por um rosto belamente rústico, de vasta cabeleira negra, ao meu alcance, tão linda, tão linda que eu me permiti uns minutos de êxtase contemplativo; não houve como resistir! Nem havia porque, já que minha convicta opção pelo celibato, mesmo sem o compromisso dos votos, já fora mais do que testada, e eu sabia ser capaz de exercê-la, ali naquele momento. Mas como faze-lo, naquela situação, sem ofender, magoar tão bela fêmea, sedenta e com fome de amor?&lt;br /&gt;  Aceitei sua mão estendida para me ajudar a erguer-me, mas, recuei, e suavemente a puxei,  e ela, entendendo, veio lentamente abaixando-se, e nesse percurso, tendo encontrado minha boca a sua espera, ali ficou presa uns segundos, até sentir-se segura por meus braços, e confiante, largar-se no ar, vindo a se encaixar em meu colo, e nesse movimento natural, levar nossos corpos ao solo, grudados um ao outro, por aquele beijo de outro mundo, longo e estalado na boca.&lt;br /&gt;  Rolamos até que ela ficasse sobre mim, e linda e aprumada, guiar meu membro até a entrada de sua vulva, e numa rápida acomodação a miha avantajada glande, deixou-se penetrar profunda e completamente.&lt;br /&gt;  Por uns minutos o céu era ali, ali era o paraiso, e Deus estava entre nós.&lt;br /&gt;  Lentamente ela começou a fazer movimentos, ora quase se desligando, para em seguida religar-se até encostar na minha barriga, e quase desligar-se, e novamente aprofundar-me em si, e cada vez mais acelerado, e cada vez mais maravilhosamente envolvendo-nos pelos suores e gemidos, e me engolindo e me afastando, até que, num giro de corpo desvencilhei-me e passei-a para baixo de mim, ainda ligados, e fustiguei-a viril, mas vagarosdamente, até sentir o a festa completa estampada em seu rosto, escorrendo pelo canto da boca, que ela buscou com sua linguinha, mordiscá-la no cantinho, e projetando seu dorso pra cima, e receber-me numa derradeira estocada, soltar seu gemido pleno de satisfação e deleite.&lt;br /&gt;   Gozamos! Lindamente! Gostosamente. Gozamos. Fundimos espirito e carne e nos fizemos felizes como os animais são capazes de realizar a felicidade quando se relacionam sexualmente.&lt;br /&gt;   E ri! Ri de mim, por anos antes, adolescente, ter rido de meu primo, quando ele, ao sair-mos do rendez-vous, afirmara que tinha feito a puta gozar. Era opinião corrente e geral entre nós, os adolescente, que as putas não gozam quando no trabalho.. Mas ele afirmara que tinha certeza de ter feito a puta gozar porque seu psquiatra lhe tinha ensinado a reconhecer quando conseguisse fazer uma mulher gozar; a vagina da mulher logo que saciada, dá uns espasmos, e ora se contrai, ora relaxa, e que percebemos isso no corpo do pênis. Ri muito dele nesse dia, e agora, tendo sentido essa reação da bela morena, após o coito, ri de mim. E ri, silenciosamente, de felicidade, por saber ter feito a parceira satisfeita.&lt;br /&gt;   Durante a conversa que iniciamos depois, ainda deitados no chão, tranquilos, pois segundo ela, seus pais estavam fora da cidade, ela me falou que sentiu desejo por mim logo que soube que eu não era padre. E que soubera através de um padre da cidade, que me conhecia do seminário em que estudara, e que lhe pedira para me entregar uma encomenda.&lt;br /&gt;   - Uma encomenda? perguntei, intrigado.&lt;br /&gt;   - Sim. Uma encomenda. Eu vou buscar.&lt;br /&gt;   Levantou-se então, e femininamente envolvida pela toalha que retirou da mesa, foi até a cristaleira, e da gaveta sacou um envelope, que passou às minhas mãos, dizendo:&lt;br /&gt;   - O padre que me entregou isso, durante os últimos meses foi meu patrão. Eu lavei sua roupa, fiz sua comida, e o levava ao médico. Foi na sua última ida ao consultório, que ao sair, ele avistou-o passando e me falou de ti.&lt;br /&gt;     No dia seguinte, certo de sua transição para outro mundo, falou-me que lhe entregasse  este envelope com uma suplicante recomendação de que só tomasses conhecimento de seu conteúdo, estando no Rio de Janeiro. E que voce prometesse cumprir esse pedido, em nome de Deus.&lt;br /&gt;   - Eu prometo, em nome de Deus Nosso Senhor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2571058030376441896?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2571058030376441896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2571058030376441896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2571058030376441896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2571058030376441896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_7765.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjFP-USv1PI/AAAAAAAAAIY/W5RQM1TLuQM/s72-c/imagem5.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6788829412523868283</id><published>2009-06-11T13:20:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:25:40.874-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjE4dwfSOoI/AAAAAAAAAIQ/Ro3UxApIAWc/s1600-h/imagem5.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjE4dwfSOoI/AAAAAAAAAIQ/Ro3UxApIAWc/s320/imagem5.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346116316548971138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Meu irmão fumou muita maconha nos festivais internacionais da canção, e daquele monte de geniais autores e compositores, Antonio Adolfo foi quem mereceu dele status de ídolo. Na época joguei na sua consciencia trezentos quilos de miltons, sergios sampaios, fagners, gutembergs gaurabiras, e outros tais, mas ele não arredava pé da sua preferência por Antonio Adolfo e A Brazuca. Claro, contribuiu pra isso as excelentes melodias assinadas por ele e Tibério Gaspar, a formidável perfomance da banda, com dois vocalistas, e uma comovente e inesquecível homenagem póstuma a um deles, morto segundo bochichos na nossa esquina, devido a overdose. Essas nuances todas não me convenciam, por completo, da genialidade proclamada por meu irmão. Mas, ali pelos não sei quantos 1900, não sei se 74, 76, sei lá, displicentemente ao manusear uns vinis jogados meio no final da loja, quase de graça, me apoderei de 3 jóias: um Frank Zappa, com uma capa branca, vagabundona, com os créditos escritos a mão; uma Nana Caimy, só ouvida na gloriosa e injusta vaia em Saveiros, num FIC, e que estava de volta depois de muitos anos, com uma música do Dafé ( Leila acorda que eu quero ver ), que eu gostava muito e me levou a comprar o disco achando que teria apenas uma faixa para curtir, e, caraca o LP era todo muito bom, mas muito bom pra caramba à bessa;, e um do Antonio Adolfo, de 1971, com uma capa legal, ele caminhando pela areia de Ipanema, só de calça comprida, como era comum naquela época ver pela praia, neguinho muito louco, passeando descalço, sem camisa, de calça comprida, uns mais doidões entrando no mar de calça e tudo, e ainda mais lindo na foto, o pier de ipanema, às costas de Antonio Adolfo. O disco bom pra cacete balançou minhas estruturas, cada música mais maravilhosa que a outra que me aproximou mais da opinião do meu irmão, o que ocorreu logo em seguida quando ele botou toda sua genialidade num surpreendente, pra época, disco INDEPENDENTE, que ele deu o nome de Feito em casa. Antonio Adolfo, um genio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebra cabeça&lt;br /&gt;A. Adolfo/ T. Gaspar &lt;br /&gt;Canta A Brazuka&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça o jogo da memória&lt;br /&gt;Contando toda a tua estória&lt;br /&gt;Todos querem ouvir&lt;br /&gt;Voce tem muito pra dizer&lt;br /&gt;É importante crer&lt;br /&gt;No que voce sonhou um dia&lt;br /&gt;Não importa como&lt;br /&gt;Voce descobriu&lt;br /&gt;Que o Mundo é sòmente&lt;br /&gt;Um Quebra-Cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga&lt;br /&gt;Continue rindo &lt;br /&gt;Seu Mundo lindo construindo&lt;br /&gt;Não se desespere&lt;br /&gt;Existe um Mundo coerente&lt;br /&gt;Que voce pressente&lt;br /&gt;No riso puro da criança&lt;br /&gt;No beijo da amante&lt;br /&gt;E na procura incessante&lt;br /&gt;Da verdade tua&lt;br /&gt;E que ninguém lhe roubará&lt;br /&gt;Não esmoreça, não esmoreça&lt;br /&gt;Quebra-cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Se quizer ouvir a música entre no blog da Marcia Weber/ Os festivais da Canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos quentes e calorosos da Prahgha Zú&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6788829412523868283?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6788829412523868283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6788829412523868283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6788829412523868283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6788829412523868283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/musica-maconheira_11.html' title='Música maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjE4dwfSOoI/AAAAAAAAAIQ/Ro3UxApIAWc/s72-c/imagem5.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6483847328518806432</id><published>2009-06-11T11:38:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:23:41.918-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjEfQDZnhvI/AAAAAAAAAII/2tYOxaorXpo/s1600-h/imagem5.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjEfQDZnhvI/AAAAAAAAAII/2tYOxaorXpo/s320/imagem5.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346088593316611826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXIV - O arrocho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Voltei pra casa depois de me entender com o 'padre',e, foi só botar uma cafezinho no copo, e... Pronto! Eles chegaram!&lt;br /&gt;    Porta no chão, gritando feito umas bichas loucas, apontando as porras das armas, ora pra mim, ora pra mulher, ora na cabeça do meu filhote, e cadê o corpo do padre, cadê o corpo do padre, quem era aquele padre. Cadê ele? Cadê ele? Num dianta negar, porque eu te vi pelo binóculo com ele. E tem mais, pelo rombo na cabeça do policial lá na delegacia, estão dizendo que é tiro de fuzil. Cadê o fuzil? Fala, senão tu vai entrar na porrada aqui e agora. Fala! Fala, porra!&lt;br /&gt;    Minha cabeça rodou. Que parada era aquela que ele tava falando de rombo na cabeça de policial lá na delegacia? Do que é que ele estava falando? Bom, deixa pra lá, eu tenho é que sair dessa logo.&lt;br /&gt;    - Péraí! Péraí! O padre não morreu não. O tiro pegou de raspão. E o cara não era padre não. Era um viciado, que eu nem conhecia, que me parou pra perguntar onde estava os caras do movimento, se a área estava limpeza, essas coisas. E que estava com pressa, porque tinha saído no meio do ensaio de uma peça, e tinha que voltar logo. E quanto a tiro, só sei do tiro que mandaram pra cima da gente! Eu nem uso arma, e o senhor tava vendo pelo binóculo, como o senhor disse, sabe que eu não estou mentindo.&lt;br /&gt;    O cana aceitou a minha letra, abaixou a arma, mandou os outros saírem para dar uma geral na favela, e mandou que eu saísse com ele.&lt;br /&gt;    Já fora do barraco, ele falou pra mim:&lt;br /&gt;    - Olha aqui, ô marginal. Vô ti dá uma idéia. Seguinte, por mim, e pelo resto da delegacia, inclusive o delegado, o cana que morreu , morreu tarde. O papo era que ele não valia porra nenhuma. Até pedófilo neguinho diz que ele era. Então, malandro, não tem ninúém chorando por ele não. Agora, tem o seguinte, eu nem quero saber quem foi, mas eu quero um nome  e um fuzil pra entregar pro delega e encerrar esse inquérito na boa, morou?&lt;br /&gt;    Aí, foi fácil; quem atirou no cana foi o malandro que de manhão tinha sido incinerado no micro-ondas, porque tinha roubado dinheiro da boca, e o fuzil deixado na lixeira, pra polícia achar, era um fuzil já todo fudido, enferrujado e o caralho, que só era usado pra dar coronhada na cabeça de viciado chato e vacilão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6483847328518806432?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6483847328518806432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6483847328518806432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6483847328518806432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6483847328518806432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_11.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SjEfQDZnhvI/AAAAAAAAAII/2tYOxaorXpo/s72-c/imagem5.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5402420376688405557</id><published>2009-06-07T19:07:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:23:04.952-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Siw6wsLxECI/AAAAAAAAAGc/_aHed3BkSaI/s1600-h/imagem3.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Siw6wsLxECI/AAAAAAAAAGc/_aHed3BkSaI/s320/imagem3.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344711465950580770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Houve um tempo em que as coisas ficaram tão brabas, mas tão brabas, que até as coisas comuns revestiram-se de absurdas e assustadoras contingências. Neguinho tava sumindo toda hora, todo dia, em todo feliz ano novo. Pra complicar mais o barato todo, meu irmão teve febre tifóide, ficou internado num hospital, em quarentena e isolamento, mas mandou um recado pra mim, por minha mãe, dizendo que até o Erasmo tava querendo roer a parceria com o Roberto, e se lembrar que existia.&lt;br /&gt;     E que, graças a isto, uma das melhores coisas que lhe acontecera no hospital, ao descolar um bagulhinho com um enfermeiro, foi dar um dez, e surprender-se, ao ouvir numa rádio AM, a música que o Tremendão fizera para uma peça de Brecht que  tava em cartaz na cidade, e que estreava no palco a nudez feminina, com Ítala Nandi. A rádio não dava a autoria da música, mas levava a crer que era do Erasmo, e se assim for, certamente, por força do tal contrato que desagradava ao astro, também está creditada a co-autoria ao Rei. Vou usar o título da peça, sem estar certo de ser o título da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Selva da Cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou fazer de voce&lt;br /&gt;A ponte erguida do outro lado&lt;br /&gt;Da rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou fazer de voce&lt;br /&gt;Pra ler a peça na selva suja&lt;br /&gt;Da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não nasci pra viver&lt;br /&gt;fingindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrir em troca&lt;br /&gt;É morrer&lt;br /&gt;Fugindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso &lt;br /&gt;Somos iguais&lt;br /&gt;Nós somos&lt;br /&gt;Dois animais&lt;br /&gt;Que se animam&lt;br /&gt;Que se animam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fazer nosso lar&lt;br /&gt;Novo caminho encontrar&lt;br /&gt;Nosso povo&lt;br /&gt;Nossa vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Época braba aquela. Época braba essa. Essa selva suja da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso&lt;br /&gt;Viva Éu. Viva nós.&lt;br /&gt;Viva Erasmo. Viva meu irmão&lt;br /&gt;Pra sempre&lt;br /&gt;Viva Brecht&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5402420376688405557?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5402420376688405557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5402420376688405557' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5402420376688405557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5402420376688405557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/musica-maconheira_07.html' title='Música maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Siw6wsLxECI/AAAAAAAAAGc/_aHed3BkSaI/s72-c/imagem3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-5219161431347351955</id><published>2009-06-07T15:12:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:22:26.434-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiwDqzuYaJI/AAAAAAAAAGU/Bk3O2D1C0ME/s1600-h/imagem2.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiwDqzuYaJI/AAAAAAAAAGU/Bk3O2D1C0ME/s320/imagem2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344650891756071058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXIII - Justo ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Saí do morro na moral, andando normalmente, sem dar pala,  e sem me preocupar com o fato de estar carregando um flagrante em cima; a ' muca ' de fumo que o 'cara'me deu.&lt;br /&gt;   Enquanto me dirigia ao metrô, duas coisas martelavam na minha cabeça; o que o 'cara' me dissera (" o X9 atirou pra te matar ") e o que o irmão do 'cara' dissera ( " quer dizer que podemos estar preparados para te ver na TV quando estourar outro escândalo de pedofilia na Igreja ").&lt;br /&gt;   O X9 atirar pra me matar fazia sentido. Era uma jura antiga, de muitos anos atraz ( " Voce vai me pagar, pirralho maconheiro "). Mas, como ele sabia que eu estava ali, naquela hora? E será que eu não mudei nada nesses 40 anos? Se bem que dizem que polícia nunca esquece um rosto, e além do mais, usando peruca, acho mesmo que preservava a mesma fisionomia de antes. De qualquer forma , segundo o 'cara', o tarado tinha levado um tiro na cara. Caramba! O moleque executou sua vingança! Tantos anos depois! Justo no dia em que eu volto no morro. Justo pra salvar a minha vida!&lt;br /&gt;   O segundo caso, trazia em si, uma ironia do destino. Logo o irmão daquele gurizinho que eu tirei debaixo de um tarado, lançava sobre mim tão abjeta insinuação. Mas tudo bem. Eu já sabia o que poderia esperar dele, após saber em detalhes sobre o meu caso de paixão.. Bom, agora que aquele tiro interrompeu a parte do meu relato em que eu lhe revelaria o motivo de ter sido a ele que eu decidira contar sobre aquele beijo na esquina, era um bom momento para eu refletir qual seria a melhor maneira de voltar ao assunto quando encontrasse com ele novamente, para lhe devolver a mochila e o casaco.&lt;br /&gt;   Agora era hora de dar um descanso na carcaça. Chegar em casa e tchbum, cama. Não, não era. Antes eu teria que cuidar de por minha batina de molho. Minha armadura, que me acompanhava desde que me impús, voluntariamente, o celibato, do qual só me ausentei por tres vezes ao longo de todos esses anos, quando foi insuportável e impóssível resistir ao assédio daquelas fêmeas, cheirosas e desejáveis, que cruzaram pelo meu caminho errante, quando saí de Mato Grosso, andarilho, de carona, de Campo Grande até a Bolívia, pra depois voltar, entrando pelo Amazonas, e descer Norte, Nordeste, até o Rio.&lt;br /&gt;  Quando, lá no morro, sob aquele luar ameaçador, meu coração tremeu feito vara verde, eu decidi, que a partir dali, eu passaria a usar duas batinas; uma sobre a outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-5219161431347351955?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/5219161431347351955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=5219161431347351955' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5219161431347351955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/5219161431347351955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_4444.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiwDqzuYaJI/AAAAAAAAAGU/Bk3O2D1C0ME/s72-c/imagem2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2512738158636449120</id><published>2009-06-07T12:51:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:21:38.164-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A  lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sivitvxh-0I/AAAAAAAAAGM/xI01mV5kat8/s1600-h/imagem1.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sivitvxh-0I/AAAAAAAAAGM/xI01mV5kat8/s320/imagem1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344614658351430466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXII - A hora adiada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aê! Teu'rmão já tá lá em cima.&lt;br /&gt;- Mas como, se eu tô marcando aqui há um tempão e não vi ele passar?&lt;br /&gt;- Ele subiu lá pelo outro lado, lá pela Toca.&lt;br /&gt;- Aí tá certo. Ele chegou sozinho?&lt;br /&gt;- Não. Ele chegou com o padre.&lt;br /&gt;- Que padre, o caralho.! O cara não é padre não. Mas deixa isso pra lá. Vou lá falar com eles.&lt;br /&gt;      Era agora que eu ia tirar essa parada a limpo. Por quê meu irmão demonstrou tanto sentimento, indo ao ponto de chorar, por alguém que, até onde eu saiba, não tinha nada a ver com ele, nem da geração dele era, e que, há 40 anos não dava as caras no morro? Por quê? Será que chorara sem saber quem ele era? Só porque achou que estava morto? Não. Meu irmão já estava cascorado nesses lances. Já vira dúzias de neguinho partindo dessa pra melhor. Ali mesmo onde estávamos conversando, quando deu-se os tiros, ali mesmo, pelo menos uns tres amigos nosso caíram. Um, trocando tiros com ' os homens ', e dois por desavença de grana durante um jogo de ronda. E, além do mais, como ele poderia reconhecer alguem que ele viu quando não passava de um guri? Será que aquela confissão feita a mim, tinha alguma a coisa a ver com meu irmãozinho. Tô lembrando agora, que ele foi atingido justo quando parecia que iria me contar o motivo de ter-me feito confidente de tão espantosa confissão. E aquela imagem lá de traz, dele passando a mão na cabeça do meu irmãozinho, vinha toda hora na minha mente, e me angustiando tanto, que quando ajeitei o berro na cintura, pra ir lá em cima ao encontro deles, quase disparei na minha virilha. Pela graça de Deus eu travara o revolver. Ufa!&lt;br /&gt;       Não precisei subir muito, porque logo na primeira curva da ladeira, em frente a quitanda do português, nos encontramos, eu e ele. Levei, assim um estanque pela surpresa, pois não esperava.&lt;br /&gt;       Vinha ele descendo, sozinho, tão distraído que nem se tocara de dar um dichavo no turbante de bandagem de gaze que tinha sobre a cabeça. Dando a maior bandeira.&lt;br /&gt;       - Pô, brother! Com essa porra na cabeça tu não chega nem no pé do morro. Tá pedindo pra ser preso?&lt;br /&gt;       - Ih! Rapaz. É mesmo. Nem me liguei nesse detalhe. Como e que eu vou dichavar isso?&lt;br /&gt;       -Seguinte. De batina também não vai dar certo. Ainda mais a essa hora. Vamos lá em casa, eu te empresto uma calça, um chapéu, sei lá.&lt;br /&gt;       - Não precisa. Eu uso calça por baixo da batina. Agora, se tu tiver uma mochila pra mim levar a batina, tá de bom tamanho. Esse curativo eu tiro , ponho a peruca, e fica tudo certo.&lt;br /&gt;       - Que tira curativo, o quê. E que peruca? Tua peruca já era rapá. Dá só uma olhada.&lt;br /&gt;       Ele deu uma sacada na falsa cabeleira, e me dando razão, lançou-a fora, no matinho que crescia a beira da calçada.&lt;br /&gt;       - Guentaí que eu vou em casa.&lt;br /&gt;       Voltei, logo em seguida, trazendo uma mochila e um casaco com capuz, que ficou no quilo certo pra dar o dichavo que ele precisava pra sair do morro sem chamar atenção. Com a chuva que caíra, até o capuz cobrindo a cabeça, passava batido.&lt;br /&gt;       - Valeu. Valeu mesmo. Amanhã eu volto aqui pra te devolver. Vou indo nessa.&lt;br /&gt;       - Não! Não vai não! Tô precisando esclarecer umas coisas contigo que não estão fechando. E que estão fritando meus miolos.&lt;br /&gt;       - É. Eu imagino. Vamos fazer assim: embora o tiro tenha passado raspando, ainda assim tirou umas lascas, que estão começando a doer pra caralho. Eu tenho mesmo, e quero, te dar uma explicação. Eu ia até falar contigo, mas o tiro cortou minha onda. Então, vamos deixar pra amanhã, falou?&lt;br /&gt;       Embora a coronha do ferro já estivesse na minha mão, devido a um movimento que eu fizera antes, tipo dar uma coçadinha na barriga, e que era só trazer pra fora e detonar uma azeitona nele, eu fiquei na minha. E não sei se pela pessoa que estava a minha frente, se pelo jeito que ele falou, ou ainda a verdade que vi nos seus olhos, eu o deixei ir, quase certo de que as explicações que dele viriam, poriam as coisas nos seus devidos lugares, e eu não precisaria fazer uso dessa porcaria de invenção humana chamada revólver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2512738158636449120?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2512738158636449120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2512738158636449120' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2512738158636449120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2512738158636449120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_07.html' title='A  lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sivitvxh-0I/AAAAAAAAAGM/xI01mV5kat8/s72-c/imagem1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3629046495119404740</id><published>2009-06-06T18:12:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:20:35.332-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sirce_OAE4I/AAAAAAAAAGE/o3Sx-KKQRTE/s1600-h/pontotal.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sirce_OAE4I/AAAAAAAAAGE/o3Sx-KKQRTE/s320/pontotal.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344326332752860034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXI - Na palma da mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho na tua mão&lt;br /&gt;e vejo&lt;br /&gt;Estamos a um passo&lt;br /&gt;do beijo&lt;br /&gt;Na esquina da solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Estes versos vieram a mim trezentos anos após aquele beijo, e, agora, nesta noite, o vejo estampado na minha mente, enquanto aguardo, sentado, na porta da igrejinha do Cruzeiro.&lt;br /&gt;         O vejo, poucos metros a frente, no final da escadaria, a dar ordens aos seus soldados:&lt;br /&gt;         - Atividade na laje! Ao primeiro sinal de polícia vindo na direção do morro, sinalizar com os fogos; ao espocar dos primeiros fogos a ordem é: entocar os papelotes e as trouxinhas, mocozar as armas no paiol, e se espalhar. Não vamos dar mole! Nem sentar o dedo em polícia nenhum. Vamos nos espalhar pelos locais mais frequentados do morro, misturar-se aos moradores para, se der o azar de ser reconhecido, não ser executado, porque a imprensa já está de olho nessas matanças que eles andam promovendo aqui, tombando crianças e moradores inocentes, com a desculpa de bala perdida.&lt;br /&gt;         - Tá legal. Falou. Estamos na atividade, chefe. Deixa com a gente. Foi o que se ouviu após suas instruções, quando ele já os deixava, rumando na minha direção.&lt;br /&gt;         Eu não estava arrependido pela decisão que tomara de voltar ao morro, iniciando a busca que prometera, nem de falar sobre a minha primeira paixão; e rever a cidade à noite, aqui do alto, o Cristo, o Pão de Açucar, o Relógio da Central, os edifícios, eram como recompensa pelo acerto da decisão. Mas, ao ver ele caminhando em minha direção, tendo às costas aquela imensa e belíssima lua branca, meu coração tremeu feito vara verde, e eu temi pela minha segurança, pela minha sanidade. Num átimo de segundo, agarrei-me às salvadoras palavras proferidas por ele, ainda há pouco, sobre identificar em mim um homem santo, um santo homem, e pude então manter-me sereno.&lt;br /&gt;         - E aí , padre, quero dizer, professor. Posso te chamar de professor? Até porque voce tinha fama de inteligente né não?&lt;br /&gt;         - Isso já faz muito tempo. Mas tá. Pode me chamar assim, se quizer.&lt;br /&gt;         - Voce vai dormir aqui no morro? Tem onde cair?&lt;br /&gt;         - Não! Não vou dormir aqui não. Volto pra casa. Aliás essa é uma boa hora de sair fora.&lt;br /&gt;         - Guentaí então um instantinho.&lt;br /&gt;         Ele voltou aos soldados no final da escadaria, e logo voltou, e me estendendo a mão, mandou assim:&lt;br /&gt;         - Seguraí pá tu, professor. È uma presença que te faço. De coração.&lt;br /&gt;         - Valeu! Mas o papelote não quero não. Vou aceitar a muca de fumo. Pode fumar um aqui?&lt;br /&gt;         - Eu proíbo esses lances aqui, mas vou abrir excessão pa tu.&lt;br /&gt;         E abriu a muca, tirou um tanto, apertou um cigarrinho e passou pra mim.&lt;br /&gt;         - Vai aí, ele falou.&lt;br /&gt;         - Pode acender, parceiro.&lt;br /&gt;         - Não. Eu não vou de nada. Não fumo, não bebo e não cheiro. Só apertei porque é pra voce. Vai aí. Fique à vontade.&lt;br /&gt;         Ao ouvir isso, gelei. Por dentro meu coração tremeu de novo. E por muito pouco não fui às lágrimas, quando no aperto de mão que trocamos na despedida, ao sentir que ele largara algo na minha palma, e o olhei curioso, ele falou:&lt;br /&gt;         - É um presente. Aceite, por favor. Pra comprar outra peruca, porque essaí já era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3629046495119404740?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3629046495119404740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3629046495119404740' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3629046495119404740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3629046495119404740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_06.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sirce_OAE4I/AAAAAAAAAGE/o3Sx-KKQRTE/s72-c/pontotal.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-634697036232228527</id><published>2009-06-05T20:15:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:19:57.616-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Simy1S8tG5I/AAAAAAAAAF0/5t1hEoHTF28/s1600-h/traces.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Simy1S8tG5I/AAAAAAAAAF0/5t1hEoHTF28/s320/traces.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343999061541067666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XX- Só isso tudo e nada mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Aí, nesse momento, sob as patas dos acontecimentos, esmagado até à alma, sem mais nada saber acerca de nada,; meu primeiro amor ( tão intenso e tão torto ); meu primeiro beijo na boca ( o que fazer com essa cena congelada na entrada do meu coração? ); que fazer com as luas que se espatifaram na minha cara, com as drogas que percorreram minhas veias, com aquela linda mulher, por quem abandonei o seminário, para logo depois ser abandonado, largado às traças, sem rumo, voando pra lá e pra cá, buscando a história da minha família, expondo as entranhas numa tarde, como se fosse um encontro marcado com o tempo, ou acerto de contas com o erro, ou a correção de um destino, a retomada de um caminho.&lt;br /&gt;    Aí, nesse momento, desse profundo estado de tristeza em que me encontrava submerso, veio sua voz em meu socorro.&lt;br /&gt;    - Padre, Padre! Lembrou agora?&lt;br /&gt;    - Lembrei, filho. Lembrei. Mas por quê matar depois de tanto tempo?&lt;br /&gt;    - Ah padre, o relógio pára, quando a gente passa pelo que passei. Se o senhor quer saber, desde a primeira vez que eu botei um revólver na mão, eu sabia que haveria de matar ele. Eu até planejei outra morte para ele. Mais demorada. Mais dolorosa. Mas, quando eu vi pela minha mira aquele brilho vindo lá do lado da central de polícia, no que eu virei o cano pra lá, e ele encheu o círculo da luneta, com aquela cara asquerosa, madei bala! Com o maior prazer.! E ele me viu ainda, antes de tombar. Se bem que... péraí...ele estava apontando a arma pra cá, mas ele não tinha bronca do meu irmão... então...É isso. É isso padre! Ele queria era te matar! Agora a ficha caiu. Quando eu atirei nele, e vi que ele atirou pra cá, e eu desci pra resolver o lance, eu nem podia imaginar que o padre era voce. Por isso quando te reconheci, e te julguei morto, o choro veio me despedaçando todo. Porque voce não imagina o que representou pra mim a tua chegada naquele dia. O que foi pra mim o teu conforto, a tua consideração. Graças a Deus, o Senhor me livrou de assistir a tua morte, padre!&lt;br /&gt;     - Eu não sou padre. Eu não sou padre. Voce precisa saber disso. Eu não sou padre.&lt;br /&gt;     - Não?! Não tem nada, porque pra mim voce sempre foi, é, e será sempre mais que padre. Pra mim voce é um homem santo. Um santo homem.&lt;br /&gt;     Ao proferir estas palavras, chegávamos ao topo do morro. Um último pingo de chuva molhou o meu rosto. Uma maviosa brisa roçou em mim, cálida. Um azul boníssimo retornou ao céu, trazendo estrelas que sorriam para mim, e, sob as pancadas sonoras e aceleradas do meu coração, uma imensa e branca lua surgiu, ameaçando de novo espatifar-se sobre a minha existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-634697036232228527?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/634697036232228527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=634697036232228527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/634697036232228527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/634697036232228527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_3739.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Simy1S8tG5I/AAAAAAAAAF0/5t1hEoHTF28/s72-c/traces.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-478068253419793237</id><published>2009-06-05T19:03:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:19:27.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SimWuaKWFFI/AAAAAAAAAFc/B8J4_tTD-kY/s1600-h/Nuvens.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SimWuaKWFFI/AAAAAAAAAFc/B8J4_tTD-kY/s320/Nuvens.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343968156892664914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIX - A voz mansa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Livre da presença do pústula, pude voltar minha atenção para o garoto, e sem coragem para examinar o dano em suas partes, busquei infundir-lhe confiança, para através de perguntas, inteirar-me de seu estado físico e emocional.&lt;br /&gt;    -Não tenha medo, amiguinho. Não precisa mais chorar. Estamos sós agora e eu sou seu amigo. Só preciso saber como te ajudar e preciso te perguntar uma coisa. Tá legal?&lt;br /&gt;    Acuado contra uma parede, e trêmulo, com a cabeça ele assentiu. Dizendo precisar ver o movimento fora da casa, para poder-mos sair, pedi que ele me aguardasse no quarto, até que lhe chamasse. Sentei-me para enrolar o beise, e vi, espalhado pelo chão, papéis de bala, palito de picolé, feito alpiste para atrair rolinhas para a arapuca. Escroto! Filho da puta! Tarado!, falei para mim mesmo. Acendi o fino, dei uns catrancos, apaguei, guardei a bagana na caixa de fósforos, e chamei o guri.&lt;br /&gt;    Ele sentou-se próximo a mim e começamos a conversar. Perguntei como ele estava, ele respondeu que estava sentindo muita dor. Na dúvida sobre se devia levá-lo ao hospital, ou mesmo comunicar a seus pais, falei-lhe que se levantasse, e voltasse as costas para mim. Ele obedeceu, e o vestígio de sangue colado ao fundilho de seu calção me preocupou.&lt;br /&gt;    - Voce está sangrando?&lt;br /&gt;    Ele, num fiozinho de voz, respondeu achar que ja tinha parado. Tirei do pescoço o lenço que estava usando, uma moda da época, que não pegou, e falei para ele se limpar por dentro do calção. Ao receber de volta o lenço pouco molhado e pouco sujo, relaxei, e comecei então a falar com ele de João e Maria, e de um pé de feijão que cresceu até tocar no céu, e de gigantes que podíamos vencer, e bosques verdes e floridos, com castelos e tal e tal. &lt;br /&gt;    Ele sentou-se, novamente, e ficou escutando atento, ora rindo dos anões briguentos, ora se encolhendo com medo da bruxa malvada, alegrou-se com a chegada da Branca de Neve, que ele quiz saber o que era, e me falou que gostava de jogar bola, e que tinha não sei quantas bolas de gude, e que não, por favor não falasse nem a seus pais, nem a ninguém sobre o que tinha acontecido, que nunca mais, nem mesmo por sorvete de casquinha, nem bomba de chocolate, nem pão doce nenhum do mundo, iria a lugar algum com gente grande desconhecida, e saímos pra rua, e vendo-o mais calmo, passei a mão entre seus cabelos, mandando-o pra casa, e seu irmão chegou, e era um dos meus amigos, e eu ah! é seu irmãozinho esse molequinho?, não, não sabia, maneirinho ele e tchau, até mais. E fui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-478068253419793237?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/478068253419793237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=478068253419793237' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/478068253419793237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/478068253419793237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada_05.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SimWuaKWFFI/AAAAAAAAAFc/B8J4_tTD-kY/s72-c/Nuvens.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8211906505271446026</id><published>2009-06-04T20:49:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:18:44.671-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiheJw_WdLI/AAAAAAAAAFU/kMo_UvC3OcQ/s1600-h/circ.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiheJw_WdLI/AAAAAAAAAFU/kMo_UvC3OcQ/s320/circ.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343624479737541810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Meu irmão disse uma vez que o seu melhor amigo na infância, fora um jovem que o tirara das mãos de uns garotos que o estavam encurralando na subida do morro querendo tirar dele a merenda que estava levando pra escola, sob ameaça de enfiar a porrada nele. Aí chegou esse herói do meu irmão e botou os caras pra correr, e era papo de 5 anos de diferença entre as idades deles, daí que meu irmão foi crescendo e ficando mais amigo ainda de seu herói, que continuou sendo seu escudo de salvação contra quem chegava pra cima dele querendo tirar farinha. Então no século passado, em  1971, meu irmão tinha sido exilado em Floripa, por conta de umas merdas que andou aprontando  aqui no Rio, por causa dos psicotrópicos, e foi lá, durante o carnaval, que recebendo uma carta de nosso primo, ficou sabendo da morte do amigo, quando este a caminho de um baile no clube, sòzinho, não segurou a onda do cheirinho da loló, e caiu morto antes de chegar, ao baile, e aos 19. Eu estava visitando meu irmão quando ele recebeu essa carta triste, e como a casa da minha irmã, onde ele estava exilado ficava na rua de uma praia tranquila e deserta, fomos para lá, onde ele foi fumar seu bagulhinho de estimação, e me disse que um dos melhores dias ( na verdade uma noite ) da sua vida, foi quando seu amigo o convidou, e eles foram ver Easy Rider, no poeira perto de nossa casa. Esse colega dele era careta, mas não ficou indiferente àquela pancadaria de música nova e revolucionária, que saía pelos quatro cantos do cinema, e se fosse ali escolher a que mais tenha agradado a seu amigo, ficaria com The Weight, uma balada muito boa mesmo levada acho que por Roger Maguin. Mas eu vou ficar com The Pusher, do Steppenwolf, pra mim a música mais maconheira que já tocou por essas bandas da Terra desde aquele século.&lt;br /&gt;Beijinhos tcutchus.&lt;br /&gt;Prahghuinha vai indo.Beijos mano. Beijos Jorginho Bocage.&lt;br /&gt;Eu conheci o Jorginho e posso garantir que o apelido não tinha nada a ver com ele, que era assim um gentleman.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8211906505271446026?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8211906505271446026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8211906505271446026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8211906505271446026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8211906505271446026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/musica-maconheira_04.html' title='Música maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiheJw_WdLI/AAAAAAAAAFU/kMo_UvC3OcQ/s72-c/circ.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8373551090607811064</id><published>2009-06-02T20:52:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:17:26.616-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiW7-kJkFTI/AAAAAAAAAFM/JjHVU8aUrrM/s1600-h/oretazi.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiW7-kJkFTI/AAAAAAAAAFM/JjHVU8aUrrM/s320/oretazi.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342883216475034930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVIII - A casa mal assombrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ainda que sob a escuridão da noite chuvosa. a fraca iluminação que vinha dos barracos me permitiu reconhecer no meu interlocutor àquele que ele dizia ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Participante infeliz, de um período encantado da minha vida, em que estrelas, luas, sóis, olhos, bocas, cadernos e calça curta, faziam-me caminhar acima do chão; invadir propriedades minhas, alheias a mim; fazer minhas, propriedades alheias, pela dádiva de quem me amava, pelo amor a quem me doava, aquele rostinho infantil, transfigurado pela mais tenebrosa experiência a que uma criança pode ser submetida, voltava lá de traz para me levar de volta a um lugar que jamais pensei novamente retornar.&lt;br /&gt;     Era uma daquelas tardes atordoadas que me acompanhavam logo após ter meu caminho apartado daquele que fôra o meu melhor amigo. O meu amado amigo.&lt;br /&gt;      Afim de queimar um fino, e não tendo encontrado ninguém na esquina pra fumar comigo, resolvi entrar na casa que havia à beira da escadaria, abandonada desde a execução de um jovem do morro, por um policial corrupto, que já naquela época existia, embora em números ridículos se comparados aos centenas de milhares existentes hoje. São tantos que chegam até às chefias das polícias civis dos estados, aos comandos de batalhões das Pms, a Delegado Geral da Polícia Federal.&lt;br /&gt;      Não era uma casa legal de se ir, mas curiosamente, era a mesma casa onde fumei o primeiro baseado de verdade. Assim, de desberlotar, jogar na seda, apertar e tacar fogo. Saí tão doido dessa primeira experiência, que os caras foram pra um lado, eu fui pro outro, indo parar na porta do clube, onde encontrei meu amigo, que ficou sabendo que eu tinha saído com seu irmão mais velho, e matou logo a charada que eu fui queimar um fumo com ele, e ficou puto comigo, e pagou geral, e entrou numa de sair me embolachando, e eu me defendendo atabalhoadamente, face ao estado de torpor em que me encontrava, alterado pelo THC da marijuana. Essa também não era uma lembrança legal, mas ainda assim resolvi entrar na casa, onde poderia apertar um e queimar, sem ninguém corujando.&lt;br /&gt;      Ao tentar entrar, sentindo uma resistência da porta, dei-lhe um empurrão forte que me projetou pra dentro da casa e de uma cena, inédita pra mim, e tão revoltante, que venha eu viver mais cem anos, se tiver que me deparar novamente com o que vi, com certeza tapo meus olhos com a mão; o X9, na época com uns 25 anos, com as calças arriadas, deitado sobre um guri, investindo pra dentro dele, que só chorava, e pelos olhos, já que o covarde tinha a mão fechando sua boca.&lt;br /&gt;      Tomado por ira divina, corpo e espírito meu reagiram, e desferiram um tão forte chute, que ao atingir o desgraçado o fez desgrudar-se tão imediatamente de sua presa, que ele foi bater na parede, enquanto o garoto, projetado a frente, ainda sofreu uma quase torção do pescoço pela mão do filho da puta ao se desprender de sua boca, e acompanhar o resto do traste rumo à parede.&lt;br /&gt;      Cheguei-me ao bosta, ainda levantando-se, dei-lhe mais uns bicos, uns tapas nas orelhas, e com um chute na bunda, botei ele porta-a-fora, ainda se abotoando e afivelando o cinto, gritando sem se voltar pra traz:&lt;br /&gt;      - Voce vai ver, seu pirralho maconheiro! Voce vai ver! Voce vai me pagar.!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8373551090607811064?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8373551090607811064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8373551090607811064' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8373551090607811064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8373551090607811064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espaatifada.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiW7-kJkFTI/AAAAAAAAAFM/JjHVU8aUrrM/s72-c/oretazi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-4011411356967752919</id><published>2009-06-02T20:27:00.002-03:00</published><updated>2010-05-12T07:46:47.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiW1xSRS7rI/AAAAAAAAAFE/l5tU1JCJNrU/s1600-h/areya.bmp"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiW1xSRS7rI/AAAAAAAAAFE/l5tU1JCJNrU/s320/areya.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342876391267561138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não tirar o ineditismo de alguns poemas  presentes nos livros. garantindo assim uma certa exclusividade para aqueles que os compraram, estivemos fora do ar por uns tempos.&lt;br /&gt;   Mas estamos de volta.&lt;br /&gt;   E como já disse o grande Erasmo Carlos. " a barra está pesada Mãe/e quem está na chuva tem que se molhar ".&lt;br /&gt;   E está pesada mesmo. Prá mim, então, pesadíssima.&lt;br /&gt;   Por isso, e também por muitos outros motivos, bem-vindas nessas horas amargas, as belas postagens de Elaine, agora também nos levando a passear por Londres, no encalço de um grande e merecido amor para Elizabeth, em Day by Day. E a recente e agradável descoberta do blog de Mirtes Smile, aliviando essa barra com generosas doses de excelente cultura musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À margem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou frio!&lt;br /&gt;Tenho agora&lt;br /&gt;a certeza&lt;br /&gt;que mesmo à margem&lt;br /&gt;do rio&lt;br /&gt;vivo a mercê&lt;br /&gt;de sua correnteza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a lua&lt;br /&gt;nele refletida&lt;br /&gt;como as cores&lt;br /&gt;retidas em seu espelho&lt;br /&gt;como as árvores&lt;br /&gt;tantas vezes retorcida&lt;br /&gt;por suas águas&lt;br /&gt;de barro vermelho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-4011411356967752919?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/4011411356967752919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=4011411356967752919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4011411356967752919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/4011411356967752919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/poemas-maconheiros.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiW1xSRS7rI/AAAAAAAAAFE/l5tU1JCJNrU/s72-c/areya.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1761620020295162231</id><published>2009-06-02T19:53:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:16:21.482-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música Maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiWuZlZ8h0I/AAAAAAAAAE8/QWspH5Ks8YM/s1600-h/aretoma.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiWuZlZ8h0I/AAAAAAAAAE8/QWspH5Ks8YM/s320/aretoma.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342868287505860418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Um dia meu irmão chegou em casa mais alegre que de costume, e quando pudemos conversar no quintal, enquanto tomava café, ele me falou de um moleque dos seus 19 anos apenas, e que vencera o concurso de samba enredo da Portela, concorrendo com uma pá de medalhões de uma das mais competentes alas de compositores de samba do Rio. Não era pouca coisa. Mas pra mim, mais interessada na época em twist e arrumar namorado, não dizia muita coisa. Nem quando ele largou o pão e me mostrou na filipeta que ele trouxera do ensaio, com a letra do samba, os versos finais que diziam " se meu suspiro pudesse/aos teus ouvidos, chegar/verias que uma paixão/tem o poder de assassinar ", e que o enredo era inspirado no livro Memórias de um sargento de milícias. Mas eu guardei o nome. E quando mais a frente eu corri pra ele dizendo ter ouvido o samba mais lindo que já ouvira, ele falou, não te falei?, esse também é daquele moleque Paulinho da Viola, junto com Hermínio Bello de Carvalho, outro molecote, e que torna a colocar o samba digno de ser ouvido enquanto se fuma um cigarrinho doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá Mangueira&lt;br /&gt;       H.B. de Carvalho/P. da Viola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto assim do alto&lt;br /&gt;Mais parece o céu no chão&lt;br /&gt;Sei lá&lt;br /&gt;Em Mangueira a Poesia&lt;br /&gt;Veio do ar &lt;br /&gt;e se alastrou&lt;br /&gt;E a Beleza do lugar&lt;br /&gt;Pra se entender&lt;br /&gt;Tem que se achar&lt;br /&gt;Que a vida não é só isso que se vê&lt;br /&gt;É um pouco mais&lt;br /&gt;Que os olhos não conseguem perceber&lt;br /&gt;As mãos não ousam tocar&lt;br /&gt;E os pés recusam pisar&lt;br /&gt;Sei lá não sei&lt;br /&gt;Sei lá não sei não&lt;br /&gt;Não sei se toda Beleza de que lhes falo&lt;br /&gt;Sai tão somente do meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mangueira a Poesia&lt;br /&gt;Num sobe e desce constante&lt;br /&gt;Anda descalça ensinando&lt;br /&gt;Um modo novo da gente viver&lt;br /&gt;De sonhar&lt;br /&gt;De cantar&lt;br /&gt;De sofrer&lt;br /&gt;Sei lá não sei&lt;br /&gt;Sei lá não sei não&lt;br /&gt;A Mangueira é tão grande&lt;br /&gt;Que nem cabe explicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra voces tchutchuzinhos e tchutchuzinhas.&lt;br /&gt;Da Mangueira. Do rio. De Hermínio, de Paulinho, e&lt;br /&gt;De Prahgha Zu&lt;br /&gt;De coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1761620020295162231?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1761620020295162231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1761620020295162231' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1761620020295162231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1761620020295162231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/musica-maconheira.html' title='Música Maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiWuZlZ8h0I/AAAAAAAAAE8/QWspH5Ks8YM/s72-c/aretoma.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8550491287192770991</id><published>2009-06-01T19:10:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:15:07.413-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiRS4ooq5fI/AAAAAAAAAE0/ZIdCPp2RpeQ/s1600-h/bandbmp.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiRS4ooq5fI/AAAAAAAAAE0/ZIdCPp2RpeQ/s320/bandbmp.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342486190902404594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVI - Caguete merece cacete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Ainda não foi desta vez, padre.&lt;br /&gt; Disse o doutor após aplicar os curativos e terminar de enfaixar sua cabeça.&lt;br /&gt;     - Mas, continuou, tivesse o projetil encontrado mais um milímetro que fosse de sua cabeça pela frente, ao passar, e teria sido fatal.&lt;br /&gt;       Tantos anos sumido, e justo quando aparece, leva um balaço. E essa de padre? Como foi isso? Eu não sabia que..&lt;br /&gt;     - Doutor, intervi, acho melhor deixar esse papo pra outra hora, pois a chapa tá quente morou? A essa altura o morro deve de estar tampado de polícia, e daqui há pouco, eles podem tá batendo aqui na tua porta, à procura de feridos.&lt;br /&gt;     - Tem razão 'cara'. Então se adianta, garoto. Quando limpar a área, eu dou uma subida lá, e a gente termina esse papo.&lt;br /&gt;     - Falou. Te pago lá então. Vãobora padre.&lt;br /&gt;     Eu tenho a maior bronca de ser chamado de garoto, mas o doutor já me conhecia há uma cara de tempo, desde os primeiros anos mesmo, e já se acostumara a me tratar desse jeito. Além disso era da geração do meu irmão, do padre, nascido e criado no morro, e, ainda por cima, um cara sujeito homem, por isso não me importava quando ele me dispensava esse tratamento.&lt;br /&gt;     Saímos pelo outro lado do morro, de forma a não dar de cara com ninguém, já que o ocorrido se dera na parte voltada pro centro da cidade. Deu certo! Nem camburão nós vimos. A merda era que com a chuva, aquele lado do morro ficava mais indigesto de encarar, já que era a parte mais caída, mais precária, com barracos de madeira de caixote, telhado de zinco e sem nenhuma urbanização.&lt;br /&gt;     Era encarar becos de lama, subida escorregadia, desviando-se ainda dos porcos que reviravam o lixo espalhado pelo caminho, exalando um mau cheiro filho da puta.&lt;br /&gt;     Em dado momento olhei para o padre, que se apoiava em meu ombro para caminhar, e falei:&lt;br /&gt;     - Eu matei ele. Eu matei ele, padre! Tenho certeza! Pela mira do fuzil eu vi. Acertei bem no mamão dele. Na testa! Acho até que bem entre os olhos.&lt;br /&gt;     - Matou quem, meu filho? Ele quem?&lt;br /&gt;     - Ele, padre! O X9, o caguete. Aquele do seu tempo, que morava naquela vila do lado do galpão. Não lembra?&lt;br /&gt;     - Lembro. Lembro. Mas porque voce matou ele? E porque está me contando isso? É como confissão a um padre? Se for, devo dizer que..,&lt;br /&gt;     - Pô, padre, qualé? Porque que eu tô te contando isso? Não tá lembrado de mim não? Voce tava com meu irmão ainda agora quando foi baleado. Tá lembrado agora de mim, padre? Aquele gurizinho que voce tirou debaixo daquele X9 filho de uma puta, e que depois ainda ficou um tempão comigo, me confortando, depois de sair na porrada com ele.&lt;br /&gt;     - Voce?!?!?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8550491287192770991?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8550491287192770991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8550491287192770991' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8550491287192770991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8550491287192770991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/06/lua-espatifada.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiRS4ooq5fI/AAAAAAAAAE0/ZIdCPp2RpeQ/s72-c/bandbmp.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8437464413834821287</id><published>2009-05-31T14:55:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:13:51.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiLFmkCT2tI/AAAAAAAAAEs/eMOvqjq_mf4/s1600-h/imagem.cem.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiLFmkCT2tI/AAAAAAAAAEs/eMOvqjq_mf4/s320/imagem.cem.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342049374313896658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XV - Vento que venta lá venta cá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Eu estava limpando a minha rá-tá-tá,aproveitando o fraco movi da boca, quando ele me perguntou:&lt;br /&gt;         -Aê parceiro, viu meu'rmão?&lt;br /&gt;         -Vi mais cedo, quando vinha vindo pra cá. Pensei dele vir pra cá também mas ele quebrou ali pros lados do morrinho.&lt;br /&gt;         -Vê só como ele vacila. Tinha combinado dele estar aqui essa hora. Ia até apresentar ele presse PM novo aí, do contexto, do arrego da boca, e o cara fura comigo.Vê se localiza ele aí com a lupa.&lt;br /&gt;         Peguei então o binóculo invocado, acho que do exército americano, usado nos iraqui, que um playboy tinha trocado por pó, e vasculhei o morro, até que localizei ele.&lt;br /&gt;         -Ih! Olha ele ali dando um papo a um padre. É mole?&lt;br /&gt;         -Cade? Deixa eu ver. Não. Pode ficar com isso, que eu vou aproveitar pra ver o alcance da mira desse fuzil novo, que o governador acabou de entregar à polícia, que o PM novo acabou de trazer pra mim.&lt;br /&gt;         -Tá ali, ó, pros lados do morrinho.&lt;br /&gt;         -Ah! Já vi. Êh! Péraí!&lt;br /&gt;         -O quê?&lt;br /&gt;         -Sei lá.Aquele bagulho piscando lá embaixo no sol.Parece espelho.Não!Caralho!Filho da puta! Demorou mas chegou tua vez canalha! Morre!&lt;br /&gt;         E pou!&lt;br /&gt;         Ainda que olhando pelo binóculo, deu pra ouvir o gemido do padre, após cambalear e logo em seguida desabar pra cima do irmão dele.&lt;br /&gt;         -Cara! Tu matou o padre! Tu matou o padre meu'rmão!&lt;br /&gt;         -Fica na tua rapá! Guentaí o movimento. Segura todo mundo, que eu vou descer e resolver essa parada.&lt;br /&gt;         -Tá legal. Vai lá.&lt;br /&gt;         - E ele foi descendo, com o fuzil pendurado no ombro, e eu acompanhando o lance pelo binóculo, vi o PM chegando primeiro no lance.Ih!Quê isso! Vai dar um bico &lt;br /&gt;nos cornos do irmão do 'cara'. Logo ele chegou, enquadrou o PM,  depois o meganha desceu, ele ficou ali, agachado ao lado do padre. Pô! O que é que é aquilo! O 'cara' tá chorando! Quem era esse padre? Que parada estranha. Agora ele tá falando com o irmão, entregando o fuzil a ele. Ih! Tá descendo com o padre! O padre tá vivo! Que doideira! Ah, não leva a mal, mas depois dessa, só mesmo um baseadão da hora, pra botar a mente no lugar. Que parada cumpadre! Que doideira! Onde será que ele foi com aquele padre? O jeito é esperar o irmão dele subir e tirar a limpo essas questões todas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8437464413834821287?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8437464413834821287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8437464413834821287' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8437464413834821287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8437464413834821287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_31.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiLFmkCT2tI/AAAAAAAAAEs/eMOvqjq_mf4/s72-c/imagem.cem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3916528155966976852</id><published>2009-05-30T19:41:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:13:18.779-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiG22CPaksI/AAAAAAAAAEk/wExyHZDwuPc/s1600-h/.imagem.sul.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiG22CPaksI/AAAAAAAAAEk/wExyHZDwuPc/s320/.imagem.sul.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341751672468837058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIV - O matamata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eu estava limpando meu revólver, aproveitando o fraco movimento na delegacia, quando ele me chamou até à janela, e apontando para as pessoas que circulavam por aquela área central da cidade, falou:&lt;br /&gt;    -Tá vendo aquele padre ali?&lt;br /&gt;    Não foi difícil localizar, entre aquelas pessoas anônimas na multidão, àquele a quem ele se referia, já que sua batina, muito limpa e engomada, destacava-se ao sol do dia, enquanto em passos rápidos, se deslocava na direção do morro.&lt;br /&gt;    -Tô vendo.E daí?&lt;br /&gt;    -Não. Nada não. É que ele me parece conhecido. Me lembra alguém, sacumé?&lt;br /&gt;    -É? E lembra quem?&lt;br /&gt;    -Não. Não lembra ninguém não. Deixa pra lá.Voce vem nessa diligência comigo? Se vem, vamu nessa.&lt;br /&gt;    Saímos, então, da delegacia para uma ronda nas imediações afim de dar uma tranquilizada nos comerciantes, quem sabe impedir um roubo, um assalto. Dar a tal visibilidade que o secretário sempre menciona nas entrevistas. Embora se esforçasse, dava pra perceber no seu semblante que o tal padre mexera com ele. Estava mais nervoso que o habitual.&lt;br /&gt;    Não que eu reparasse muito nele. Na verdade nem ia muito com seus cornos, e além do mais, o que se falava a respeito da sua ligação com crianças, era de dar nojo.Mas, fosse como fosse, era um policial das antigas, e seu comportamento profissional estava dentro dos padrões da maioria de nós.&lt;br /&gt;    Já próximo do anoitecer, de volta a delegacia, rumou ele para a janela, e, instantes depois pediu-me que lhe levasse o binóculo que estava na gaveta. Quando fui lhe entregar, no entanto, ele disse:&lt;br /&gt;    -Guenta aí com ele , que eu já volto. E voltou, logo, trazendo um fuzil com mira telescópica, zerado, que acabara de ser entregue à polícia, pelo governador.&lt;br /&gt;    -Vou ver o alcance dessa mira. E apontando na direção do morro, levou-me também a fazer o mesmo. Em instantes surgiu enquadrado pelo foco, o tal padre que passara pela manhã, conversando com o irmão do dono do movimento. Disse eu:&lt;br /&gt;    -Ih! Olha lá aquele padre com o irmão do " cara ".&lt;br /&gt;    Ele, rápido, cadê?, cadê?, percorrendo o morro com o fuzil apontado, procurando localizá-los também.&lt;br /&gt;    -Ali na parte baixa, perto do morrinho, falei.&lt;br /&gt;    -Hum..Já vi, já vi. Filho de uma puta. Eu sabia que te conhecia. Só que agora tu vai se fu, e POU1POU1POU1&lt;br /&gt;    -Caralho! Tu matou o padre! Tu matou o padre! eu disse, ao ver pelo binóculo o padre sacudido pelo disparo, após cambalear, e despencar sobre o irmão do " cara ".&lt;br /&gt;    -Voce matou o padre, falei de novo, agora voltando-me para ele, buscando explicação, e, porra, não entendi mais nada, ao vê-lo caído ao chão, fuzil ao lado e um rombo no meio da testa.&lt;br /&gt;    Morto. Morto. Morto. Mortinho da silva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3916528155966976852?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3916528155966976852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3916528155966976852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3916528155966976852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3916528155966976852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_30.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiG22CPaksI/AAAAAAAAAEk/wExyHZDwuPc/s72-c/.imagem.sul.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1578309268084621143</id><published>2009-05-30T18:06:00.002-03:00</published><updated>2009-11-17T20:05:12.541-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Disumanidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiGge47F1dI/AAAAAAAAAEc/bWDJj0yQCh8/s1600-h/.imagbolk.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiGge47F1dI/AAAAAAAAAEc/bWDJj0yQCh8/s320/.imagbolk.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341727085574870482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Di Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Das di zumanidades mais disumanas, o róulo, está, sem dúvida, entre as formas mais cruéis. Fomentada impunemente no meio da pervertidas maioria " normal " da sociedade, essa perversão há séculos vem dizimando gente e mais gente.&lt;br /&gt;    Não conheço a obra de Marcuse, mas li uma declaração a ele atribuída, de que a História do homem na Terra era a história da sua violência, e mesmo nessa apressada apreciação de tal tema, estou convencido de que na raiz da sua violencia, haverá lá, o tal do rótulo, impiedosamente lançado sobre os que escolhem trilhar outros caminhos para o futuro, os que escolhem o desvio, o aventurar-se em outra rota, desprezada pelos condutores das carroças dos destinos humanos. Os anormais. Os diferentes. Os usuários de drogas, os ladrões, os loucos, os esquisitos., diferentes eles dos " normais " apenas pelo... rótulo.&lt;br /&gt;    Senão vejamos; os usuários de drogas são discriminados e penalizados por fazerem uso de drogas ilícitas, assim rotuladas pelos usuários de drogas lícitas; os ladrões são discriminados e penalizados por serem pegos roubando na rua ou quando invadem casas e roubam com violencia pelos que roubam  de outra forma, sob o manto da justiça, ou da atividade policial, ou da prevaricação, quando exercendo função pública, que podem até ser violentos e cruéis no seu âmbito familiar; os loucos são discriminados e internados pelos mentalmente sãos que destroem o clima do planeta, extinguem multidões de formas de vida animal e vegetal, embriagam-se e se matam no trânsito das grandes cidades.&lt;br /&gt;     Portanto, faça um bem ao seu próximo; não permita que ele cole em voce o rótulo que ele quer lhe atribuir. Seja ele qual for. Nem de brincadeira. E faça um bem a voce; não queira colar no seu próximo o rótulo que voce quer lhe atribuir.Seja ele qual for. Nem de brincadeira. Rótulo é coisa séria. Infelicita tremendamente a vida do rotulado. E pode causar a sua morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1578309268084621143?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1578309268084621143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1578309268084621143' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1578309268084621143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1578309268084621143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/disumanidades.html' title='Disumanidades'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiGge47F1dI/AAAAAAAAAEc/bWDJj0yQCh8/s72-c/.imagbolk.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-6910283639306830293</id><published>2009-05-29T19:40:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:12:04.811-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiBlAB8UCrI/AAAAAAAAAEM/ICg8QtdBOvk/s1600-h/.imagem.pontos.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiBlAB8UCrI/AAAAAAAAAEM/ICg8QtdBOvk/s320/.imagem.pontos.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341380209257220786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pelo rádio saiu aquele som fazendo pãpãpãrãra~pãrãpãpãpãrãrã, que depois soubemos ser guitarra, que depois soubemos de um tal Brian Jones fazendo aquilo, que tinha um tal de Micky Jagger cantando daquele jeito, e um tal de Richards aparecendo na parceria, e aquele baixo e aquela bateria, pô, pqp, a maconha rolou como pedra.&lt;br /&gt;Meu irmão depois dessa porrada nos ouvidos, mentes e corações, tentou acabar com ela. Fumou anos, todos os dias, e fumou muito, muito mais, gritando a plenos pulmões fedendo à maconha, ( I Can't get No ) Satisfaction. But i try.&lt;br /&gt;    Fudeu!&lt;br /&gt;    O samba já tinha levado pras quadras o fumo, previlégio, antes, da bandidagem. Já não era preciso sair roubando nem matando ninguém depois de fumar uma coisinha. Dava pra queimar um fumo e ir batucar um samba na esquina, dava pra fumar uma maconha e ir bater uma pelada no campinho, davar pra dar um tapa e ir pro colégio.&lt;br /&gt;    Agora, quando aquela coisa nova chamada guitarra , e aqueles caras gritaram No No No, meu irmão sacou que dava pra fumar um bagulho e viajar pelo mundo;States, Paris, Londres, Amsterdã,... Ele fumou todos e viajou pelo Brasil a trabalho; Corumbá, Altamira, São Luis, Salvador, BH, Brasilia, Floripa,..&lt;br /&gt;    Ele não conseguiu acabar com a maconha.&lt;br /&gt;    Mas ele tentou. Ele tentou.&lt;br /&gt;    Eu sou Prahgha Zú. E tô tentando também. Beijinhos e Byby&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-6910283639306830293?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/6910283639306830293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=6910283639306830293' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6910283639306830293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/6910283639306830293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/musica-maconheira_29.html' title='Música maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SiBlAB8UCrI/AAAAAAAAAEM/ICg8QtdBOvk/s72-c/.imagem.pontos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-3228493424370576540</id><published>2009-05-26T18:11:00.001-03:00</published><updated>2010-03-07T09:45:18.047-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sh8TxoOj5iI/AAAAAAAAAD8/IoFf6hKX07A/s1600-h/Malha+de+metal.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sh8TxoOj5iI/AAAAAAAAAD8/IoFf6hKX07A/s320/Malha+de+metal.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341009426417706530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII - Chove chuva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva fria e torrencial, lavando o rosto do "padre", fez-me ver que o que eu imaginara ser material do seu crânio desintegrado pelos tiros, era na verdade farrapos de peruca misturada ao sangue! O padre que já não era mais padre mas continuava usando a batina tinha também esse segundo estratagema colado a sua pessoa;uma densa cabeleira falsa.&lt;br /&gt;   Entre os pingos grossos e gelados que desabara sobre nós, como se descortinando o véu da noite que se iniciava, foram sendo esclarecidos outros detalhes do ocorrido: o PM que ali estava,( ali estava para receber um pp da boca),  não sabia que eu era irmão do rei da boca, e  recebendo ordem para vazar, assim o fez, entrando no carro particular que deixara na ladeira, mais abaixo. Não fora ele o autor dos disparos,( o que explicava o não espocar dos fogos de aviso da chegada dos homi ); e a providencial chegada de meu irmão deveu-se a ele estar testando um novo fuzil com mira telescópica, e por isso ter nos enxergado, lá do alto do morro, onde estava. Tudo se esclarecendo, menos a relação de camaradagem entre meu irmão e o nosso amigo que há 20 anos não víamos. Meu alívio por saber do seu milagroso livramento, no exato instante em que me revelaria o motivo de ter-me feito confidente de tão guardado segredo seu, no exato instante em que cambaleara( o que o salvou ) um pouco devido a por-se de pé, misturava-se com um inquietante sentido de alerta, disparado ao ver a forma como meu mano aconchegara-se a ele, principalmente porque éramos de uma geração após a dele,e...caramba!, de repente veio a mim como um soco na boca do estômago, uma tarde longínqua, em que os encontrara no morrinho, meu irmão, sei lá, com 4 ou 5, 6 anos no máximo, ele ali pelos 17,18, e ele afagando a cabeça do guri, e eu nem maldei nada, nem quando meu irmão disse o quanto o meu amigo era muito legal e tal. Porra, mas que porra é essa! Não não pode ser! Isso vai ter que se esclarecer quando eles voltarem da clínica do Doutor, outro amigo nosso de infância, que atendia na limpeza, ou seja, sem caguetar pros homi, quando meu irmão, ou qualquer outro de nós precisava de atendimento médico por conta de algum ferimento a bala. Ainda que a chuva resolva inundar a favela, e levar de roldão todos os barracos do mundo, eu iria esperar por eles ali mesmo onde eu estava. Atenderia seu pedido de cuidar das coisas na sua ausencia, nem fumaria mais nada, para elucidar essa, para mim, estranha relação de amizade entre os dois, resistente há tantos anos de afastamento. Eu colocaria as duas mãos no fogo por eles, mas depois da revelação daquela inconcebível paixão infantil, era melhor ter ao lado o 38, sempre guardado em casa, pra de lá só sair para uma situação de escalabro, que nunca surgira. Mas agora, não sei não...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-3228493424370576540?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/3228493424370576540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=3228493424370576540' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3228493424370576540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/3228493424370576540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_26.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sh8TxoOj5iI/AAAAAAAAAD8/IoFf6hKX07A/s72-c/Malha+de+metal.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2990409747893713092</id><published>2009-05-22T19:04:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:02:21.439-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sh8pl1zmqJI/AAAAAAAAAEE/u2N7jvG2eYM/s1600-h/imagem.rain.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sh8pl1zmqJI/AAAAAAAAAEE/u2N7jvG2eYM/s320/imagem.rain.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341033413160118418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII - O Além é logo ali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bico do coturno do meganha chegou a centímetros de atingir a minha cara em cheio, quando o som gélido e metálico de uma arma sendo engatilhada, e o som ríspido e sibilante  de uma voz humana que dizia, entre dentes " se chutar a cara dele, morre aqui " , provocaram uma reviravolta no tempo, no espaço e, principalmente no vento, que além de desviar de mim o que seria um certeiro chute, também provocou a quase queda do PM, interrompendo o gentil bico que me daria, a meu pedido, diga-se de passagem. Tivesse vindo e me atingido, me pouparia das explicações ao meu irmão, do porque de estar ali àquela hora, quando o combinado fôra esperar por ele no Cruzeiro, a  Igrejinha na parte mais alta do morro, e junto com ele dar um confere no movimento, dar uma geral pelos becos e uma chegada na laje onde ficavam os soldados da contenção, os vaposeiros e os fogueteiros, encarregados de avisar da chegada dos homens. É certo que ele ia pagar geral, que eu vacilei, qui num sei o quê e blá, blá, blá. Mas acontece que a tal da reviravolta ainda estava em curso, e as explicações teriam de vir da parte dele, do por qual motivo ele agachara-se junto do ex-padre, daquele choro copioso, transformado em quase sorriso, quando reagindo a tanto zelo e carinho, apalpando-se, tremula e vagarosamente, entre golfadas de sangue e berlotas, o quse morto falou: &lt;br /&gt;- Mmmiiinna batina. Mmee viista coccoom a minha batina.&lt;br /&gt;A noite que já se fazia escura, como se estivesse somente a espera desse despertar, fez-se ainda mais negra, e, torrencial, a chuva desceu do céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2990409747893713092?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2990409747893713092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2990409747893713092' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2990409747893713092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2990409747893713092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_22.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sh8pl1zmqJI/AAAAAAAAAEE/u2N7jvG2eYM/s72-c/imagem.rain.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-2245911713547950661</id><published>2009-05-21T15:49:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:01:00.439-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>/....&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShWizGdZ5yI/AAAAAAAAADs/mH55imkfnsc/s1600-h/imagem.girl.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShWizGdZ5yI/AAAAAAAAADs/mH55imkfnsc/s320/imagem.girl.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338351932108564258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI - O sacerddócio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje, daquele tempo só restou a batina, da qual não quiz mais me apartar, mesmo após ter abandonado o seminário por conta de uma paixão por uma mulher casada. Foi a melhor forma de exercer a sublimação dos instintos que encontrei, pois que quando ela me veste sinto-me revestido pela misericórdia de Deus, e sou forte, e tudo posso naquele que me fortalece. E agora que ja se faz tarde, são quase seis, posso enfim te dizer da razão de estar contigo, e POU!E POU! E POUPOUPOU! Sumiram das minhas vistas a sua face, sumiu dos meus ouvidos, a sua voz, sumiu ali na minha frente, a sua vida. Foi-se. Estilhaçada por uma bala perdida,sua cabeça alojada em meu repentino colo, pesava o dobro do mundo. Pesava sobre meus ombros, muda, surda e cega. Morta. Aparvalhado ainda, apressado tirei-lhe desajeitadamente, a batina, pela cabeça, e o depus contra o degráu da escada onde estivéramos, sem nos dar conta da chegada dos homens, e onde, prostrado ficou, feito o guri do chico buarque, acho que rindo, de papo pro ar. Quase sem sangue, este guardado com a batina, entre o lixo que passava por baixo da escada, deixava exalar de si, estrelas que saiam do céu da sua boca, lindas e cintilantes, que após uns breves instantes dançando ao som do silencio, em meio ao tiroteio, partiam súbitas e lacrimejantes. Agarrei-me às botas do policial que se aproximava, ainda empunhando o tenebroso fuzil, e pedí-lhe que me chutasse as fuças, e pedi-lhe que me executasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-2245911713547950661?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/2245911713547950661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=2245911713547950661' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2245911713547950661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/2245911713547950661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_21.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShWizGdZ5yI/AAAAAAAAADs/mH55imkfnsc/s72-c/imagem.girl.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-1819691468424087649</id><published>2009-05-20T23:38:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T10:00:27.811-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShWFCXvXeFI/AAAAAAAAADk/SATllCE2RF4/s1600-h/.imagem.peuxe.doc"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShWFCXvXeFI/AAAAAAAAADk/SATllCE2RF4/s320/.imagem.peuxe.doc" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338319209096509522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X-  A ira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele falou da tarde agradecer por tão bonita participação, a vontade que eu tive foi de dar-lhe um bico na cara, como quando ele falou o tal de havia rosas na minha boca, havia rosas não, havia estrelas. Mas me segurei, afinal era um amigo de infancia, de boas lembranças nas brincadeiras, na escola, nos bailes. Pela batina não me surpreendera, pois assim que o v se aproximando, logo me veio a lembrança de alguem que me dissera naquela época, dele ter ido para Mato Grosso, para um seminário para formação de padres. Por aí, então, seriam os chutes;&lt;br /&gt;- Quer dizer que podemos nos preparar para ve-lo na televisão, de quando de um próximo escândalo de pedofilia na Igreja.&lt;br /&gt;Ele me olhou direto, e foi aí que eu vi que estava diante de um homem santificado; projetado contra um azul celestíssimo, pela luz poente do Sol as minhas costas, disse-me, num tom inumano;&lt;br /&gt;- Mesmo incapaz de predizer o que virá, rumo tranquilo em frente, no que se refere a me envolver com crianças. Quanto a escândalos na igreja, não estarei envolvido, pois não tenho nada com a igreja.&lt;br /&gt;- Mas e o que se falou de seminário em Mato Grosso?&lt;br /&gt;- Houve sim. Logo após estarmos separados, devido a mudança de seus pais para a Tijuca, vi-me diante do nada, me perguntando sobre a quem amar então a partir daquele amor. Quem teria também a capacidade de antecipar-se a mim daquela maneira? Quem teria que me quizesse também como eu não era, como ele quisera. Quem eu iria querer como não fosse. Em quem eu veria o que não estivesse à mostra. E quem após ele veria em mim, onde eu não estivesse, o rastro do que eu jamais fora. Quem amaria assim dessa maneira, quem esperaria amar assim novamente. Eu não tinha respostas pra isso, e minhas perguntas acabaram chegando a Jesus que se apresentou a mim e disse &lt;br /&gt;Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas. Aí nesse ponto fechei a Bíblia olhei para aquele Tio distante e lhe disse que sim, queria servir a Jesus, tornar-se um sacerdote!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-1819691468424087649?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/1819691468424087649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=1819691468424087649' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1819691468424087649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/1819691468424087649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_20.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShWFCXvXeFI/AAAAAAAAADk/SATllCE2RF4/s72-c/.imagem.peuxe.doc' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8643255750412313128</id><published>2009-05-18T14:34:00.001-03:00</published><updated>2009-11-08T09:59:44.138-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto/Música'/><title type='text'>Música maconheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShR0NoTvUwI/AAAAAAAAADM/zYxeRQsLEsM/s1600-h/imagem.bmp2.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 255px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShR0NoTvUwI/AAAAAAAAADM/zYxeRQsLEsM/s320/imagem.bmp2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338019235848213250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prahgha Zumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paralelepípedos saltaram pro alto, as calçadas tremeram, as paredes voaram, os rapazes e as moças quase derreteram quando Roberto Carlos apareceu mandando tudo pro inferno.Meu irmão disse que estava descascando uma seda, ou seja, separando a lâmina de alumínio do papel que envolvia os cigarros nos maços comerciais à venda nos bares.Após a separação usava-se a parte branca do papel ( a seda )para acochar a porção de maconha, dando-lhe formato de cigarro, ou seja, o tal do baseado. Meu irmão tava fazendo isso aí, e não satisfeito, dizia que a música tinha olhos vermelhos e garganta seca. O fato, dizem, é que ficou difícil de achar pelo chão, maços de cigarros vazio, para daí separar o alumínio, o papel, o tal do beise,... a concorrencia começava a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que vá tudo pro inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Carlos/Erasmo Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale o céu azul&lt;br /&gt;e o Sol sempre a brilhar&lt;br /&gt;se voce não vem&lt;br /&gt;e eu estou a te esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tenho voce &lt;br /&gt;no meu pensamento&lt;br /&gt;e a tua ausencia&lt;br /&gt;é todo o meu tormento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que voce&lt;br /&gt;me aqueça nesse inverno&lt;br /&gt;e que tudo mais&lt;br /&gt;vá pro inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale &lt;br /&gt;a minha boa vida de playboy&lt;br /&gt;se entro no meu carro&lt;br /&gt;e a solidão me dói&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde quer que eu ande&lt;br /&gt;tudo é tão triste&lt;br /&gt;não me interessa &lt;br /&gt;o que de mais existe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que voce&lt;br /&gt;me aqueça nesse inverno&lt;br /&gt;e que tudo mais&lt;br /&gt;vá pro inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto mais&lt;br /&gt;voce longe de mim&lt;br /&gt;quero até morrer&lt;br /&gt;Do que viver assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quero que voce &lt;br /&gt;me aqueça nesse inverno&lt;br /&gt;e que tudo mais&lt;br /&gt;vá pro inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Carlos era foda. Meu irmão também. Eu sou Prahgha. Prahgha Zu. Bezos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8643255750412313128?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8643255750412313128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8643255750412313128' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8643255750412313128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8643255750412313128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/musica-maconheira_18.html' title='Música maconheira'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/ShR0NoTvUwI/AAAAAAAAADM/zYxeRQsLEsM/s72-c/imagem.bmp2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-9205695900441250882</id><published>2009-05-16T00:00:00.003-03:00</published><updated>2010-05-12T07:48:26.241-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Poemas maconheiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sg4uQe84hxI/AAAAAAAAAC8/Fg0jQttdedA/s1600-h/imagem.bmpczsf.bmp"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sg4uQe84hxI/AAAAAAAAAC8/Fg0jQttdedA/s320/imagem.bmpczsf.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336253469201827602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reli Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcha da maconha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A marcha da maconha. acontecida no dia 9 de maio, sábado, reuniu aproximadamente, 1200 pessoas, sendo 99/100, jovens de menos de 30 anos de idade. Partiu da praia de Ipanema, às 16:20 e terminou na Praia do Arpoador, quase duas horas depois, ao som do Hino Nacional. A PM acompanhou a marcha, a orientação da organização para que não se fumasse maconha durante a passeata foi seguida, e tudo transcorreu bem. Em dado momento teve a participação do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, coerente com sua pública e manifesta posição favorável a legalização, que falou ao microfone sobre outros membros do Governo simpatizantes à causa. Acessível, o Ministro permitiu que eu me aproximasse e lhe fizesse a entrega de um exemplar dos Poemas Maconheiros, enquanto se retirava de cena acompanhado por uma porrada de jornalistas e fotógrafos. Estava uma tarde com a cara do Rio, e aos gritos de MACONHA!MACONHA!MACONHA!, os participantes da marcha iam contagiando os outros cariocas e turistas, que das mesas dos bares, aplaudiam à nossa passagem. A marcha, tornada possível por um habbeas corpus preventivo, é um passo significativo rumo a conquista de uma consciência cívica mais atuante e poderosa no seu papel de beneficiário das leis que se propõe a seguir. Maconha proibida pela Lei, mas consentida pela sociedade, só beneficia e reforça o tráfico bandido e o banditismo policial. Legalizemos Já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-9205695900441250882?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/9205695900441250882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=9205695900441250882' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/9205695900441250882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/9205695900441250882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/poemas-maconheiros_15.html' title='Poemas maconheiros'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/Sg4uQe84hxI/AAAAAAAAAC8/Fg0jQttdedA/s72-c/imagem.bmpczsf.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-856099653330342369.post-8603237395999486326</id><published>2009-05-14T14:07:00.002-03:00</published><updated>2009-11-08T09:55:47.457-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto A lua espatifada'/><title type='text'>A lua espatifada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SgxQfJtBkDI/AAAAAAAAACs/xOkHo2r9yis/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 255px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SgxQfJtBkDI/AAAAAAAAACs/xOkHo2r9yis/s320/imagem.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335728154638127154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cêre Zumanus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX - As duas tardes às duas da tarde ( conclusão )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Na segunda vez, também na sua casa, também a tarde, fomos também surpreendidos pela chegada dos seus pais; só que tivemos o tempo que precisávamos.&lt;br /&gt;   Chegáramos hora antes, e tendo a certeza da casa vazia, iniciamos uma farra já a partir da porta ao fechar. Beijamos-nos longa e demoradamente como gostávamos de nos beijar, e logo em seguida, corremos  em direção casa a dentro, rindo, felizes, até chegarmos a um quartinho nos fundos da casa, mobiliado com uma enorme cama de casal. Paramos por uns segundos, arfantes, pela corrida e mais ainda pela excitação que se apossara de nós tão logo evidenciara-se a oportunidade de estarmos a sós. Por uns segundos, estáticos e extasiados, vimos-nos esparramados sobre aquela cama; assistimos-nos em toda a execução do ritual de amor e sexo que logo a seguir vivenciaríamos, como se pressentíssemos a desintegração que ocorreria conosco pela poderosa explosão dos sentidos, pela audaciosa experiência que detonaríamos, que ceratamente iria fazer parar o tempo e sugar toda luz, toda memória ainda por se formar em nosso ser, tudo, tudo, tão completamente tudo, que não teríamos como nos ver em carne e osso. Por isso ficamos ali, vendo naquela cama a conformação dos nossos corpos, despindo-se um para o outro, lindos e amigos, ainda imberbes, tão sofredores em tão deliciosa e sofrida paixão. Vimos, ambos, quando nos atiramos um sobre o outro, o prazer indescritível que se se estampou em nossas faces rubras, em nossos corpos em brasa. Sentimos nosso sexo encostando-se ao outro, ora um por baixo, ora um a frente, sempre os dois sorrindo, textualizando gemidos, sussurros que iam fundo em nossa parceria, e nos unia, e estávamos unidos. Fundíamos nossa inquietação, noso sem jeito de ser diferente  do que se estava sendo. Vimos tudo tão e completamente, da porta daquele quarto, que quando adentramos, era como se estivéssemos dançando nas nuvens. Passo a passo, reis do baile, tão gloriosamente recompensados, bisados e ovacionados, nem nos entristecemos quando o derradeiro &lt;br /&gt;acorde soou em nossas almas, e a tarde voltou ao seu destino de tarde radiante, solar, como se a nos agradecer por tão bonita participação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/856099653330342369-8603237395999486326?l=poorartpoemasedesenhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/feeds/8603237395999486326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=856099653330342369&amp;postID=8603237395999486326' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8603237395999486326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/856099653330342369/posts/default/8603237395999486326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poorartpoemasedesenhos.blogspot.com/2009/05/lua-espatifada_14.html' title='A lua espatifada'/><author><name>Silvio Carreiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03009097577958720466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/-4FxgYQaIQQU/Tiwj9MYj58I/AAAAAAAAAog/VhoC_lynlaE/s220/meandme.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q_I8861QyC0/SgxQfJtBkDI/AAAAAAAAACs/xOkHo2r9yis/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
